Quem são os Rodrigo Hilbert's do futebol

Alguns deles são bonitos, outros inteligentes, outros ainda são carismáticos, praticam o bem, e todos são talentosos. Muitos deles reúnem mais de uma destas características. Eles são, por assim dizer, o Rodrigo Hilbert do futebol. Estes caras (que homens!) são aqueles que todo mundo gostaria de ter em seus times — e, muita gente, em casa. Ou você vai dizer que não queria, hein?

Francesco Totti

Francesco Totti passou a vida toda no único clube em que desejou jogar desde criança, a Roma. Teve a chance de sair para defender times mais ricos no auge, mas o atacante recusou. O bonitão é o maior ídolo de seu clube e em cada momento da carreira fez por merecer a idolatria que o cercou. Trocou a chance de títulos maiores por entrar na história. (Foto: AP/Alessandra Tarantino)

Gianluigi Buffon

Um dos símbolos de beleza da seleção italiana de futebol, Gianluigi Buffon está a poucos meses de completar 40 anos e é um dos maiores goleiros da história do futebol. Não só isso: tempos atrás, viralizou um vídeo do jogador da Juventus se divertindo em uma pelada com crianças que nem conhecia em um campinho de terra na Itália. (Foto: AP/Paulo Duarte)

Raí

Raí fazia a torcida feminina suspirar em seus tempos de jogador. Hoje, aos 52 anos e já avô, não mudou muito: continua em boa forma, vive envolvido em ações beneficentes, é um dos responsáveis pela Fundação Gol de Letra, é educado, tem a fala mansa e fala francês fluente, herança dos tempos de ídolo do PSG. (Foto: Thiago Calil/Gazeta Press)

George Weah

O ex-atacante liberiano George Weah chegou a ser o melhor do mundo em seu tempo. Quando aposentado, criou uma fundação para ajudar as vítimas da guerra civil em seu país. Foi candidato derrotado à presidência da Libéria em 2011.

Fernandão

Em quase 200 jogos defendendo o Internacional, Fernandão tornou-se símbolo de uma era de ouro do Colorado. O atacante defendeu o time de 2004 a 2008 e foi campeão gaúcho, da Libertadores, da Recopa Sul-Americana e do Mundial de Clubes – em final contra o Barcelona. Reconhecido pela integridade, morreu em 2014 como ídolo também do Goiás, que o revelou. (Foto: AP/Silvia Izquierdo)

Fernando Prass

O goleiro Fernando Prass não vive seus melhores dias, mas sua história o qualifica a entrar nesta lista. Disputou a Série B com o Palmeiras, defendeu incontáveis pênaltis decisivos, nunca arrumou encrenca, defendeu a camisa do clube com um amor que é para poucos. Ao ser colocado no banco, jamais reclamou – nem revidou críticas de alguns torcedores. Grande sujeito. (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Alex

Que ser humano é Alex, senhoras e senhores. Ídolo do Coritiba, Palmeiras e Cruzeiro, é um super-herói para a torcida do Fenerbahçe, da Turquia, onde jogou oito anos. Inteligente e educado, é da escola Raí de fala mansa e pouco marketing – talvez um dos motivos pelos quais incrivelmente nunca jogou uma Copa. (Foto: Jason Silva/Gazeta Press)

Sócrates

Ok, Sócrates nunca foi o cara que chamou a atenção pela beleza. Mas nem só de beleza é feito um homão, né? O ex-craque foi um dos líderes da Democracia Corintiana, movimento histórico erguido ainda durante a ditadura militar (1964-1985). Formado em medicina, carismático, nunca deixou de aproveitar o que a vida tinha de bom. É um dois maiores ídolos do alvinegro. (Foto: AP/Andre Penner)

Didier Drogba

Além de ser um dos maiores jogadores de sua geração e ídolo do Chelsea, Didier Drogba ajudou a negociar o processo de paz em seu país, a Costa do Marfim.
Isso o fez ser eleito uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista americana Time em 2010. (AP Photo/Rui Vieira)

Steven Gerrard

O inglês Steven Gerrard se aposentou depois de 17 anos defendendo o Liverpool, para se tornar um mito do clube. Sua habilidade em campo, sua liderança e sua fidelidade ao clube não foram suas únicas qualidades. O ex-meia fazia (e ainda faz) coisas como visitar de surpresa uma fã que lutava contra um câncer. (Foto: Mark J. Terrill)

Tostão

Gênio dentro de campo, campeão pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, Tostão tem há um bom tempo um dos melhores textos da imprensa esportiva brasileira. Formado em medicina e famoso pela fala mansa, é ídolo do Cruzeiro, time que defendeu em quase 400 jogos de 1964 a 1971 e pelo qual foi campeão brasileiro e pentacampeão mineiro. (Foto: AP)

Victor

Você provavelmente já ouviu elogios ao talento de Victor como goleiro. O que você talvez não saiba é que o campeão da Libertadores pelo Atlético-MG – com direito a milagre e apelido de santo – é formado em educação física, concilia o futebol com a faculdade de psicologia, fala inglês e espanhol e mantém projeto voltado a transformar crianças carentes em goleiros. (foto: Luiz Costa/Hoje em Dia/Futura)