Gabigol e Fernandinho deveriam ser expulsos? Ex-árbitros analisam polêmicas

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O empate sem gols entre Flamengo e Athletico, em jogo válido pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, ficou marcado por algumas polêmicas envolvendo a arbitragem de Luiz Flávio de Oliveira.

Alguns dos lances mais comentados pelos torcedores envolveram Gabigol, Fernandinho e Filipe Luís, em duas jogadas ocorridas ainda no 1° tempo.

Primeiro, na casa dos 25 minutos, o volante athleticano acertou o cotovelo no pescoço do lateral flamenguista ao tentar frear um ataque do adversário. A arbitragem, mesmo diante das dores de Filipe Luís, não considerou infração.

Pouco depois, foi a vez de Gabigol acertar um chute em Fernandinho após passar a bola para um companheiro —os dois levaram apenas cartão amarelo de Luiz Flávio, que não foi alertado pelo VAR sobre uma possível expulsão.

"Trata-se de uma agressão fora do lance de bola e, neste caso, o Gabigol deveria ser expulso independente da consulta do VAR", avaliou o ex-árbitro José Aparecido de Oliveira em entrevista ao UOL Esporte. "Infelizmente o árbitro deixou de cumprir a regra. É uma pena, porque o Luiz Flávio [de Oliveira] é um excelente árbitro", prosseguiu ele.

Para ele, Fernandinho também deveria ser expulso, mas não pela jogada com o atacante do Fla e sim pelo episódio com o lateral. "Este também é um lance para expulsão, já que houve uma cotovelada, ainda que fora na disputa da bola. Acho que, neste jogo, os atletas esqueceram de jogar futebol e também a aplicação da regra", completou.

O comentarista e ex-árbitro Carlos Eugênio Simon analisou o lance envolvendo Gabigol. Simon concordou que a ação do camisa 9 rubro-negro deveria ser punida com cartão vermelho. "Sim, expulsão por dar um pontapé no adversário. Conduta violenta", justificou ao UOL.

Já Fernanda Colombo, responsável pelas avaliações da "Central do Apito" do SporTV, reuniu as duas jogadas em sua avaliação. Ela ressaltou a necessidade de "contexto" para a análise.

"Foi na cotovelada [de Fernandinho] que tudo começou: uma troca de provocações. A ação [do Gabigol], se olhar isolada, o pontapé, é para expulsão, mas o todo eu entendo. Eu acho justo porque tem uma ação do Fernandinho. O árbitro estava vendo, estava perto, por isso eu acho que o VAR nem chama: interpreta que ele estava no controle, mas se fosse isolado, aí poderia expulsar", iniciou ela.

"O árbitro tomou a decisão e o VAR respeitou, foi isso. A minha decisão no campo seria [a de dar cartão] vermelho, mas eu entendi o cartão amarelo, ele perdeu a cabeça ao chutar o Fernandinho, foi um cartão que a partida aceitou. O Luiz Flávio não perdeu o controle com esse lance, ele estava muito próximo", finalizou Colombo.

Por fim, Renata Ruel, comentarista dos canais Disney, afirmou em seu Twitter que daria cartão amarelo para Fernandinho e vermelho para Gabigol.

"Falta e cartão amarelo claríssimo. Ele [Fernandinho] deixa o braço alto e atinge o pescoço do Filipe Luis. Não é vermelho por não ter o gatilho e por não ter uma força excessiva no lance, mas até pelo material do próprio Wilson Seneme [atual chefe de arbitragem da CBF] na época Conmebol, é amarelo clássico", escreveu ela sobre a ação de defesa do athleticano.

Em relação ao chute do flamenguista, Ruel relembrou um lance similar envolvendo Marrony, do Fluminense, na partida contra o Bragantino no último fim de semana — na ocasião, o atleta foi expulso por chutar um adversário também fora da bola.

"Lance do Gabigol é expulsão, conduta violenta por agressão, semelhante à expulsão do Marrony", concluiu ela.

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