Herdeiro da tradição de artilheiros, Calleri luta contra jejum de títulos inédito entre atacantes do São Paulo


O São Paulo oficializou nesta segunda-feira (25) a compra definitiva de Calleri, após o artilheiro da equipe atingir as metas necessárias. Aclamado pela torcida e dono de bons números, o argentino luta contra um jejum de títulos do Tricolor.


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Emprestado pelo Deportivo Maldonado, do Uruguai, o atacante tinha vínculo com o São Paulo até o final desta temporada.

Porém, em algumas condições especificadas do contrato, o artilheiro tinha metas a cumprir para que o clube do Morumbi pudesse efetivar sua compra em definitivo - sendo uma delas, a obrigatoriedade em disputar pelo menos 30% de todas as partidas desde o seu retorno ao time, atingida em junho. Agora, com o acordo selado, seu vínculo com a equipe vai até dezembro de 2025.

Calleri é um dos nomes mais ovacionados do elenco atual, estando na sucessão da tradição de ídolos artilheiros do clube. Em todos os jogos no Morumbi é comum ouvir da torcida a famosa música: 'Toca no Calleri que é gol'.

A idolatria da torcida e a identificação do camisa 9 com o time colocou um grande objetivo em sua mente: conquistar títulos e romper o jejum do São Paulo.

- Sou grato aos torcedores por todo o apoio neste período. Estou feliz de poder ficar mais tempo aqui, e que seja com títulos, porque o meu grande desejo é ser campeão com a camisa do São Paulo. Espero representar a torcida em campo nos próximos anos - disse.

Ao todo, com a camisa do Tricolor paulista, já balançou as redes 40 vezes em 87 jogos. Além disso, é o artilheiro da equipe no ano, com 19 gols, sendo dez no Campeonato Brasileiro 2022.

Porém, mesmo conquistando este histórico de idolatria, ainda não ergueu nenhuma taça. Outros ídolos - tão identificados com a torcida também - estiveram presentes em, pelo menos, um título.

Toninho Guerreiro, que ficou no Tricolor entre 1969 e 1973, marcou 85 gols em 170 jogos e esteve presente nos títulos do Paulistão de 1970 e 1971

O maior artilheiro de toda a história do clube, Serginho Chulapa, jogou - entre 1973 e 1982 - um total de 399 partidas e marcou 242 gols. Atuou nas conquistas do Campeonato Paulista de 1975, 1980 e 1981, e do Campeonato Brasileiro de 1977.

Serginho Chulapa
Serginho Chulapa

Chulapa é o maior artilheiro do Tricolor (Foto: Domínio público)

Careca, que anotou 115 gols em 191 partidas disputadas entre 1983 e 1987, ergueu as taças do Paulista 1985 e 1987, e do Brasileiro de 1986.

França, que atuou com a camisa do São Paulo entre 1996 e 2002, fazendo 327 jogos e 182 gols, esteve nos seguintes títulos: Paulista de 1998 e 2000, Rio-São Paulo de 2001 e Supercampeonato Paulista de 2002.

Luís Fabiano foi o jogador do Tricolor a se tornar 'ídolo-artilheiro' mais recente. Com três passagens no clube do Morumbi, tem um ponto em comum com Calleri: a forte identificação com os torcedores - que o acompanha mesmo depois de aposentado.

Luís Fabiano conquistou o Rio-São Paulo de 2001 e um dos mais recentes e memoráveis do time: a Copa Sul-Americana de 2012, onde sua atuação foi polêmica.

Na ocasião, o camisa 9 da época foi expulso ainda na primeira etapa do jogo de ida da final, quando tomou um cartão vermelho diante do Tigre e ficou de fora do segundo confronto - que tornou o São Paulo campeão do continental.

Já Calleri, que retornou ao clube em agosto de 2021, não jogou no Campeonato Paulista do último ano, que no caso, foi o último título ganho pelo Tricolor, após passar por uma seca que perdurou anos.

Além do estadual, o time não conquista nenhum título de maior expressão há quase uma década. O atual artilheiro do clube tem como meta romper este jejum e carimbar de vez o seu nome na história do São Paulo.

Com bons números nesta temporada, o argentino já entrou para o ranking de artilheiros estrangeiros do São Paulo e ultrapassou - somando todas as suas passagens - suas marcas na Europa.

Até o momento, há três oportunidades para Calleri ser campeão pela primeira vez com a equipe: Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil.

O confronto válido pelo jogo de ida quartas de final da Copa do Brasil acontece nesta semana, na quinta-feira (28), às 20h, no Morumbi, contra o América-MG. Sem dúvidas, este seria o de maior significado para o atleta, uma vez que o Tricolor nunca ganhou a competição.

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