Irmãos Pupo comemoram bom ano no Mundial de surfe

O surfe brasileiro tem há décadas a tradição de famílias envolvidas fortemente com o esporte. Os irmãos Flávio e Neco Padaratz competiram por anos no circuito mundial. Fábio Gouveia viu seu filho, Ian, seguir seus passos e também disputar a elite da World Surf League. Neste ano, é a vez dos irmãos Pupo representarem o país no Championship Tour (CT).

Filhos de Wagner Pupo, que por 16 anos esteve entre os principais classificados no circuito brasileiro, Miguel e Samuel vêm fazendo uma boa temporada, na primeira vez em que competem juntos no CT.

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Os dois estão nas oitavas de final do Rio Pro, que deve ser reiniciado nesta segunda-feira em Saquarema. O forte vento e as ondas mexidas na Praia de Itaúna forçaram ontem o segundo adiamento seguido. A previsão é que o campeonato seja finalizado na terça, já em boas condições.

Aos 30 anos, Miguel já está em sua décima temporada na elite mundial. Conhecido pelo estilo bonito e a facilidade em entubar, nem sempre traduz seu talento em resultados. Seu melhor ranking foi um 17º em 2012. Neste ano, porém, vem fazendo uma temporada consistente. É o 10º, brigando por uma vaga no WSL Finals — evento que reúne os cinco melhores do ranking e decide o título mundial, em setembro

— Tem sido um bom ano. Me dediquei bastante. fiz uma pré-temporada e me preparei bem. Entrei seguro com meu corpo, com a mente mais forte — disse Miguel ao GLOBO.

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O objetivo inicial dos irmãos era passar do corte do meio do ano, que eliminou 12 surfistas do circuito. Miguel estava seguro, mas viveu “tensão em dobro”, como diz, ao acompanhar a missão de Samuel, que precisava de um bom resultado na etapa de Margaret River (Austrália), para não ser eliminado. Com a classificação, os Pupo garantiram ao menos mais um ano de companheirismo ao redor do mundo.

— É bom ter alguém para viajar e dividir os momentos bons e ruins. Vi o samuel crescer e estamos realizando um sonho em estar juntos. A gente sabia que ele ia conseguir entrar no CT. É bom vê-lo se firmar. Sinto orgulho e pego essa energia da nova geração — diz Miguel.

Samuel, 20 anos, ocupa atualmente a 17ª posição no ranking. Conhecido pelo surfe moderno, surpreendeu pela segurança nos tubos de Pipeline, onde nunca havia surfado antes.

— Tem sido um ano de muito aprendizado. Entendi como é difícil ficar tanto tempo longe de casa, viajando, precisando estar sempre treinando. A presença do Miguel me ajuda muito. Me passa dicas de todas as etapas, como são as ondas. Ele agrega demais.

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