Jogador iraniano é preso sob a acusação de incentivar tumultos

Hossein Mahini foi preso após publicação em seu Instagram onde incentivava protestos no Irã. Foto: Amin Mohammad Jamali/Getty Images
Hossein Mahini foi preso após publicação em seu Instagram onde incentivava protestos no Irã. Foto: Amin Mohammad Jamali/Getty Images

A mídia iraniana informou na última quinta-feira (30), que Hossein Mahini, ex-jogador do time de futebol Persepolis, foi preso sob a acusação de "incentivar tumultos e simpatizar com o inimigo" em recentes protestos.

De acordo com a agência de notícias IRNA, Mahini foi preso por ordem judicial. Nos últimos dias, esse ex-jogador de futebol apoiou os protestos no Irã pela morte de Mehsa Amini, uma jovem de de 22 anos, que morreu em Teerã, enquanto estava sob custódia policial.

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Amini foi presa pela Patrulha de Orientação, uma polícia da moralidade, por não usar um hijab, conjunto de vestimentas preconizado pela doutrina islâmica, de forma correta.

A mídia iraniana informou nos últimos dias que algumas celebridades serão acusadas de crimes que alegam estar envolvidos em "incitar" pessoas a participar dos protestos.

Na quarta-feira (28), a agência de notícias Mehr informou que Mahmoud Shahriari, um ex-apresentador de rádio, foi preso sob a acusação de "incentivar tumultos e ensinar a fazer coquetéis molotov".

As autoridades da República Islâmica chamam os protestos populares no Irã de "perturbação" e "sedição".

Relatos indicam que os agentes de segurança planejavam prender Ketayoun Riahi, um ex-ator de cinema, em sua casa, mas ele conseguiu escapar antes da chegada dos mesmos.

Nas edições de hoje, a imprensa afiliada ao governo da República Islâmica nomeou Ali Karimi, ex-jogador da seleção iraniana de futebol, como um dos líderes dos protestos e exigiu sua prisão e confisco de sua propriedade. Segundo as publicações Karimi deixou o Irã antes dos protestos.

Mehran Madiri, diretor de cinema e Hamed Behdad, ator, também são mencionados como outras celebridades que apoiam os protestos. A agência de notícias Tasnim informou que Mehran Madiri também deixou o Irã.