Cria da base do Corinthians sonha com seleção italiana e deseja retorno ao Timão

Gabriel Strefezza em ação pelo Lecce na segunda divisão italiana (Foto: Emmanuele Mastrodonato/LiveMedia/NurPhoto via Getty Images)
Gabriel Strefezza em ação pelo Lecce na segunda divisão italiana (Foto: Emmanuele Mastrodonato/LiveMedia/NurPhoto via Getty Images)

Por Guilherme Faber (@fabergui) e Matheus Brum (@matheustbrum)

Revelado pela categoria de base do Corinthians, o atacante ítalo-brasileiro Gabriel Strefezza, de 25 anos, não deixa de sonhar com oportunidade na seleção da Itália após o título da Série BKT (Segunda divisão do Campeonato Italiano) com o Lecce na temporada 2021/22.

“Pensando agora, que eu vou subir para Série A, eu tenho esse sonho de querer jogar na Seleção para mostrar o meu trabalho. Se for pela Itália, não tem problema nenhum, é uma grande Seleção e tenho vontade de jogar nela. Dependendo da formação que o treinador for colocar, me instalei bem como atacante de beirada e então quero continuar”, analisou Gabriel em entrevista exclusiva para o Yahoo Esportes.

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A campanha do segundo título da Série BKT do Lecce rendeu 19 vitórias, 14 empates, cinco derrotas, e garantiu a taça com 71 pontos. Cremonese e Monza o acompanham nessa volta para elite italiana. Os tradicionais Brescia, Ascoli, Benevento, Perugia e Pisa amargaram o quase devido aos revezes nos playoffs.

Strefezza ficou ausente apenas de três partidas nessa campanha do acesso do Lecce, marcou 14 gols e distribuiu seis assistências. Como conquista individual ficou o prêmio de vice-artilheiro da competição atrás apenas do seu companheiro, e atacante, Massimo Coda.

“Ficamos entre segundo e primeiro no campeonato todo. Teve uns três tropeços na reta final, fomos para quarto, mas o time ficou bem tranquilo. O campeonato estava embolado, muitos jogadores jovens. Os experientes passaram tranquilidade para nós. Grupo ficou bem tranquilo, sabia que podia chegar e teve uma sequência de três vitórias. Foi um grupo que não se deixou abalar e esse foi o essencial para nós termos conquistado o título”, disse.

Esses méritos recentes culminaram com outra mudança de carreira: função dentro de campo. Strefezza desempenhou o papel de meia e lateral-direito nas categorias inferiores do Timão, manteve-se nessa área por cinco temporadas e foi deslocado para o ataque quando o técnico do Lecce, Marco Baroni, adotou o 4-3-3.

Gabriel era apelidado de “Espeto” nas equipes de formação do Corinthians, jogou ao lado de Malcom, Guilherme Arana, fez alguns testes nas equipes B do Sporting, Lazio, Palermo e só rumou para terra da Velha Bota em 2016 depois de não ter firmado acordo de renovação de contrato com a diretoria corintiana. Passou também por Penapolense-SP, Juve Stabia, Cremonese e SPAL.

Strefezza ainda negou que recebeu alguma consulta ou proposta da Roma no primeiro semestre de 2020, época que defendia as cores da SPAL. “Tinha até perguntado para o meu empresário na época e para mim não chegou nada. Não penso que era coisa séria. Colocaram mais para dar ibope. Se tivesse chegado, na hora eu iria aceitar. É a Roma e time grande da Itália, mas fiquei focado na SPAL”, explicou.

SERIE A TIM

O bicampeonato da BKT (2009/10 – 2021/22), o tetra da Italian Lega Pro Champion C (1917/18 – 1945/46 – 1975/76 – 1995/96) e as idas e vindas na elite são os principais feitos da história do Lobo, como é conhecido o Lecce. Ciente desse histórico, Strefezza reforçou que a mentalidade da equipe a curto prazo é a sobrevivência na Serie A TIM para no futuro cogitar algo diferente.

“O foco do Lecce neste ano vai ser contratar jogadores para permanecer na Série A. Todo time que sobe o foco é manter-se e tentam contratar o ideal. Eles têm isso na cabeça de fazer um time bom e depois que começam a trabalhar para tentar fazer outras coisas. Ficar ali na parte de cima ou em décimo”, frisou.

CORINTHIANS

O time alvinegro do Parque São Jorge tem a fama de revelar bons jogadores do “Terrão”, e, paralelamente, por não dar oportunidades para algumas de suas promessas. Gabriel admitiu que poderia ter ficado mais tempo no CT Joaquim Grava, mas optou por valorizar o seu atual ciclo e deixou em aberto sobre sua possível volta ao Corinthians.

“Naquela época, poderia ter continuado mais um pouco. Tinha jogado nenhuma Copa São Paulo, poderia ter ‘explodido’ na Copinha e ir para o profissional, mas Deus quis assim. Não deu certo no Corinthians, vim para Itália, estou na Série A de novo e hoje graças a Deus estou bem. Sempre foi o meu sonho e se Deus quiser quem sabe um dia posso jogar no Corinthians pelo profissional”, concluiu.

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