Melhores gringos no futebol brasileiro em 2017

Por Rodrigo Herrero (@rodrigoherrero)

O Campeonato Brasileiro de 2017 bateu o recorde de jogadores estrangeiros: 69 atletas desfilaram toda a sua ginga e categoria pelos gramados do Brasil na principal competição nacional. Para se ter uma ideia, em 2003 foram apenas 14. A explosão ocorreu após a mudança na regra, em 2013, que proporcionou o aumento de três para cinco o limite de estrangeiros em campo. E com tanto gringo jogando por essas bandas, selecionamos os 10 que estão com melhor desempenho na temporada.

Lucho González

O argentino Lucho González é um jogador de confiança dentro do elenco e da diretoria do Atlético-PR. Responsável por oferecer raça e dar mais experiência a um time com muitos jovens, Lucho fez atuações importantes durante a participação da equipe na Libertadores. Porém, ainda é visto com desconfiança por alguns torcedores, que o acham lento, travando a transição da equipe. Outros elogiam a sua entrega. De qualquer forma, quando a situação complica, o gringo é chamado para colocar ordem na casa. (Gazeta Press)

Arrascaeta

Em três temporadas pelo Cruzeiro, o uruguaio Arrascaeta virou ídolo da torcida e é um dos estrangeiros que mais jogou pela equipe celeste. Prejudicado por algumas lesões em 2017, não conseguiu desempenhar tão bem seu papel como no ano passado. Mas ainda assim foi decisivo ao marcar o gol na primeira partida da final da Copa do Brasil, contra o Flamengo, no Rio de Janeiro. Por isso, pode considerar que este é seu melhor ano, já que a copa foi seu primeiro título pelo Cruzeiro. (Gazeta Press)

Joel Carli

O capitão Joel Carli é um verdadeiro xerifão na zaga do Botafogo. Desde 2016 no clube, o argentino conquistou a torcida e o técnico Jair Ventura, que já até fez lobby para que o zagueiro fosse convocado pela Argentina. Carli tem sido uma das peças centrais dentro e fora de campo do clube carioca nesta marcante temporada do clube. (Gazeta Press)

Guerrero

O centroavante Guerrero tem sido mais eficiente na seleção peruana do que no Flamengo. Ainda assim, anotou 20 gols na temporada pelo Mengão e foi decisivo quando esteve em campo. O problema são as lesões e suspensões por cartão amarelo, que o deixaram de fora em várias oportunidades. Apesar dos contratempos e desconfianças, fato é que quando o peruano não está no comando do ataque, o Flamengo perde a referência e seus substitutos não mantém o nível. O camisa 9 está suspenso por doping e não tem previsão de retorno. (Gazeta Press)

Balbuena

Após um 2016 cercado de desconfianças, 2017 tem sido o ano da redenção do zagueiro Balbuena no Corinthians. Exemplo de regularidade e retidão, o paraguaio se tornou um dos líderes do elenco atual, tanto que virou o capitão e é o responsável por manter o time focado em manter o ritmo das vitórias, apesar do turbulento segundo turno do Brasileirão. (Gazeta Press)

Kannemann

O zagueiro argentino Kannemann ganhou prestígio dos gremistas com suas atuações firmes e predileção por lances ríspidos. Tanto que ganhou o apelido de “Cãonnemann”, devido a seu perfil de cão de guarda da meta do Grêmio. Enquanto Geromel, mais técnico, fica na sobra, Kannemann parte para o combate. À parte a virulência, com sua qualidade e raça ajudou a dar consistência ao setor defensivo do time. (Gazeta Press)

Lucas Pratto

Um verdadeiro guerreiro em campo. Desde fevereiro no São Paulo, o argentino Lucas Pratto não tem como principal virtude o fato de ser goleador, afinal de contas, anotou apenas 14 gols até agora e viveu recentemente um jejum de 10 partidas sem balançar as redes adversárias. Mas sua entrega em campo e seu senso de coletividade o transformam em referência no grupo, sendo muito valorizado pela torcida, elenco e diretoria do Tricolor. (Gazeta Press)

Lucas Barrios

Desde que chegou ao Grêmio, o argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios caiu nas graças da torcida gremista, ao encarnar o camisa 9 que faltava aos tricolores. Ao mesmo tempo, o jogador recuperou o bom futebol, já que antes estava encostado no Palmeiras. Na temporada fez 18 gols e é uma das referências da equipe. (Gazeta Press)

Cueva

A temporada do meia Cueva tem sido de altos e baixos. Questionado pela torcida são-paulina, tendo ido parar até no banco de reservas, mas é venerado no Peru. Criticado no clube por não parecer se importar com as coisas com o momento do time, mostrou força de vontade para reverter uma situação ruim para ele e voltou a ser decisivo no São Paulo. Com 11 assistências e 10 gols em 2017, é imprescindível para o esquema de Dorival Jr. (Gazeta Press)

Gatito Fernández

Dá para dizer que o Gatito é um dos principais personagens do Botafogo e também do futebol brasileiro em 2017. Em especial por causas de suas defesas em lances de penalidade. Foram oito até o momento, que garantiram vitórias e classificações nas várias competições que o Fogão disputou no ano. O paraguaio cresceu muito nos últimos anos e hoje é unanimidade entre a torcida botafoguense. (Gazeta Press)