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    Após protestos de movimentos negros, jogo das estrelas do beisebol muda de cidade

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Major League Baseball, a liga profissional de beisebol dos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira (2) à noite, que o All-Star Game, seu jogo das estrelas, não vai mais acontecer em Atlanta, no estado da Georgia. A decisão foi tomada após aprovação de projeto de lei que muda o formato das eleições no estado, o que gerou protestos de movimentos negros. Segundo esses grupos, as alterações restringem o direito ao voto, principalmente nas comunidades mais pobres. As novas regras são implantadas meses após o democrata Joe Biden derrotar o republicano Donald Trump na Georgia. A vitória ajudou Biden a ter a quantidade necessária de membros no colégio eleitoral para ser eleito presidente. Trump reclamou de fraude, o que não foi comprovado. O governador Brian Kemp, que sancionou a legislação, é do partido Republicano. Análise feita pelo jornal The New York Times apontou 16 itens na lei que dificultam aos cidadãos locais exercer o direito do voto ou tiram poderes de fiscais eleitorais e os repassam aos legisladores estaduais. O All-Star Game estava marcado para 13 de julho, no Truist Park, estádio do Atlanta Braves. A equipe divulgou nota afirmando estar "profundamente decepcionada" com a decisão, que também altera a cidade onde acontece o draft, a seleção dos melhores jogadores universitários. O novo local não foi definido. "Na última semana, nós tivemos longas conversas com os clubes, ex-jogadores, atuais, a associação de jogadores, a Aliança de Jogadores [união de atletas negros], entre outros, para escutar suas opiniões. Eu decidi que a melhor maneira de demonstrar nossos valores é realocar o All-Star Game e o draft deste ano", disse em nota o comissário da liga, Robert Manfred. O presidente Joe Biden apoia a decisão, assim como esportistas negros de outros esportes, entre eles o astro da NBA LeBron James, que tem participação acionária no Boston Red Sox. Donald Trump pediu que patrocinadores boicotem a MLB. O governador Kemp declarou que o "estado da Georgia não será intimidado". A prefeita de Atlanta, Keisha Lance Bottoms, do partido Democrata, se declarou favorável ao protesto. Atlanta já havia sediado o evento duas vezes, em 1972 e 2000. Desde 2016, quando o quarterback Colin Kaepernick, então no San Francisco 49ers, da NFL (a liga de futebol americano), teve a iniciativa de se ajoelhar em protesto na execução do hino nacional antes dos jogos, a questão racial ganhou força entre altletas do país. Isso ficou ainda mais forte a partir do ano passado com o movimento "Black Lives Matter" (vidas negras importam, em inglês), após George Floyd ser morto pela brutalidade policial.

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    Esporte mundial vislumbra nova realidade com vacinação de atletas e torcida

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um evento esportivo com arquibancadas cheias parece, atualmente, o retrato de um passado já distante ou a imagem de um futuro incerto. Pelo mundo, diferentes autoridades e entidades têm adotado medidas para fazer com que o esporte se aproxime do que um dia foi. E em alguns casos começam a vislumbrar possibilidades concretas disso. O Zenit, da Rússia, está se antecipando até mesmo ao restante de seu país. No começo de março, o clube divulgou uma campanha para oferecer a russa Sputinik a seus torcedores: "Nós iremos oferecer vacinação gratuita em cada um dos nossos quatros jogos restantes em casa na temporada", informou. Qualquer torcedor acima de 18 anos pode comparecer ao estádio antes das partidas, munido de documentos, e receber o imunizante. Não está claro como o clube confirma qual o time das pessoas. A Rússia já tem uma das políticas mais permissivas da Europa com relação à torcida, e o Zenit quer colocar até 50 mil pessoas no seu estádio, a Gazprom Arena. O local tem capacidade para 68 mil pessoas e deve sediar jogos da Eurocopa neste ano. Se depender dos russos, com torcida. O país, com cerca de 145,9 milhões de habitantes, tem cerca de 3% de sua população totalmente vacinada contra o coronavírus, segundo o Instituto Johns Hopkins. Em um estágio mais avançado, o Bahrein, nação do Golfo Pérsico com 1,7 milhão de pessoas, tem cerca de 15% de sua população imunizada. O país que sediou a primeira etapa da F1 2021 no último domingo (28) ofereceu vacinas da Pfizer/BioNtech a todos os membros do paddock, inclusive para profissionais de imprensa. A oferta foi encaminhada pelo governo local antes do início da pré-temporada, também feita lá, há duas semanas. Oficialmente, a organização da F1 negou a proposta, sob alegação de que não seria ético furar a fila do Reino Unido, onde fica a sede da maioria das equipes. Não houve, porém, uma recomendação geral para os funcionários das escuderias aceitarem ou não as vacinas. O piloto espanhol Carlos Sainz, 26, da Ferrari, e o mexicano Sergio Pérez, 31, da Red Bull, disseram que tomaram as doses. O chefe da Mercedes, o austríaco Toto Wolff, 49, preferiu aguardar a vez dele no Reino Unido, casa da escuderia. A única equipe a incentivar publicamente seus funcionários a se vacinarem no Bahrein foi a Ferrari, sob argumento de que o ato ajudaria no combate a movimentos antivacina. Além de oferecer o imunizante, o Bahrein permitiu a presença de torcedores vacinados na corrida. A F1 sinalizou que não pretende alterar seus protocolos de segurança sanitária, pelo menos por enquanto. Já nos Estados Unidos, as principais ligas esportivas (que serviram como fontes de dados para cientistas estudarem o vírus) têm divulgado o relaxamento de algumas regras e benefícios às pessoas que tomarem os imunizantes. Mais de 100 milhões de doses já foram ministradas no país, segundo o CDC (Centro de Controle de Prevenção de Doenças). Nesta segunda (29), o presidente Joe Biden anunciou que 90% da população adulta estará apta para ser vacinada em 19 de abril. Na NFL, liga de futebol americano, cada um dos 32 times que estiver totalmente vacinado poderá reunir até dez pessoas durante o draft (processo para recrutar universitários), sem o uso obrigatório de máscaras nem distanciamento, além de permissão para beber e comer no local. "A NFL e a Associação dos Jogadores da NFL não têm a intenção de tornar a vacina contra a Covid-19 obrigatória para jogadores, técnicos e estafe. Estamos focando na educação", disse o chefe médico da liga, Allan Sills. A NFL teve uma temporada completa em 2020, com alguns jogos adiados, mas nenhum cancelado. O público foi permitido parcialmente em alguns estádios, inclusive no Super Bowl, em fevereiro deste ano. A NBA adota medidas semelhantes às da liga de futebol americano. A vacinação não é obrigatória, mas privilégios serão concedidos a quem se imunizar, por exemplo menos testes e o fim da exigência de quarentena após ser detectado o contato com pessoas infectadas. O rastreamento de atletas que tiveram proximidade com infectados causou desfalques para alguns times. Mesmo com exames negativos, Ben Simmons e Joel Embiid, do Philadelphia 76ers, perderam o All-Star Game por visitarem um barbeiro contaminado com o coronavírus. Outros benefícios incluem a possibilidade de parentes e amigos visitarem as casas de atletas sem a necessidade de testes, comer ao ar livre em restaurantes e poder se deslocar de casa para as instalações esportivas junto de indivíduos também vacinados. Quando uma equipe tiver 85% de seu pessoal imunizado, aqueles protegidos não serão obrigados a usar máscaras nas instalações. O Miami Heat deve abrir a partir desta semana setores de seu ginásio apenas para torcedores vacinados, com uso obrigatório de máscara, mas regras menos rígidas de distanciamento. Com mais de 331 milhões de habitantes, os EUA têm até esta terça-feira (30) uma taxa de 440 de pessoas vacinadas por mil habitantes. Ao todo, o país registra mais de 30,3 milhões de casos de Covid e 550,1 mil óbitos em decorrência da doença. A infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, consultora da Sociedade de Infectologia do Brasil, diz que mesmo os vacinados devem seguir cumprindo os protocolos sociais recomendados pela ciência, e que a inclusão de atletas no plano de imunização depende da realidade de cada país. "Se o país tem vacina suficiente para garantir as duas doses com a capilaridade para que possa vacinar todas as idades de forma rápida, ótimo. Se não, tem que se usar artefatos de priorização", afirma. "Até se ter um plano estratégico nacional, seja em qualquer país do mundo, que garanta a vacinação de grupos prioritários com mais riscos, a inclusão de atletas deverá ser muito bem avaliada." Ela entende ainda que é difícil imaginar que atletas ajudem a mudar opiniões e atitudes daqueles que não querem ser imunizados. Na Inglaterra, o governo pretende autorizar o público de volta aos estádios em geral a partir de junho, de acordo com o secretário de Cultura, Oliver Dowden. Mas já no dia 15 de maio, na final da FA Cup, o governo espera ter 10 mil torcedores no estádio Wembley, todos vacinados e examinados antes --será um evento-teste. No Brasil, não há previsão para a vacinação de esportistas, segundo o plano nacional de imunização. De acordo com o Ministério da Saúde, atletas militares terão prioridade na imunização, por serem da ativa. A informação foi inicialmente publicada pelo site GE e confirmada pela reportagem. "Os atletas paralímpicos terão prioridade se estiverem dentro do grupo de pessoas com comorbidades estipulado pelo plano de vacinação", disse a pasta. O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, afirmou no início do mês que a entidade comprará vacinas da China para aqueles que se classificarem para os Jogos de Tóquio, que acontecem em julho e agosto deste ano. Não está claro como funcionará a distribuição e a quantidade necessária de doses. O Comitê Olímpico do Brasil afirmou que enviou ofício ao COI solicitando mais informações sobre tal medida e que respeitará o plano nacional.

  • Perfil da NFL no Brasil parabeniza o Atlético-MG e cita Duzão, que saiu do Galo FA para os Dolphins
    LANCE!

    Perfil da NFL no Brasil parabeniza o Atlético-MG e cita Duzão, que saiu do Galo FA para os Dolphins

    A página oficial da liga no país fez menção aos 113 anos do Atlético-MG, celebrados nesta quinta-feira, 25 de março