Álex Márquez se vê pronto para MotoGP: “Não vou pensar em quem está ao meu lado”

Redação GP

Álex Márquez fez nesta terça-feira (19) seu primeiro teste como piloto da MotoGP. Escalado pela Honda para substituir o agora aposentado Jorge Lorenzo, o #73 sofreu uma queda ainda nas primeiras horas do dia e fechou a atividade em Valência com o último tempo, 2s730 atrás de Fabio Quartararo, o líder dos trabalhos.

Falando à imprensa pela primeira vez desde o anúncio da Honda, Álex explicou que não podia deixar passar a chance de correr com a campeã de 2019.

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“Meu plano era seguir na Moto2. Me sentia preparado para a MotoGP, mas não tinha aparecido nenhuma oportunidade”, disse Álex. “Com o anuncio inesperado de Lorenzo, apareceu essa oportunidade. Tenho uma grande equipe com muita experiência e não podia deixar essa chance escapar”, ponderou.

Álex, porém, disse que não vai ficar pensando no fato de correr ao lado irmão Marc e ressaltou que quer aprender também com Cal Crutchlow e Takaaki Nakagami.

“Não vou pensar em quem está ao meu lado”, assegurou. “A HRC tem as informações abertas e compartilhadas, então vou tentar aprender tanto com Crutchlow quanto com Nakagami e com meu irmão. Eu tenho que fazer o meu caminho, e Marc o dele”, frisou. 

“Vou tentar aprender o máximo de todos os pilotos da HRC. É claro que tenho Marc ao lado, mas não penso nisso”, reforçou. “É claro que nós somos irmãos e vamos conversar, mas, na pista, cada um vai fazer seu trabalho e teremos equipes de trabalho diferentes. Cada um tem que fazer seu caminho”, insistiu.

Álex Márquez (Foto: Repsol)


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No dia da estreia como piloto da fábrica na classe rainha, Álex admitiu: “Tinha borboletas no estômago diferentes por ser piloto de MotoGP. Estava um pouco nervoso”.

Ainda, o espanhol destacou que a queda desta manhã alterou o plano de trabalho, já que conta com uma única RC213V nos boxes.

“Não era o plano começar assim. Mudou o plano de trabalho completamente por ter só uma moto. Nós ficamos muito tempo parados”, comentou. “Foi um erro de estreante. Em Valência, é comum cair nas curvas 4 e 10, e foi na 10. Acostumado com a Moto2, fiz demais o estilo da Moto2 e estava apoiado muito na direita. Entendi e antes de cair já tinha visto o que ia acontecer”, contou.

O #73 destacou que vai precisar de um tempo para pegar a mão da RCV e explicou que as curvas para a direita foram sua principal dificuldade.

“Na MotoGP, as coisas têm seu tempo de aprendizagem. Eu estou aqui para aproveitar a oportunidade e, desde o primeiro minuto, aprender o máximo possível”, falou. “Me senti cômodo em cima da moto, que era o mais importante para mim. A partir daí, vão começar a aparecer problemas quando estivermos mais próximos nos tempos. Temos de ir conhecendo a moto”, continuou.

“O que mais me custou foram as curvas para a direita, mas a queda da manhã tampouco ajudou. Você sente o pneu dianteiro menos preparado nas curvas para a direita. Amanhã vamos seguir trabalhando para encontrar o feeling com a dianteira”, afirmou.

Por fim, ao ser questionado sobre a atenção extra por ter subido para a equipe campeã para correr ao lado do irmão, Álex respondeu: “Estou preparado para isso”.

“Quando você vai para uma equipe grande, é uma coisa que você tem de encarar. Vou ter uma grande equipe humana ao meu lado e vou trabalhar com eles ao máximo”, encerrou.



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