Ásia começa forte nas Olimpíadas de Tóquio-2020

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Após a cerimônia de abertura na sexta-feira (23), os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 tiveram suas primeiras medalhas neste sábado (24), com a Ásia conquistando mais da metade das medalhas de ouro.

O Brasil, que ainda não conquistou medalha - derrota de Felipe Wu no tiro e de Nathalie Moelhausen na esgrima -, comemorou vagas em finais masculinas da ginástica, classificatória do Felipe Lima na natação e vitórias no vôlei - na quadra e na praia. Já a seleção feminina de futebol empatou com a Holanda, ficando muito perto das quartas de final.

Entre os destaques do dia, o equatoriano Richard Carapaz conquistou um histórico título no ciclismo de estrada, em percurso de 234 quilômetros, com cinco portos e o emblemático Monte Fuji como testemunha.

"Foi um momento incrível. Dedico ao meu país. Trabalhei muito para chegar aqui", declarou após o pódio, que dividiu com o belga Wout Van Aert (prata) e o esloveno Tadej Pogacar (bronze).

Das onze finais disputadas neste sábado, sete foram vencidas por países asiáticos, com a China liderando o quadro de medalhas (três de ouro), enquanto Japão, Coreia do Sul, Irã e Tailândia conseguiram uma medalha de ouro cada.

O primeiro ouro destes Jogos foi conquistado no tiro pela chinesa Qian Yang (carabina de 10 metros). A China foi o único país a conquistar mais de um ouro no 'Dia 1' do evento, graças à levantadora de peso Hou Zhihui na categoria até 49 kg e à esgrimista Sun Yiwen.

O Japão conquistou o primeiro ouro dos 'seus' Jogos Olímpicos em um esporte emblemático para o país, o judô, onde Naohisa Takato foi coroado na categoria até 60 kg. O país berço desta arte marcial não conseguiu uma dobradinha, já que Funa Tonaki perdeu a outra final deste sábado, a feminina até 48kg, contra a kosovar Distria Krasniqi.

A tailandesa Panipak Wongpattanakit venceu na categoria até 49 kg, derrotando a espanhola Adriana Cerezo na final.

Por sua vez, no tiro com arco a Coreia do Sul demonstrou sua hegemonia e venceu a prova de equipes mistas com An San e Kim Je Deok, onde o México alcançou o bronze com Alejandro Valencia e Luis Álvarez.

O iraniano Javad Foroughi venceu a prova de pistola de 10 metros.

Entre os três ouros europeus deste sábado, além da judoca Krasniqi, no Taekwondo brilhou o italiano Vito Dell'Aquila (-58 kg) e o esgrimista húngaro Aron Szilagyi (sabre).

O ouro de Szilagyi foi histórico, pois foi a primeira vez que um homem conquistou três títulos olímpicos consecutivos na esgrima. Ele emulou assim a italiana Valentina Vezzali, que o conseguiu no florete.

- Queda de Uchimura -

Se as alegrias de hoje foram, em sua maioria, asiáticas, também foi a grande decepção, a do ginasta japonês Kohei Uchimura, que sofreu uma queda na barra fixa, precipitando o fim de sua quarta Olimpíada.

Aos 32 anos, o astro japonês, heptacampeão mundial e vencedor de sete medalhas olímpicas (três ouros, quatro pratas), respondeu evasivamente quando questionado se havia vivido sua última competição: "Não. Não sei. Tenho que pensar".

O Brasil, por sua vez, confirmou três vagas nas finais masculinas. Arthur Zanetti terminou na quinta posição das argolas e vai brigar por uma inédita terceira medalha olímpica no aparelho. Caio Souza avançou a duas decisões: a do salto e a do individual geral. Diogo Soares faturou a última vaga na final do individual geral.

Por equipes, o Brasil ficou na nona posição, apenas 0,229 pontos atrás da Ucrânia, última classificada para a final.

Quem confirmou a aposentadoria foi a veterana judoca argentina Paula Pareto, ouro nos Jogos Rio-2016 e bronze em Pequim-2008, mas que não conseguiu subir ao pódio na categoria até 48 kg aos 35 anos.

"É minha última competição. Forcei meu corpo para esta competição porque é importante e é sempre bom estar nas Olimpíadas", disse.

No domingo, os Jogos seguem com 19 finais. Tudo isso com uma ameaça no horizonte, que se soma à covid-19: o tufão Nepartak se aproxima de Tóquio e chegará no início da semana, o que ameaça o programa olímpico, principalmente no remo e nas velas.

dr/psr/pm/mr/ic

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