Mauro Cezar avalia histórico de faltas sofridas por Neymar: 'Ele colhe o que planta'

Mauro Cezar Pereira analisa protagonismo de Neymar dentro da Seleção Brasileira (Reprodução/Jovem Pan)


Mauro Cezar Pereira analisou os motivos que ajudam a "compreender" a grande quantidade de faltas sofridas pelo atacante Neymar, que tem sido muito visado pelos adversários nos últimos jogos. Durante o programa "Bate Ponto", da rádio Jovem Pan, o jornalista relembrou o histórico do jogador da Seleção Brasileira e afirmou que ele precisa se esforçar para melhorar a sua imagem diante da comunidade do futebol.

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- Acho que isso é automático (as faltas cometidas sobre Neymar). Ele é um jogador que retém muito a bola, faz muitas jogadas individuais, acaba sofrendo mais faltas - iniciou o comentarista.

Mauro compara o camisa 10 com o meio-campista belga Kevin De Bruyne que, segundo ele, não sofre tanta perseguição dentro de campo como o brasileiro, por conta do seu estilo de jogo.

- Neymar conduz a bola, prende, dribla, não estou criticando seu estilo de jogo, é a sua característica. Então, evidentemente, terão mais confrontos, mais choques, o adversário chega junto. A coisa que ele construiu do "cai-cai" acaba pesado. Então é uma coisa que ele tem que lidar - pontuou.

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O jornalista também falou sobre o recente episódio envolvendo a comemoração do jogador. Pela segunda rodada da fase de grupo da Champions League, Neymar marcou um dos gols da vitória por 3 a 1 do PSG sobre o Maccabi Haifa, após balançar as redes o atacante fez uma careta, celebração caraterística dele nesta temporada. O lance foi interpretado como uma provocação do brasileiro, que foi advertido pelo árbitro da partida com cartão amarelo.

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- Não tenho como dizer que os árbitros, coletivamente, o perseguem. Aquele foi uma mala. Foi contra o futebol. Punir um jogador que comemorou um gol. Mas não significa que todos agem assim - disse Mauro, que prossegue:

- Acho que o Neymar colhe um pouco do que ele planta. Foi na outra Copa do Mundo (suas quedas no gramado após sofrer faltas, tidas como exageradas), mas as pessoas não esqueceram, o adversário não esqueceu. Fica uma ideia que ele é um simulador. Então ele precisa destruir isso. De que maneira? Não fazendo mais. E as pessoas vão percebendo pouco a pouco que ele está tentando ficar mais de pé, tentando dar sequência as jogadas, não rolando no gramado após qualquer contato que aconteça.