Jogadoras da WNBA fazem 42 segundos de silêncio por Brittney Griner, condenada a 9 anos de prisão na Rússia

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Jogadoras do Phoenix Mercury, equipe de Brittney Griner, e do Connecticut Sun observaram 42 segundos de silêncio antes do jogo desta quinta-feira em solidariedade à estrela americana da WNBA condenada a 9 anos de prisão por um tribunal russo por tráfico de drogas.

Esse 42 segundos fazem referência à camisa de Griner e o gesto fez as jogadoras dos dois times chorarem assim como torcedores na Mohegan Sun Arena, em Uncasville, Connecticut, onde a homenagem terminou com cantos de "Tragam-na para casa!".

Griner foi considerada culpada e sentenciada em um tribunal russo nesta quinta-feira por acusações de contrabando de óleo de cannabis para aquele país.

A treinadora do Mercury, Vanessa Nygaard, disse antes do jogo que ver sua pivô receber a sentença foi devastador para a equipe, embora não tenha sido uma surpresa.

"Sabíamos que isso aconteceria, estávamos preparados para isso", disse Nygaard, referindo-se às minúsculas taxas de absolvição nos tribunais russos.

"Sabemos que não havíamos depositado nossas esperanças no sistema judiciário russo. As emoções se intensificaram durante o dia", disse Nygaard. "Vamos jogar esta partida, mas como podemos nos concentrar neste jogo? É um dia muito emotivo para nós".

O veredicto e a sentença foram amplamente condenados nos Estados Unidos como "injustificados" e provocaram pedidos imediatos para que o governo do presidente Joe Biden traga Griner para casa.

"O veredicto e a sentença de hoje são injustificados e infelizes, mas não inesperados, e Brittney Griner continua detida injustamente", disseram a comissária da WNBA, Cathy Engelbert, e o comissário da NBA, Adam Silver, em um comunicado conjunto.

"O compromisso da WNBA e da NBA com seu retorno seguro não perdeu força e esperamos estar perto do fim deste processo de finalmente trazer BG (Griner) para os Estados Unidos".

Mercury disse que os eventos desta quinta-feira foram o último passo na viagem "dos pesadelos" de Griner à Rússia.

"Embora saibamos que nunca foi o processo legal que traria nossa amiga para casa, o veredito de hoje é um marco preocupante no pesadelo de 168 dias que nossa irmã, BG, está enfrentando".

Enquanto Griner é a estrela do Mercury, como muitas jogadoras da WNBA, ela também compete em uma liga estrangeira.

Griner estava voltando para seu time russo, o UMMC Ekaterinburg, vindo dos Estados Unidos quando foi detida em fevereiro.

bb-meh/cl/aam

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