Local de fundação do Vasco é fechado; clube procura soluções financeiras para tornar o projeto sustentável

Centro Cultural Cândido José de Araújo, do Vasco, foi fechado na última segunda (Divulgação / Guardiões da Colina)


Inaugurado em novembro de 2020 com a contribuição de torcedores, o Centro Cultural Cândido José de Araújo, local de fundação do Vasco, tem seu futuro indefinido com um impasse que tem causado revolta. O grupo Guardiões da Colina entregou, nesta segunda, as chaves do imóvel, que estava sendo administrado pelo clube carioca em parceria com a Ambev.

No entanto, o imóvel, localizado na Rua Sacadura Cabral - 345, já não estava funcionando desde o ano passado e uma placa de aluga-se foi colocada na porta do prédio. O local foi esvaziado e continha itens históricos como o busto de Cândido José de Araújo, o Candinho, presidente do Vasco em 1904 e 1905, que teve seu nome escolhido por votação popular para nomear o Centro.

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Um dos idealizadores do projeto, Raphael Pulga, explicou como foi a idealização do projeto, quando alugaram o local por seis meses antes da última eleição do Vasco. Foi passado para o clube, que por meio de uma parceria com a Ambev pagou um mês de aluguel, porém o contrato acabou.

- A guardiões teve a primeira iniciativa quando a gente resgatou o imóvel, fez a reforma, e colocou o projeto para andar. Isso aconteceu na época das eleições de abril a primeiro de novembro de 2020. E quando fizemos isso, nós alugamos com recurso próprio do grupo e posteriormente reformou e fez tudo acontecer com doações de vascaínos não só em dinheiro como teve uma pessoa que fez a dedetização - disse.

Naquela ocasião, foi lançada a campanha "Candinho — Nossa História Viva", em que torcedores puderam contribuir com compras no aplicativo Zé Delivery. A meta de R$ 70 mil foi alcançada, assim como 14 mil cupons de R$ 5.

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- Quando passamos ao clube, aconteceu mais ou menos o que está acontecendo agora. O imóvel foi posto para alugar e a Ambev entrou em contato comigo para saber o que estava acontecendo. Eles pagaram um ano de aluguel que venceu agora em maio e fizeram a campanha com o Zé Delivery para a reforma e a abertura do local com exposições. A campanha foi um sucesso, rendeu R$ 70 mil ao Vasco. Mas não foi aberto para a exposição e o contrato acabou. É esse momento que nós estamos agora - completou.

Localizado na Zona Portuária do Rio de Janeiro, o Centro Cultural é um dos orgulhos do grupo 'Guardiões da Colina'. Raphael Pulga falou com admiração sobre a idealização e resgate do local e questionou o fechamento.

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- Apesar deste triste fim, que eu espero que ainda tenha uma outra chance de dar certo. Foi muito satisfatório tudo que a gente fez. O 'Guardiões da Colina' enquanto esteve à frente do projeto que foi de novembro de 2020 a maio de 2021, o projeto foi um sucesso. Nós recebemos muitas famílias, muitos vascaínos, muita gente chorando quando entrava lá na exposição.... entregamos um espaço reformado, fizemos tudo que foi prometido. Desde que o Salgado entrou e a gestão ficou nas mãos dele, nada mais aconteceu - explicou.

O LANCE! entrou em contato com o Vasco, que afirmou que não fala sobre negociações em andamento, mas que procura soluções para tornar o projeto sustentável financeiramente. O clube carioca só irá se pronunciar quando novos acordos estiverem selados. Até o fechamento desta nota, a Ambev não retornou o contato para falar sobre o caso.

Com a ajuda do historiador vascaíno Henrique Hubner, foi descoberto que o local onde fica o Centro Cultural Cândido José de Araújo foi realizada a fundação do Vasco em 1898. O nome escolhido é do ex-presidente do clube, que foi eleito em 7 de agosto de 1904. Naquela época o futebol ainda não havia sido instituído no Cruz-Maltino.

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Ele era o mandatário quando o clube carioca ganhou os seus dois primeiro títulos no remo e começou a construir a sua história de prestígio no país. Além disso, Candinho também foi responsável por captar o maior número de sócios para o Gigante da Colina. Por isso, recebeu como honraria uma medalha por sua contribuição.

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