Mudança de postura torna Róger Guedes inegociável no Corinthians


Um novo Róger Guedes tem se criado a cada dia no Corinthians. Se antes a insatisfação com a reserva e a falta de adaptação com os modelos de jogo impostos pelo técnico Vítor Pereira era o que mais tomava conta dos assuntos voltados ao atacante, agora o jogador está cada vez mais se colocando como protagonista do clube alvinegro. Tanto que hoje ele é peça inegociável no Timão.

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Dia após dia o atacante tem recebido sondagens ou até mesmo propostas do futebol internacional. A última delas foi do Sarajah, dos Emirados Árabes. A diretoria corintiana nem quis ouvir a oferta, pois não possui interesse em se desfazer de Róger.

Há duas semanas, o nome do jogador foi levado ao Sporting, de Portugal, que não fez uma breve consulta e recuou após saber que o valor de mercado estipulado pelo Timão por Róger Guedes é de 8 milhões de euros (R$ 41 milhões, na cotação atual), de acordo com informações colhidas pelo LANCE!.

A postura da diretoria corintiana muito tem a ver com o clube ter batido a meta de arrecadação com vendas de atletas para a temporada ainda no primeiro semestre deste ano.

A negociações do zagueiro João Victor com o Benfica, de Portugal, do volante Éderson, que estava emprestado ao Fortaleza, ao Salernintana, da Itália, e do meia-atacante Gabriel Pereira, com o New York City, dos Estados Unidos, fez com que o Time do Povo embolsasse mais de R$ 100 milhões, superando a estimativa inicial, de R$ 91 milhões.

Com isso, o Corinthians tem a tranquilidade de decidir que ativo negociará. Como contratou Róger sem custos, no ano passado, com o atacante rescindindo com o Shandong, da China, vendê-lo por qualquer valor daria margem de lucro ao Timão. Mas a ideia da direção é mantê-lo, prezando pelo valor desportivo que o atleta possui atualmente no elenco.

MUDANÇA DE ARES NÃO TEM NOME, MAS TEM NÚMERO

Com a saída de Willian, que alegou problemas particulares para rescindir com o Corinthians há cerca de um mês, Róger Guedes assumiu a camisa 10 do clube. E ter ficado com a tradicional numeração deve ter gerado no atacante a sensação de protagonismo que ele deveria assumir.

Róger Guedes - Camisa 10 - Corinthians
Róger Guedes - Camisa 10 - Corinthians

Róger Guedes esperava o número 10 desde que chegou ao Timão (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)

Fora de campo, até mesmo a relação de Guedes com o técnico Vítor Pereira está cada dia melhor. E isso vem muito do fato do atleta ter entendido a sua função no elenco corintiano, inclusive na parte defensiva.

Róger tem auxiliado o Corinthians sem a bola e voltado para fechar os espaços no corredor, o que mostra que ele tem entendido o desejo que o treinador tem para que vai exercer a função naquele setor.

Inclusive, o relacionamento entre Guedes e VP nunca foi ruim do ponto de vista particular. Ainda que o treinador tenha feito cobranças públicas ao atacante, que, por sua vez, respondeu atravessado em entrevista e teve algumas reações em redes sociais que mostravam divergência com o seu comandante, os entreveros não passavam de ‘fios desencapados'.

No cotidiano, as partes conversavam normalmente. A relação nunca foi de amizade, mas de profissionalismo. E Vítor costumava trocar ideias com Róger para instruir e corrigir situações nos dias de treinamento.

Vítor Pereira e Róger Guedes - Corinthians
Vítor Pereira e Róger Guedes - Corinthians

Róger e Vítor tiveram alguns desentemdimentos, mas relação profissional é boa (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Róger Guedes geralmente vestia a camisa 23 nos clubes que jogava. Foi assim no Palmeiras, Atlético-MG e Shandong, da China. No Timão a numeração é tradicionalmente utilizada por um dos maiores ídolos do clube, o lateral Fagner.

Quando Guedes foi contratado, em agosto do ano passado, a ideia era que o jogador vestisse, então, a camisa 10, no momento vaga. Mas junto com a aquisição dele, o Time do Povo repatriou o meia Willian, que acabou assumindo o número.

Em uma ação de marketing, Róger Guedes passou a vestir a camisa número 123 até o fim do ano passado. Nesta temporada, até para se adaptar aos protocolo da Libertadores, o atacante assumiu a camisa 9, que também estava vaga, em busca de um grande centroavante. Esse cara só chegou no segundo semestre, sendo Yuri Alberto, que chegou usando o uniforme de número 7.

Com o fim da trajetória de Willian no Corinthians, Róger Guedes assumiu a camisa 10, e Yuri Alberto ficou com a 9.