Jô diz que rescisão com o Corinthians se deu para preservar o clube e nega desrespeito

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Jô encerrou na última semana a sua terceira passagem pelo Corinthians (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)
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O atacante Jô, que deixou o Corinthians na última semana, disse que se sentiu massacrado por conta dos julgamentos, após um vídeo de uma publicação dele em um bar tocando pagode durante uma derrota do Timão, contra o Cuiabá, na última terça-feira (7).

O jogador disse que estava no aniversário de um amigo e durante a comemoração foi convidado para tocar um instrumento com o grupo musical que se apresentava. Ele também salienta que havia cumprido o seu trabalho na parte da manhã, já que havia sido vetado do confronto diante do Dourado por conta de um trauma no pé esquerdo e que no momento em que o material foi filmado ele não estava em atividade profissional.

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– Eu cumpri meu trabalho pela manhã, fui profissional, estava em recuperação, e depois disso eu tenho o que fazer o que a internet ou alguém fala? Não posso ter a minha vida social? Muitas vezes a gente é injustiçado. Quem me conhece sabe a pessoa que eu sou, pessoal do clube, meus pais, minha esposa. Nunca fui de prejudicar alguém, um clube, se desfazer do trabalho de alguém. Não me desfiz do trabalho dos meus colegas. Sou corintiano, sempre declarei, sempre me dediquei ao máximo, mas também tenho uma vida pessoal. Não deixei de fazer o meu trabalho, não menosprezei a instituição Corinthians – disse Jô em entrevista à rádio 365 neste domingo (12).

– Nessa situação acredito que não fiz nenhum mal, não cometi um crime, fiz meu trabalho, era aniversário de um amigo meu, sou pessoa pública e tenho vida social – acrescentou.

Mesmo vendo grandes problemas na atitude tomada no último meio de semana, o agora ex-jogador corintiano confirmou que partiu dele o pedido de rescisão contratual. O atacante disse que a postura foi para preservar a instituição, jogadores e evitar polêmicas.

– Se isso poderia, não estou falando que iria, afetar o clube, gerar nova polêmica, desgaste, eu, como homem, decidi conversar com os meus representantes. Por mais que eu não me importo pelo que as pessoas, internet, falam, o Jô de hoje… eu como homem, por respeito ao clube, não criar qualquer tipo… Alguns jogadores acharem que eu era protegido e evitar e não manchar a história, embora isso não aconteça, eu, como homem, procurei evitar esse tipo de situação e seguir a minha vida em outro lugar com a minha via, família, com tranquilidade, deixar o clube seguir também. Decidi fazer isso com muita dor no coração, é claro, por respeito também a todos os jogadores e comissão (técnica), e seguir a vida em outro lugar – explicou Jô.

O atacante também ressaltou que não faltou ao treinamento da quarta-feira (8), dia seguinte a derrota corintiana para o Cuiabá, que coincidiu com a divulgação do vídeo que gerou toda a polêmica envolvendo o nome do atleta.

Jô disse que logo após a imagem ser espalhada publicamente, ele recebeu uma ligação do seu agente e solicitou que fosse acertada a saída do Corinthians, não tendo obrigação de ir ao trabalho no dia seguinte.

– Partiu de mim a decisão de conversar com a diretoria e o presidente e pedir a rescisão de contrato para a saída. Assim que houve o caso, era umas 10 e pouco da noite, quando o vídeo foi gravado e enviado publicamente, eu recebi ligações, até do meu empresário, e eu comuniquei, indignado, e falei que procuraria a diretoria já pela manhã para a gente conversar com o presidente e ter a rescisão de contrato. No dia seguinte, pela manhã, a minha situação seria resolvida. Eu não faltei em treino nenhum. No dia anterior eu fiz meu trabalho certinho, estava em recuperação, estava em fase final. Eu tive a hombridade de conversar com eles (diretoria). E para não gerar qualquer desgaste no clube, diz que me diz, juízes de internet, eu preferi sair, para não prejudicar e não criar outro tipo de situação – explicou o jogador.

Jô deixou o Timão justamente no seu melhor momento na temporada. Após um início ruim, uma reunião entre o jogador, o gerente de futebol Alessandro Nunes, e o técnico Vítor Pereira foi crucial para uma evolução que o atleta vinha tendo.

O papo entre os três ocorreu no fim de março, após a então última polêmica envolvendo o Jô, que na ocasião havia faltado dois treinamentos, pois teve problemas para retornar do Rio de Janeiro, onde comemorou o seu aniversário de 35 anos.

Naquela circustância, Vítor tinha assumido o comando corintiano há cerca de um mês, deu um voto de confiança para Jô, o incentivou a perder peso, prometendo até um jantar caso fosse cumprido, e estava colocando o atleta para jogar, tendo o inserido em 12 partidas desde então, com o centroavante marcando três gols.

Ainda assim, VP foi contundente ao dizer que não costumava dar segundas chances, tanto que o treinador entendeu que não havia outra solução a não ser a rescisão do atleta na última oportunidade.

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