Momentos mais loucos das Olimpíadas

Desde que o conhecemos, os Jogos Olímpicos são, geralmente, marcados por esforço, protocolo e regras rígidas. Porém, há exceções que fogem do comum. Do final do século 19 até o meio do século 20, os Jogos tiveram um certo toque cômico e desleixado, em que a desorganização resultou em todo tipo de gafe, do sumiço de atletas a bebedeira de champanhe em plena maratona! À parte o traje do time de curling da Noruega, as Olimpíadas modernas são muito menos loucas. Veja alguns dos momentos mais loucos dos Jogos já realizados.

Perto do fim da maratona nos Jogos de Londres de 1908, o carceireiro sul-africano Charles Hefferon, liderando o pelotão, aceitou um copo de champanhe de um torcedor. A singela taça causou vômitos em Hefferon, possibilitando ao cozinheiro de massas, o italiano Dorando Pietri, a tomar a liderança. No entanto, Pietri entrou no estádio tão desorientado que começou a correr para o lado errado e foi redirecionado pelos fiscais da prova. Ele caiu no chão quatro vezes nos últimos 300 metros e precisou de ajuda para cruzar a linha de chegada. Foi proclamado o vencedor, mas depois foi desqualificado pela ajuda que recebeu. No final, o americano Johnny Hayer ficou com o ouro e o bebedor de champagne Hefferon levou a prata. Saúde! Foto: Wikimedia Commons
Perto do fim da maratona nos Jogos de Londres de 1908, o carceireiro sul-africano Charles Hefferon, liderando o pelotão, aceitou um copo de champanhe de um torcedor. A singela taça causou vômitos em Hefferon, possibilitando ao cozinheiro de massas, o italiano Dorando Pietri, a tomar a liderança. No entanto, Pietri entrou no estádio tão desorientado que começou a correr para o lado errado e foi redirecionado pelos fiscais da prova. Ele caiu no chão quatro vezes nos últimos 300 metros e precisou de ajuda para cruzar a linha de chegada. Foi proclamado o vencedor, mas depois foi desqualificado pela ajuda que recebeu. No final, o americano Johnny Hayer ficou com o ouro e o bebedor de champagne Hefferon levou a prata. Saúde! Foto: Wikimedia Commons
Perto do fim da maratona nos Jogos de Londres de 1908, o carceireiro sul-africano Charles Hefferon, liderando o pelotão, aceitou um copo de champanhe de um torcedor. A singela taça causou vômitos em Hefferon, possibilitando ao cozinheiro de massas, o italiano Dorando Pietri, a tomar a liderança. No entanto, Pietri entrou no estádio tão desorientado que começou a correr para o lado errado e foi redirecionado pelos fiscais da prova. Ele caiu no chão quatro vezes nos últimos 300 metros e precisou de ajuda para cruzar a linha de chegada. Foi proclamado o vencedor, mas depois foi desqualificado pela ajuda que recebeu. No final, o americano Johnny Hayer ficou com o ouro e o bebedor de champagne Hefferon levou a prata. Saúde! Foto: Wikimedia Commons
Os Jogos da França, em 1924, nos trouxeram Johnny Weismuller, Carruagens de Fogo e um monte de duelos à moda antiga. Sete provas de esgrima foram disputadas no total, o que resultou em dois momentos "te pego lá fora". Adolfo Contronei, capitão do time italiano de florete, brigou com Giorgio Santelli, filho do técnico do time húngaro, Italo Santelli. A briga aconteceu bem longe dos Jogos, com espadas de verdade. Quatro meses depois, outra briga envolveu um árbitro húngaro e um dos membros da equipe italiana, Oreste Puliti. Foto: Wikimedia Commons
Os Jogos da França, em 1924, nos trouxeram Johnny Weismuller, Carruagens de Fogo e um monte de duelos à moda antiga. Sete provas de esgrima foram disputadas no total, o que resultou em dois momentos "te pego lá fora". Adolfo Contronei, capitão do time italiano de florete, brigou com Giorgio Santelli, filho do técnico do time húngaro, Italo Santelli. A briga aconteceu bem longe dos Jogos, com espadas de verdade. Quatro meses depois, outra briga envolveu um árbitro húngaro e um dos membros da equipe italiana, Oreste Puliti. Foto: Wikimedia Commons
Os Jogos da França, em 1924, nos trouxeram Johnny Weismuller, Carruagens de Fogo e um monte de duelos à moda antiga. Sete provas de esgrima foram disputadas no total, o que resultou em dois momentos "te pego lá fora". Adolfo Contronei, capitão do time italiano de florete, brigou com Giorgio Santelli, filho do técnico do time húngaro, Italo Santelli. A briga aconteceu bem longe dos Jogos, com espadas de verdade. Quatro meses depois, outra briga envolveu um árbitro húngaro e um dos membros da equipe italiana, Oreste Puliti. Foto: Wikimedia Commons
O extravagente francês Pierre de Frédy, o Barão de Coubertin, exerceu o cargo de segundo presidente do Comitê Olímpico Internacional, e, geralmente, é considerado o pai das Olimpíadas modernas. Em 1912, quando competições de arte foram introduzidas nos Jogos de Estocolmo, o aristocrata francês inscreveu o poema "Ode ao Esporte" e conquistou a medalha de ouro em literatura! As competições de arte - que eram obras de arquitetura, literatura, pintura e escultura inspiradas no esporte - foram suspensas em 1952. Foto: Wikimedia Commons
O extravagente francês Pierre de Frédy, o Barão de Coubertin, exerceu o cargo de segundo presidente do Comitê Olímpico Internacional, e, geralmente, é considerado o pai das Olimpíadas modernas. Em 1912, quando competições de arte foram introduzidas nos Jogos de Estocolmo, o aristocrata francês inscreveu o poema "Ode ao Esporte" e conquistou a medalha de ouro em literatura! As competições de arte - que eram obras de arquitetura, literatura, pintura e escultura inspiradas no esporte - foram suspensas em 1952. Foto: Wikimedia Commons
O extravagente francês Pierre de Frédy, o Barão de Coubertin, exerceu o cargo de segundo presidente do Comitê Olímpico Internacional, e, geralmente, é considerado o pai das Olimpíadas modernas. Em 1912, quando competições de arte foram introduzidas nos Jogos de Estocolmo, o aristocrata francês inscreveu o poema "Ode ao Esporte" e conquistou a medalha de ouro em literatura! As competições de arte - que eram obras de arquitetura, literatura, pintura e escultura inspiradas no esporte - foram suspensas em 1952. Foto: Wikimedia Commons
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Ainda que esse momento bizarro seja mais recente, é, definitivamente, para entrar nos livros. Nos Jogos de Sydney, em 2000, Eric Moussambani, da Guiné Equatorial, nadou sozinho a eliminatória dos 100m livre, já que os outros atletas foram desclassificados por queimar a largada. Depois de muito esforço e quase se afogar no final, seu tempo de 1min52s72 foi mais de um minuto mais lento do que os outros. Acontece que ele começou a nadar apenas oito meses antes e treinou em uma piscina de hotel, com 20 metros de comprimento. Sua perseverança e até insolência o fizeram um cultuado herói. Procure por ele como técnico de Guiné Equatorial durante os Jogos de Londres. Sim, é verdade, ele virou treinador! Reprodução: Youtube
Ainda que esse momento bizarro seja mais recente, é, definitivamente, para entrar nos livros. Nos Jogos de Sydney, em 2000, Eric Moussambani, da Guiné Equatorial, nadou sozinho a eliminatória dos 100m livre, já que os outros atletas foram desclassificados por queimar a largada. Depois de muito esforço e quase se afogar no final, seu tempo de 1min52s72 foi mais de um minuto mais lento do que os outros. Acontece que ele começou a nadar apenas oito meses antes e treinou em uma piscina de hotel, com 20 metros de comprimento. Sua perseverança e até insolência o fizeram um cultuado herói. Procure por ele como técnico de Guiné Equatorial durante os Jogos de Londres. Sim, é verdade, ele virou treinador! Reprodução: Youtube
Ainda que esse momento bizarro seja mais recente, é, definitivamente, para entrar nos livros. Nos Jogos de Sydney, em 2000, Eric Moussambani, da Guiné Equatorial, nadou sozinho a eliminatória dos 100m livre, já que os outros atletas foram desclassificados por queimar a largada. Depois de muito esforço e quase se afogar no final, seu tempo de 1min52s72 foi mais de um minuto mais lento do que os outros. Acontece que ele começou a nadar apenas oito meses antes e treinou em uma piscina de hotel, com 20 metros de comprimento. Sua perseverança e até insolência o fizeram um cultuado herói. Procure por ele como técnico de Guiné Equatorial durante os Jogos de Londres. Sim, é verdade, ele virou treinador! Reprodução: Youtube
O atleta de luta greco-romana estoniano Martin Klein competiu pelo Império Russo nos Jogos de 1912 e sua de prata na categoria dos médios deu à Estônia sua primeira medalha da história. E ele a conquistou com muito suor. A semifinal contra o finlandês Alfred Asikainen teve a colossal duração de 11 horas e 40 minutos, se tornando a mais longa luta da história da modalidade. Na hora da luta final, no dia seguinte, Klein estava totalmente esgotado para conseguir o ouro. Justo. Foto: Wikimedia Commons
O atleta de luta greco-romana estoniano Martin Klein competiu pelo Império Russo nos Jogos de 1912 e sua de prata na categoria dos médios deu à Estônia sua primeira medalha da história. E ele a conquistou com muito suor. A semifinal contra o finlandês Alfred Asikainen teve a colossal duração de 11 horas e 40 minutos, se tornando a mais longa luta da história da modalidade. Na hora da luta final, no dia seguinte, Klein estava totalmente esgotado para conseguir o ouro. Justo. Foto: Wikimedia Commons
O atleta de luta greco-romana estoniano Martin Klein competiu pelo Império Russo nos Jogos de 1912 e sua de prata na categoria dos médios deu à Estônia sua primeira medalha da história. E ele a conquistou com muito suor. A semifinal contra o finlandês Alfred Asikainen teve a colossal duração de 11 horas e 40 minutos, se tornando a mais longa luta da história da modalidade. Na hora da luta final, no dia seguinte, Klein estava totalmente esgotado para conseguir o ouro. Justo. Foto: Wikimedia Commons
O desempenho da Tunísia no pentatlo moderno nos Jogos de Roma, em 1960, parece mais uma comédia pastelão do que uma prova olímpica. Todos os três atletas foram expulsos da prova de tiro por terem realizado disparos muito próximos dos árbitros. Tem mais: todos eles caíram do cavalo na prova de adestramento e um deles ficou perto do afogamento na competição de natação. Quando chegou a hora do esgrima, o único que tinha experiência na modalidade foi derrotado três vezes, já que competiu disfarçado dos outros atletas, escondido pela máscara usada no esporte. Não é preciso dizer que o time foi desclassificado. Foto: petrelos
O desempenho da Tunísia no pentatlo moderno nos Jogos de Roma, em 1960, parece mais uma comédia pastelão do que uma prova olímpica. Todos os três atletas foram expulsos da prova de tiro por terem realizado disparos muito próximos dos árbitros. Tem mais: todos eles caíram do cavalo na prova de adestramento e um deles ficou perto do afogamento na competição de natação. Quando chegou a hora do esgrima, o único que tinha experiência na modalidade foi derrotado três vezes, já que competiu disfarçado dos outros atletas, escondido pela máscara usada no esporte. Não é preciso dizer que o time foi desclassificado. Foto: petrelos
O desempenho da Tunísia no pentatlo moderno nos Jogos de Roma, em 1960, parece mais uma comédia pastelão do que uma prova olímpica. Todos os três atletas foram expulsos da prova de tiro por terem realizado disparos muito próximos dos árbitros. Tem mais: todos eles caíram do cavalo na prova de adestramento e um deles ficou perto do afogamento na competição de natação. Quando chegou a hora do esgrima, o único que tinha experiência na modalidade foi derrotado três vezes, já que competiu disfarçado dos outros atletas, escondido pela máscara usada no esporte. Não é preciso dizer que o time foi desclassificado. Foto: petrelos
O ginasta americano George Eyser conquistou impressionantes seis medalhas (três ouros, duas pratas e um bronze) no mesmo dia, nos Jogos de St. Louis, em 1904. Mais impressionante é que ele tinha somente uma perna. Com uma prótese de madeira, depois de ter sido atingido por um trem, ele ainda tinha condições de competir mesmo na prova de salto sobre o cavalo, que na época consistia em saltar sobre o cavalo sem o uso da prancha que impulsiona os atletas. Foto: Wikimedia Commons
O ginasta americano George Eyser conquistou impressionantes seis medalhas (três ouros, duas pratas e um bronze) no mesmo dia, nos Jogos de St. Louis, em 1904. Mais impressionante é que ele tinha somente uma perna. Com uma prótese de madeira, depois de ter sido atingido por um trem, ele ainda tinha condições de competir mesmo na prova de salto sobre o cavalo, que na época consistia em saltar sobre o cavalo sem o uso da prancha que impulsiona os atletas. Foto: Wikimedia Commons
O ginasta americano George Eyser conquistou impressionantes seis medalhas (três ouros, duas pratas e um bronze) no mesmo dia, nos Jogos de St. Louis, em 1904. Mais impressionante é que ele tinha somente uma perna. Com uma prótese de madeira, depois de ter sido atingido por um trem, ele ainda tinha condições de competir mesmo na prova de salto sobre o cavalo, que na época consistia em saltar sobre o cavalo sem o uso da prancha que impulsiona os atletas. Foto: Wikimedia Commons
A americana Margaret Abbott estava visitando Paris com sua mãe durante os Jogos Olímpicos de 1900, quando acabou entrando em um torneio de golfe. O evento era tão desorganizada que elas, assim como os outros competidores, nunca souberam que fazia parte dos Jogos. Quando Margareth morreu, em 1955, historiadores descobriram que o torneio fazia parte do programa das Olimpíadas. A primeira americana a conquistar uma medalha de ouro para o país na história morreu sem nunca saber que tinha competido! Foto: Wikimedia Commons
A americana Margaret Abbott estava visitando Paris com sua mãe durante os Jogos Olímpicos de 1900, quando acabou entrando em um torneio de golfe. O evento era tão desorganizada que elas, assim como os outros competidores, nunca souberam que fazia parte dos Jogos. Quando Margareth morreu, em 1955, historiadores descobriram que o torneio fazia parte do programa das Olimpíadas. A primeira americana a conquistar uma medalha de ouro para o país na história morreu sem nunca saber que tinha competido! Foto: Wikimedia Commons
A americana Margaret Abbott estava visitando Paris com sua mãe durante os Jogos Olímpicos de 1900, quando acabou entrando em um torneio de golfe. O evento era tão desorganizada que elas, assim como os outros competidores, nunca souberam que fazia parte dos Jogos. Quando Margareth morreu, em 1955, historiadores descobriram que o torneio fazia parte do programa das Olimpíadas. A primeira americana a conquistar uma medalha de ouro para o país na história morreu sem nunca saber que tinha competido! Foto: Wikimedia Commons
Parece mais trecho de um romance do que Olimpíadas. O maratonista japonês Shizo Kanakuri teve uma aventura curiosa durante os Jogos de Estocolmo, em 1912. Por causa do calor, ele ficou inconsciente, foi reacordado e levado para uma casa por uma família de fazendeiros, onde ficou até se recuperar. Ele nunca terminou a prova e voltou ao Japão sem notificar a organização dos Jogos. Os suecos não tiveram ideia do que tinha acontecido com ele. Finalmente, ele foi reencontrado em 1966 e recebeu a oportunidade de finalizar a prova. Ele aceitou e completou a maratona. O tempo: 54 anos, oito meses, oito horas, 32 minutos e 20.379 segundos! Foto: Wikimedia Commons
Parece mais trecho de um romance do que Olimpíadas. O maratonista japonês Shizo Kanakuri teve uma aventura curiosa durante os Jogos de Estocolmo, em 1912. Por causa do calor, ele ficou inconsciente, foi reacordado e levado para uma casa por uma família de fazendeiros, onde ficou até se recuperar. Ele nunca terminou a prova e voltou ao Japão sem notificar a organização dos Jogos. Os suecos não tiveram ideia do que tinha acontecido com ele. Finalmente, ele foi reencontrado em 1966 e recebeu a oportunidade de finalizar a prova. Ele aceitou e completou a maratona. O tempo: 54 anos, oito meses, oito horas, 32 minutos e 20.379 segundos! Foto: Wikimedia Commons
Parece mais trecho de um romance do que Olimpíadas. O maratonista japonês Shizo Kanakuri teve uma aventura curiosa durante os Jogos de Estocolmo, em 1912. Por causa do calor, ele ficou inconsciente, foi reacordado e levado para uma casa por uma família de fazendeiros, onde ficou até se recuperar. Ele nunca terminou a prova e voltou ao Japão sem notificar a organização dos Jogos. Os suecos não tiveram ideia do que tinha acontecido com ele. Finalmente, ele foi reencontrado em 1966 e recebeu a oportunidade de finalizar a prova. Ele aceitou e completou a maratona. O tempo: 54 anos, oito meses, oito horas, 32 minutos e 20.379 segundos! Foto: Wikimedia Commons

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