Kyrie Irving perdeu contrato de 100 milhões por não se vacinar

Kyrie Irving confirmou que sua posição contrária à vacina o fez deixar de ganhar mais de meio bilhão de reais.
Kyrie Irving confirmou que sua posição contrária à vacina o fez deixar de ganhar mais de meio bilhão de reais. Foto: (Dustin Satloff/Getty Images)

Sempre polêmico, o armador Kyrie Irving, do Brooklyn Nets, não poderia fazer diferente na pré temporada de 2022/2023 da NBA. Em coletiva de imprensa, o jogador confirmou que recebeu uma proposta de renovação de contrato no valor de 100 milhões de dólares, aproximadamente R$ 539 milhões na cotação atual, mas perdeu a oferta por sua escolha de não se vacinar contra a Covid-19.

Kyrie disse que: "Desisti de quatro anos, 100 e poucos milhões de dólares ao decidir não me vacinar e essa foi minha escolha. (Consiga este) contrato, seja vacinado ou não vacinado e há um nível de incerteza sobre seu futuro, se você estará nesta Liga, se estará neste time, então tive que lidar com isso. Aquela circunstância da vida real de perder meu emprego por esta decisão".

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Irving disse que se sentiu em uma situação de ultimato para se vacinar, mas manteve sua posição: "Nós deveríamos ter tudo planejado antes do período de treinos no ano passado. E isso simplesmente não aconteceu por causa do meu status de não vacinado. Então, eu entendi o ponto deles e tive que viver com isso. Foi uma pílula difícil de engolir, honestamente. Senti que fui forçado a um ultimato de ter ou não um contrato, se posso ou não estar na equipe (com base) se fui ou não vacinado. Como se eles dissessem 'tome essa decisão'".

O armador pode se tornar um agente livre a partir do meio do próximo ano e assinar com outra franquia sem que os Nets recebam algo em troca, mas Sean Marks, gerente geral do Brooklyn, afirmou que não houve a situação do ultimato: "Não há ultimato sendo dado aqui. Mais uma vez, você quer pessoas confiáveis, pessoas que estão aqui e são responsáveis. Todos nós: funcionários, jogadores, treinadores, você escolhe. Não é dar a alguém um ultimato para tomar uma vacina. Essa é uma escolha completamente pessoal. Dois verões atrás, quando estávamos falando sobre negociações de contrato, foram os decretos municipais que entraram em vigor. Assim que os mandatos da vacina chegaram, você sabia como isso afetaria os jogos em casa. Foi quando as negociações do contrato pararam. Não chegou a ser algo como 'aqui está o contrato, agora lide com isso'. Não aconteceu dessa maneira".