Kalil disse que conversará com Cruzeiro por Mineirão, se eleito: 'chega de Minas Arena'

Ex-presidente do Atlético-MG disse que sentaria com o Cruzeiro para conversa sobre Mineirão - Divulgação/PBH


Alexandre Kalil, candidato ao governo de Minas Gerais e ex-prefeito de Belo Horizonte, cogitou a possibilidade de rompimento do contrato do Mineirão com a Minas Arena, concessionária responsável pela administração do estádio até 2037. O ex-presidente do Atlético-MG disse que "sentaria" com o Cruzeiro para discutir a administração do estádio.

Alexandre Kalil deu as declarações em conversa com o podcast "EM Entrevista". O candidato disse que dialogaria com o Cruzeiro, e deixou claro que gostaria de romper o contrato com a Minas Arena.

- Chega de Minas Arena. Chega disso. O governador falou isso? Então o Zema tem razão. Tem que tirar essa Minas Arena da conversa. Puxar isso para o governo, ver se o Cruzeiro interessa. Não tem que dar presente para ninguém porque isso é bem público. Mas pode fazer uma negociação. - disse Alexandre Kalil.

Quando perguntado sobre uma possível negociação com o Cruzeiro, Kalil disse que acredita que seria uma boa ideia negociar o estádio com o clube.

- É um bom caminho (acordo com Cruzeiro). Definir isso, resolver, tirar isso das costas do estado. O Cruzeiro paga e compra o estádio para ele. - complementou o candidato.

Mineirão e Minas Arena

Desde 2013, o estado de Minas Gerais já pagou cerca de R$ 1 bilhão como indenização por investimentos no Mineirão para a Minas Arena. O valor subirá muito até o fim do contrato, previsto para 2037.

O Cruzeiro aparece como o maior interessado no Mineirão. O Atlético-MG, com a construção da Arena MRV, deixará de atuar no estádio, enquanto que o América-MG tem o Independência como casa.

Entretanto, a operação é complexa, especialmente pela atual situação do clube celeste, que trabalha em um processo de reconstrução. Para negociar, Ronaldo Fenômeno precisaria reunir investidores para a formação de um consórcio para atender às exigências do estádio. É esperado que o consórcio precise gastar R$ 400 milhões no início do investimento.

- O que não pode é o governo pagar para a Minas Arena e ela explorar Atlético e Cruzeiro, ainda por cima. Eu conheço o modelo do Mineirão. Ele é horrível. Se o Mineirão ficar abandonado e virar floresta amazônica, o estado vai ter que pagar tantos milhões todos os meses para aqueles caras. Então, tem que dar uma solução boa. - ponderou Alexandre Kalil