Kyrgios fica furioso com derrota no US Open: 'Me sinto um merda'

Kyrgios ficou descontente com a queda (USTA)


Nick Kyrgios, número 25 do mundo, ficou furioso com a eliminação nas quartas de final do US Open na madrugada desta quarta-feira diante do russo Karen Khachanov, 31º colocado. O tenista explicou sua condição física e aproveitou para exaltar o adversário.

- Fisicamente não me senti bem, depois melhorei no final da partida. Obviamente estou arrasado, mas todo crédito a Karen. Ele é um lutador, um guerreiro, acho que ele serviu muito bem hoje. Foi provavelmente o melhor sacador que eu já enfrentei no torneio, a maneira como ele devolveu sob pressão de todos os pontos da quadra foi incrível. Estou devastado, senti que era tudo ou nada para mim neste torneio, então sinto que falhei - disse o tenista, que alegou problemas no joelho:

- Meu joelho doeu, nada mais. Tenho jogado muitas partidas nos últimos meses. Assim que entrei na quadra me senti um pouco tocado, então mudei algumas coisas. Por sorte, acabei me sentindo bem depois. Não terminei de me sentir confortável até o terceiro, quarto e quinto sets, lá estava eu ​​fisicamente bem. No final do jogo eu estava bem, mas muito perturbado mentalmente.


- A verdade é que agora não me importo se vou jogar mais torneios ou não. Eu me sinto bem nos Grand Slams, agora estou tendo sucesso nesses torneios, sinto que nenhum outro importa para mim. A sensação de ficar melhor ou pior não vale nada se mais tarde nos Grand Slams você não entregar, é aqui que você ganha ou perde, as pessoas não se importam se você melhorou dia a dia, ou se você perdeu em quatro sets, ou se você jogou um dos seus melhores jogos. Você perdeu, ponto. Acho que quase todos os outros torneios durante o ano são uma perda de tempo, deve-se correr e aparecer nos Grand Slams, é isso que é lembrado.

Kyrgios seguiu seu pronunciamento mostrando a sensação de tristeza:

- Agora as derrotas doem mais, agora me sinto um merda, sinto que decepcionei muita gente. Imagino que voltarei a jogar em Tóquio, mas não sei. Eu realmente sinto que esses quatro torneios são os únicos que importam para mim, é como se você tivesse que começar tudo de novo do zero até o Aberto da Austrália chegar em janeiro. Tudo agora é devastador, de partir o coração, não apenas para mim, mas para todos que conheço que estavam esperando que eu vencesse.