Ídolo do São Paulo, França revela ter recusado ofertas de Flamengo e Palmeiras

Goal.com

Ídolo e quinto maior artilheiro da história do São Paulo, o atacante França, em podcast do Globo Esporte, disse ter recusado propostas de Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro na esperança de poder voltar ao Tricolor, mas "o telefone nunca tocou". 

França fez história no clube paulista entre 1996 e 2002, período o suficiente para que ele se tornasse o quinto maior artilheiro tricolor e títulos que o colocaram na prateleira de ídolos do time. 

Com a esperança de poder retornar ao Morumbi e encerrar sua carreira e até tentar fazer os 61 gols que faltavam para ser o grande artilheiro do clube na história, o atacante acabou recusando propostas de alguns grandes clubes do Brasil. 

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"Eu tive mais concreta a do Flamengo, através do Kleber Leite (ex-presidente), que ligou no meu apartamento em São Paulo, e depois o professor Luxemburgo. Quando ele assumiu o Palmeiras, acho que em 2008, queria formar um timaço e contava muito comigo. Era o principal centroavante que ele queria contar. O Zezé Perrella também sempre quis me levar para o Cruzeiro. Essas são as três mais concretas", disse França.

No entanto, o desejo acabou não se concretizando, mas o ex-jogador garante não ter mágoas do São Paulo por conta disso. "Sempre declarei que se eu voltasse, voltaria para o Brasil para jogar no São Paulo. Acabou não acontecendo, porque infelizmente, na única ligação que precisei, o São Paulo não ligou. O único time que meu telefone nunca tocou foi o São Paulo Futebol Clube. Aí seria a concretização para encerrar a carreira no São Paulo", contou ao podcast.

Com 182 gols em 327 jogos França foi um dos principais nomes da conquista tricolor do Torneio Rio-São Paulo, em 2001, e do Campeonato Paulista em 1998 e 2000. Estes títulos, a entrega do atacante e sua identificação com o São Paulo o sagraram como ídolo do torcedor são-paulino, e de um específico bastante conhecido pela torcida, como  ele lembrou.

"Fiz um gol contra o Corinthians, ganhamos acho que de 2 a 0, no Campeonato Brasileiro, e fui sorteado para o antidoping. Do campo você já vai direto para a sala do doutor, em uma sala no Morumbi. Eu lembro que estava lá, tomando a água e bateram na porta. Eram o pai do Kaká e o Kaká, com 17, 16 anos. Ele queria tirar uma foto. Perguntei para o doutor se podia tirar, porque não pode entrar na sala. Levantei, fui até a porta e tirei a foto", contou sobre o garoto da base que, em alguns anos, se tornaria seu companheiro de equipe.

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