Juízes da Fifa explicam rejeição a pedido do Chile contra Equador

Byron Castillo disputou amistosos do Equador na última data FIFA antes da Copa do Mundo do Catar. Foto: Eric Verhoeven/Soccrates/Getty Images
Byron Castillo disputou amistosos do Equador na última data FIFA antes da Copa do Mundo do Catar. Foto: Eric Verhoeven/Soccrates/Getty Images

A Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile (ANFP) tinha certeza que conseguiria uma vaga na Copa do Catar, já que tinham documentos que comprovavam que Byron Castillo, da seleção equatoriana, era na verdade colombiano e assim teria disputado oito partidas das eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de forma irregular. No entanto, os juízes da FIFA rejeitaram amplamente o recurso do Chile em sua totalidade.

"Em nenhum momento o Chile forneceu provas convincentes de que os documentos relacionados ao nascimento de um indivíduo na Colômbia estavam de fato relacionados ao jogador", explicaram.

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A decisão de 64 páginas divulgada pela FIFA é necessária para que a ANFP use como fundamento para outro recurso judicial, de caráter urgente, que apresentaria ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

Faltam pouco mais de 50 dias para que a decisão seja emitida antes que o Equador jogue sua primeira partida na Copa do Mundo, em 20 de outubro, contra o anfitrião Catar, em Doha.

Se o comitê de apelações da Fifa decidisse que Byron Castillo era um jogador inelegível, o Equador teria perdido por 3 a 0 na tabela nos oito jogos do zagueiro, incluindo duas vitórias sobre o Chile, e estaria fora da Copa do Mundo.

Mas os três juízes nomeados pela FIFA escreveram que estavam convencidos de que não havia falsificação dos documentos de Byron Castillo para obter um passaporte e identidade de cidadão equatoriano. Em vez disso, eles consideraram que ele cumpriu as regras do órgão regulador do futebol para jogar pela seleção nacional.

"Não há elementos no arquivo que sugira que o jogador possa realmente ser colombiano ou ter outra nacionalidade", escreveu o painel de juízes, chefiado por Neil Eggleston, um ex-advogado da Casa Branca.

O caso "girava em torno de três séries principais de documentos", explicaram. São certidões de nascimento da Colômbia e do Equador, arquivos de casos sobre uma investigação do Federação Equatoriana de Futebol na identidade de Byron Castillo em 2018, bem como decisões em tribunais equatorianos e documentos de identidade nacionais.

Entre esses documentos estava um passaporte emitido em 13 de novembro de 2017. O passaporte e os documentos de identidade subsequentes foram "sem dúvida emitidos pelas autoridades estaduais competentes e, como tal, devem ser considerados genuínos", disse a decisão. Byron Castillo é elegível para disputar a Copa do Mundo no Catar, de 20 de novembro a 18 de dezembro. O Equador faz parte do Grupo A, formado pelos locais, Holanda e Senegal.