Inglaterra vai banir torcedores autores de ofensas de ódio online

Rashford recebeu mensagens racistas após a derrota da Inglaterra na final da Euro. Foto: Danny Lawson/PA Images via Getty Images
Rashford recebeu mensagens racistas após a derrota da Inglaterra na final da Euro. Foto: Danny Lawson/PA Images via Getty Images

Enquanto no Brasil acompanhamos casos recentes de ameaças a familiares de jogadores pelas redes sociais, na Inglaterra pessoas condenadas por crimes de ódio online relacionados ao futebol agora podem receber ordens de proibição que as impedem de assistir a partidas.

As ordens de proibição de futebol foram estendidas para que o Crown Prosecution Service (CPS), principal órgão público para a condução de processos criminais na Inglaterra e no País de Gales, possa pedir aos tribunais penas mais duras para abuso online envolvendo raça, sexualidade ou religião.

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Até então os processos só podiam ser emitidos para ofensas pessoais. Um estudo da Associação de Futebolistas Profissionais de 2021 descobriu que 44% dos jogadores da Premier League receberam abuso online.

"Ordens de proibição de futebol são uma das muitas ferramentas disponíveis para o sistema de justiça para imposição de infratores que são condenados por crimes relacionados ao nosso jogo nacional", disse Douglas Mackay, do CPS.

"Esta nova orientação legal do CPS dá aos promotores maior autoridade para solicitar ordens de proibição dos tribunais. É outra consequência para os culpados de comportamento vergonhoso", seguiu.

"Nos últimos anos e meses, os crimes de ódio relacionados a eventos esportivos aumentaram. O recente relatório interno de meio de temporada da Unidade de Policiamento de Futebol do Reino Unido mostrou um aumento significativo na criminalidade relacionada ao futebol em comparação com os níveis pré-pandemia", finalizou.

No ano passado, o governo prometeu proibir as pessoas que abusam de jogadores de futebol online dos estádios por até 10 anos. A situação aconteceu quando os jogadores da Inglaterra Marcus Rashford, Jadon Sancho e Bukayo Saka foram abusados ​​​​racialmente após a derrota na final da Euro 2020 para a Itália.

A secretária do Interior, Priti Patel, confirmou em janeiro que as ordens de proibição do futebol seriam estendidas para cobrir crimes de ódio online. A mudança entrou em vigor em 29 de junho.

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