A importância da atividade física no combate à obesidade e depressão infantil

Pratica de atividades e esportes devem ser incentivadas pelos pais (Foto: Pexels)


A obesidade infantil tem aumentado nas últimas décadas e alcançado números preocupantes; além disso, estudos apontam que ela está relacionada à depressão nas primeiras idades. O médico Dárcio Pinheiro explica que essa relação não existe apenas por crianças estarem acima do peso, mas também pelo estilo de vida mais recatado e sedentário.

Especialista no assunto, ele comenta que a condição está muito ligada ao uso de telas e à pouca convivência social, que foram acentuadas durante o isolamento na pandemia. Com isso, ocorreu também a diminuição da prática de atividades físicas, que ajudariam na produção de endorfina, conhecida como o hormônio da felicidade. E, segundo o médico especialista em nutrologia esportiva Dr. Dárcio, essa ausência da endorfina interferiria no humor da criança e faria com que ela passasse a se isolar.

“Para identificar a depressão na infância é importante analisar o comportamento dos pequenos, que se escondem em roupas largas, não gostam de entrar em banhos, como piscinas, e evitam relações com outras crianças. Tudo isso é sinal que deve ser tratado imediatamente. É um tratamento multifatorial, desde a parte psicológica à física. A criança deve ser acompanhada por psicólogo, psiquiatra, um nutricionista para indicar uma boa alimentação, e um médico, que analisará os sinais imediatos dos valores da saúde, como colesterol, glicemia e alterações hormonais”, explicou o Dr. Dárcio.

Apesar de as crianças estarem pouco propícias a praticar atividade física, os pais podem ajudar a melhorar esse quadro, estimulando uma alimentação saudável desde o café da manhã até o jantar. Segundo o médico, os lanches não devem ser industrializados, pois quanto menos artificiais, melhor o alimento.

“Isso vai ajudar a criança a não ter vícios em fast-food e alimentações prontas. Essa rotina saudável não pode ser trocada por um prêmio, como um fast-food, porque a criança vai vincular isso a uma felicidade. O fast-food só pode entrar em situações excepcionais na vida do seu filho, até que ele se torne um adulto e saiba discernir o que é melhor. Depois de perceber o que faz mal e ver isso em reação corporal, passa a escolher qual alimento utilizar”, concluiu.