Treinadores que são discípulos de Guardiola

Por Felipe Portes

O futebol moderno tem novas exigências para os times que querem dominar suas ligas domésticas ou competições internacionais. Nenhum outro treinador conseguiu ser tão marcante e revolucionário no que se propôs como Pep Guardiola, em seu trabalho pelo Barcelona.

Influenciando toda uma geração de técnicos, Guardiola viveu grandes anos no Barça à base da posse de bola e da marcação alta no campo de ataque. A partir disso, vários clubes enxergaram nesta fórmula a solução para vencer ou brigar por títulos. Que tal relembrar alguns “discípulos” do Guardiolismo, por assim dizer?

Treinadores que são discípulos de Guardiola

Paco Jémez – Em quatro anos no Rayo Vallecano, Paco Jémez implantou uma grande mudança técnica visando a agressividade do time madrilenho. Apesar de não obter resultados expressivos, Jémez empolgou com um estilo ousado e com foco no ataque. Levou o Rayo a uma campanha excelente em 2012-13 e permaneceu no cargo até 2016, quando caiu para a segunda divisão. A filosofia ficou acima do desempenho e Jémez virou um famoso exemplo de seguidor da teoria guardiolesca de futebol. Atualmente, Jémez está no comando do Cruz Azul, do México. (AP)

Treinadores que são discípulos de Guardiola

Nuno Espírito Santo – O português Nuno Espírito Santo, que está no início de seu trabalho no Wolverhampton, é mais um nome de futuro no mundo dos treinadores. Depois de sair do Porto, ainda que em contexto frustrante, Nuno oferece um futebol atraente e voltado para o ataque, como o público gosta de ver. Agora na segunda divisão inglesa, o português pode levar os Lobos à Premier League com seu estilo envolvente e contando com muitos compatriotas no elenco. Caso isso aconteça, será a primeira grande conquista de sua curta carreira como treinador. (AP)

Treinadores que são discípulos de Guardiola

Thomas Tuchel – Depois de um grande trabalho no Mainz, Thomas Tuchel foi o escolhido pelo Borussia Dortmund para substituir Jürgen Klopp, em 2015. Em dois anos, Tuchel fez do clube uma das forças mais interessantes da Europa, mantendo o caráter agressivo e contando com Aubameyang como a ponta de sua lança. O gabonês é um dos grandes artilheiros do cenário mundial e se beneficia do estilo imposto por Tuchel. O alemão saiu do cargo depois da conquista da Copa da Alemanha na última temporada. Divergências com a diretoria culminaram na sua saída. Tuchel está sem clube e muito bem cotado na Alemanha. (AP)

Treinadores que são discípulos de Guardiola

Maurizio Sarri – O mago por trás da grande fase do Napoli nos últimos anos é Maurizio Sarri. Revelado ao futebol pelo Empoli, o treinador italiano assumiu os napolitanos e promoveu uma reformulação radical na maneira de jogar. Infernal no ataque, o Napoli também sobe a marcação até o campo adversário, tirando o espaço e a calma na saída de bola adversária. Embora Sarri não tenha levantado nenhum título até agora no clube, essa realidade não parece tão distante. (AP)

Treinadores que são discípulos de Guardiola

Massimiliano Allegri – Supercampeão com a Juventus e vice-campeão europeu em 2017, Massimiliano Allegri já tinha feito do Milan um legítimo campeão italiano e agora quer manter a hegemonia juventina. A Juventus, vale lembrar, não é só uma equipe que se defende muito melhor do que 99% das equipes europeias. Com Allegri, os bianconeri dominam a Serie A e emplacam campanhas muito boas na Liga dos Campeões, graças ao elenco recheado de estrelas e de um estilo inconfundível de posse de bola com forte tendência à agressividade. Dybala e Higuaín são peças-chave da máquina ofensiva de Allegri. (AP)

Treinadores que são discípulos de Guardiola

Leonardo Jardim – Um dos grandes precursores da escola portuguesa de treinadores, Leonardo Jardim comanda um Monaco que já fez história. Repleto de jovens habilidosos e com sede de ataque, o time monegasco levantou o título do Francês e chegou até a semifinal da Liga dos Campeões na temporada passada. O que se espera deste time “verticalizado” é uma consolidação por meio da ofensividade e da marcação alta, que se aplicada de maneira correta, pode resultar em goleada. Esta foi a marca do Monaco de Jardim nos últimos três anos. (AP)

Treinadores que são discípulos de Guardiola

Peter Bosz – O cara que devolveu o Ajax a uma final europeia após tantos anos. Peter Bosz durou pouco tempo à frente do clube holandês, o suficiente para devolver a autoestima e revelar ótimos jogadores jovens ao cenário internacional. Com eles, Bosz chegou até a decisão da última Liga Europa, contra o Manchester United. Após desavenças com a diretoria do clube de Amsterdã, Peter tomou os rumos da Alemanha para assumir o Borussia Dortmund. E com um começo impressionante, os aurinegros lideram a Bundesliga com 19 gols em seis jogos. No último compromisso, vitória por 6 a 1 contra o Borussia M’Gladbach. Puro ataque. Olho em Bosz e neste novo Dortmund pós-Tuchel. (AP)

Treinadores que são discípulos de Guardiola

Fran Escribà – Ex-comandante do Villarreal, Fran Escribà apareceu para o cenário espanhol quando levou o modesto Elche à elite nacional. Depois de uma conturbada passagem pelo Getafe, que envolveu rebaixamento, Fran assumiu o Submarino Amarelo e conduziu a equipe a uma excelente campanha de quinto lugar na última temporada. (AP)

Treinadores que são discípulos de Guardiola

Mauricio Pochettino– Responsável por devolver a esperança de dias melhores aos torcedores do Tottenham, Mauricio Pocchettino conta com uma geração inspirada de jogadores para fazer dos Spurs bem sucedidos, dentro e fora da Inglaterra. O meio-campo é onde a ação acontece, com Alli e Eriksen dividindo o protagonismo na armação. Na frente, com Harry Kane, os londrinos oferecem muito perigo. Pocchettino começou a sua carreira como treinador no Espanyol e está desde 2014 no comando do Tottenham. A tendência a marcar no campo de ataque ajuda bastante na hora de recuperar a bola. (AP)

Treinadores que são discípulos de Guardiola

Guto Ferreira – Conceituado como um dos melhores treinadores da atual geração no Brasil, Guto Ferreira começou a chamar a atenção no comando da Portuguesa. Após bons e consistentes trabalhos, sobretudo com a Chapecoense entre 2015 e 2016, Guto assumiu o Bahia para tentar tirar o Tricolor da Série B. A missão foi cumprida, mas ele agora quer tentar tirar o Internacional da pior fase de sua história. Apelidado de “Gordiola” pela obsessão tática, o comandante colorado conseguiu tirar do elenco uma reação à má sequência de resultados e o prêmio pela confiança no trabalho pode ser bem mais que o acesso: a implantação de um futebol diferente para os próximos anos. (Gazeta Press)