Ney Franco relembra passagem pelo Cruzeiro e explica por que não aceitou proposta do Vitória: “Detalhes”

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Ney Franco durante sua passagem pelo Goiás em 2020 (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Ney Franco durante sua passagem pelo Goiás em 2020 (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

Por Guilherme Faber (@fabergui) e Matheus Brum (@matheustbrum)

Ney Franco é um dos treinadores mais conhecidos do mundo da bola nestes últimos anos. Com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro, como Flamengo e Cruzeiro, o técnico está em um “período sabático”. Sem clube desde que foi demitido pelo CSA, no final de agosto de 2021, após 12 partidas na Série B daquele ano, o treinador admitiu ter recebido um convite que o “balançou”.

Ney recebeu contato do Vitória horas depois do anúncio da saída do Geninho, no final de abril. A negociação durou três dias e terminou com desfecho negativo para ambas as partes. Em entrevista exclusiva ao Yahoo Esportes, Franco alegou que questão de detalhe influenciou na sua negativa ao Leão da Barra.

Leia também:

“Conversei com Vitória e na época demonstrei muito interesse de voltar. Realmente o contrato teve alguns entraves, que eram básicos e não foram só questões econômicas. Eu sei que o clube está se reestruturando e tem pessoas sérias. Quem fez contato comigo foi o Manoel Matos [ex-vice-presidente do clube]. Houve alguns detalhes e infelizmente não foi possível”, discorreu.

Ney Franco ainda pontuou que esse episódio recente não alterou o seu bom relacionamento com a diretoria rubro-negra e, também, deixou para uma outra oportunidade o seu reencontro com Leão.

“Não creio que ficaram ‘portas fechadas’. A nossa conversa foi muito transparente e eu tenho um carinho enorme pelo clube e sua torcida. Então, eu creio que realmente foram uns detalhes, mas no futuro logicamente eu vejo uma possibilidade real de voltar um dia a trabalhar no Vitória”, argumentou.

O técnico ainda é velho conhecido do torcedor leonino devido aos seus ciclos no Barradão pelos anos de 2013 e 2014. Na ocasião, atingiu o auge em 2013 quando quase se classificou o Vitória para Copa Libertadores da América e saiu logo no ano seguinte devido a derrota no clássico “Ba-Vi”.

Exceto as suas aparições na mídia televisiva e online, o mineiro de 55 anos participa dos trabalhos e palestras da CBF Academy, acompanha diversos jogos em sua casa como forma de reciclagem e cumpre com a rotina de estudos. “Ao mesmo tempo, preparado para qualquer momento aparecer uma oportunidade de pegar um clube em condições de desenvolver um trabalho”, admitiu.

Franco foi técnico e coordenador da Seleção Brasileira Sub-20 por dois anos, somou até aqui 11 clubes na carreira e com destaque para os títulos do Mineiro (2005), Copa do Brasil (2006), Carioca (2007) e Taça Guanabara (2009), Paranaense (2010), Série B do Campeonato Brasileiro (2010), Copa do Mundo Sub-20 (2011) e Sul-Americana (2012).

FUTURO

Justamente por causa da capacitação que tem feito neste período desempregado, Ney Franco crê que pode assumir trabalhos como gestor. No entanto, por horas, o foco é continuar na beira do gramado. “Em relação a esse cargo administrativo, ainda está cedo. Eu acho que tenho perfil para isso e até porque já fiz na Seleção Brasileira de base. É um plano. Pretendo ainda voltar ao mercado como treinador e me sinto preparado”, explanou.

CRUZEIRO

Ney possui ligação com a equipe celeste devido as suas idas e vindas entre a base e profissional assim como título estadual com Ipatinga-MG em cima da Raposa em pleno Mineirão há 17 anos. O técnico elogiou o projeto de SAF (Sociedade Anônima do Futebol) implantado por Ronaldo e relembrou o período difícil que viveu no clube no início da gestão Sérgio Santos Rodrigues, presidente do Cruzeiro.

“A SAF está se mostrando um projeto vitorioso dentro da Série B. O Cruzeiro realmente precisava de uma mudança, se acerta nesse momento e creio que esse ano tem tudo para retornar para Série A. Não tenho chateação com ninguém do Cruzeiro. O momento que eu trabalhei foi o mais turbulento da gestão do Sérgio. Os nossos problemas eram maiores do que resolver questão tática e técnica. A estrutura não era adequada para desenvolver um bom trabalho, mas isso não se refere ao presidente, é o clube como um todo, que estava passando por um momento difícil”, finalizou.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos