2 - ATUALIZADA - Times da elite não podem mandar no futebol, diz CBF

SÉRGIO RANGEL, ENVIADO ESPECIAL

MONTEVIDÉU, URUGUAI (FOLHAPRESS) - O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, defendeu a divisão do colégio eleitoral em três pesos, definida nesta quinta-feira (23)

"Não vejo motivo para os clubes serem contra. As federações representam 1117 times ativos no país, 700 profissionais. Se não criássemos esses pesos, colocaríamos a elite para comandar o futebol. Seria uma falha do ponto de vista democrático", afirmou Feldman.

A Federação Paulista de Futebol aprovou a medida.

"O percentual de participação dos clubes com direito a voto direto se manteve em 42,5%. E as federações, devem defender os interesses de todos seus clubes filiados: cerca de 800 em todo país", afirmou em nota.

Outra novidade no novo estatuto da CBF foi a exigência de concorrência pública para contratação de serviços. Em novos contratos, a entidade terá que contar com a assinatura de três representantes (presidente, diretor financeiro e responsável pela área).

NEPOTISMO

A CBF também aprovou o texto do seu código de ética. No documento, a entidade criou medidas para impedir o nepotismo. Parentes de cartolas da confederação até o terceiro grau não poderão ser contratados.

O princípio só não servirá para a "parte técnica". A cláusula protege o Matheus Bacchi, filho de Tite, que trabalha na comissão técnica da seleção brasileira.

A contratação do filho foi um pedido do treinador ao presidente da CBF.