Órgão dos EUA cita decisões de piloto como provável causa de acidente que matou Kobe Bryant

David Shepardson
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Mural em homenagem a Kobe Bryant em Los Angeles

Por David Shepardson

WASHINGTON (Reuters) - O Conselho Nacional de Segurança de Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) citou nesta terça-feira "má tomada de decisão" do piloto como a causa provável do acidente de helicóptero em janeiro de 2020 que matou o astro do basquete Kobe Bryant, sua filha e outras sete pessoas, dizendo que o piloto ficou desorientado e não seguiu regras para voo em tempo nublado.

O NTSB citou a "má decisão de voar em excesso de velocidade" do piloto Ara Zobayan. A entidade disse que as condições climáticas resultaram na "desorientação espacial e perda de controle" do piloto.

O conselho também citou uma "provável pressão auto-induzida" de Zobayan para completar o voo.

Zobayan disse aos controladores de tráfego aéreo que seu helicóptero estava saindo por cima de nuvens pesadas quando na verdade a aeronave estava descendo. Imediatamente depois disso o helicóptero se chocou com uma encosta de morro próxima da cidade de Calabasas, na Califórnia, informou a agência. Zobayan estava entre os mortos no acidente com o helicóptero Sikorsky S-76B em uma área montanhosa nas imediações de Los Angeles.

Bryant, de 41 anos, 18 vezes all-star na liga de basquete norte-americana, a NBA, pelo Los Angeles Lakers, viajava com sua filha de 13 anos, Gianna, duas outras meninas e vários amigos para um torneio de basquete no momento do acidente, que chocou admiradores e fãs do esporte no mundo todo.

O NTSB também citou a empresa que operava o helicóptero, a Island Express Helicopters, por "revisão e supervisão inadequada de seus processos de gerenciamento de segurança". Advogados da empresa não comentaram a declaração imediatamente.