Özil diz que "nunca mais" voltará a jogar na Alemanha

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O meia alemão Mesut Özil durante uma entrevista coletiva após assinar com o Fenerbahçe, em Istambul, na Turquia, em 27 de janeiro de 2021

O meia alemão Mesut Özil declarou nesta quarta-feira que "nunca mais" vai voltar para jogar na Bundesliga ou na seleção alemã, no momento em que assinou com o Fenerbahçe, na Turquia, onde pretende relançar a carreira.

"Quando pego uma estrada, não dou meia volta. Desejo sucesso à seleção alemã, mas nunca mais", ele vai voltar a ela, declarou, acrescentando que não pensa em jogar novamente na Bundesliga.

Dois anos e meio depois de ter fechado as portas para a 'Mannschaft' após uma virulenta polêmica ligada à sua origem turca por posar em uma foto ao lado do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, e depois de vários meses sem jogar no Arsenal, Özil assinou oficialmente por três e um meio ano com o Fenerbahçe.

O jogador de 32 anos começou a treinar com os novos companheiros no domingo, mas não deve disputar as próximas partidas por ainda não estar em sua melhor forma física, já que não joga desde março.

O presidente do clube, Ali Koç, disse nesta quarta-feira que espera que Özil volte aos campos a tempo para o clássico contra o Galatasaray, no dia 6 de fevereiro.

Como a camisa 10 já tem dono, Özil vai usar o número 67 pelo resto da temporada, o código da província de Zonguldak, de onde vem sua família.

Segundo o Fenerbahçe, ele vai ganhar 3 milhões de euros (3,6 milhões de dólares) por temporada, bem longe dos 20 milhões de euros (24,3 milhões) que recebia no Arsenal, onde foi o jogador mais bem pago.

A contratação do ex-jogador do Real Madrid e Arsenal, campeão com a Alemanha da Copa do Mundo de 2014, despertou entusiasmo na Turquia.

Endividado, o Fenerbahçe lançou esta semana uma campanha de doações entre seus torcedores.

Embora Özil tenha nascido na Alemanha, ele cultiva há anos seus laços com a Turquia.

Ele se casou em 2019 em Istambul com uma ex-Miss Turquia, Amine Gülse. Seu padrinho de casamento foi Erdogan.

O jogador foi fortemente criticado na Alemanha após posar em uma foto ao lado de Erdogan em 2018, pouco antes do Mundial na Rússia.

Denunciando ataques "racistas", ele encerrou sua carreira na seleção alemã após esse torneio.

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