Jogadores que deixaram clubes depois de brigas com colegas

Por Guilherme Yoshida

Recentemente, o atacante Walter agrediu o goleiro Matheus com uma cotovelada durante um treino e teve seu contrato rescindido pelo Goiás. Mas este episódio não é a primeira vez que acontece no mundo do futebol. Muitos jogadores do mesmo time que se agrediram em treinamentos e até durante os jogos já foram dispensados ou afastados do clube até serem negociados. Relembre alguns jogadores que deixaram seus clubes depois de agredirem seus companheiros de equipe.

 

Obina x Maurício

Os dois jogadores do Palmeiras perderam a cabeça ainda durante a derrota por 2 a 0 para o Grêmio, no Olímpico, pelo Campeonato Brasileiro de 2009, e foram mandados embora do clube alviverde. Ainda na saída do gramado ao fim do primeiro tempo, o atacante e o zagueiro se insultaram e chegaram a trocar socos no caminho para o vestiário. A briga só não se estendeu depois, pois colegas de time separaram os brigões. Na volta para a etapa final, ambos foram expulsos pelo árbitro. No dia seguinte ao jogo, a diretoria comunicou a rescisão do contrato de ambos os jogadores. Foto: Gazeta Press

Marquinhos x Tévez

Mesmo ainda jovem e recém-promovido das categorias de base do Corinthians, o zagueiro Marquinhos não se intimidou com a principal estrela daquele time que viria a ser campeão brasileiro de 2005, o argentino Carlito Tévez, e partiu para cima do meia-atacante após receber uma cotovelada no nariz durante um treino. Os jogadores trocaram vários socos até serem interrompidos por outros colegas de equipe. E, como se era esperado, a corda estourou para o lado mais fraco. Após a confusão, Marquinhos acabou afastado do elenco e foi emprestado ao Atlético-MG no restante daquela temporada. Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Gravesen x Robinho

Logo após a eliminação na Copa do Mundo de 2006, Robinho se reapresentou ao Real Madrid e acabou fazendo parte de uma confusão durante um treinamento com o volante dinamarquês Thomas Gravesen. Após uma entrada dura do companheiro de clube, o atacante brasileiro reclamou com veemência da jogada e os dois jogadores trocaram empurrões e tapas. Na ocasião, o também brasileiro Júlio Baptista precisou conter Gravesen, que queria continuar a briga. Logo em seguida, ambos foram expulsos do treino pelo técnico Fabio Capello. Dias mais tarde, o dinamarquês foi negociado com o Celtic, da Escócia. Foto: AP Photo/Diario AS, Felipe Sevillano

Craig Bellamy x John Riise

Em 2007, o ex-atacante galês Craig Bellamy e o lateral norueguês John Riise levaram as suas desavenças até para fora do campo. Durante uma semana de treinamentos em Portugal, os jogadores do Liverpool se desentenderam em uma confraternização do elenco e se agrediram. Bellamy chegou a bater no colega de time com um taco de golfe depois de ter sido xingado. Depois do incidente, ambos foram afastados do restante do grupo pelo técnico Rafa Benítez. Logo em seguida, ainda chegaram a ser reintegrados antes de serem negociados. Cinco meses mais tarde, Bellamy foi vendido ao West Ham, enquanto Riise foi para a Roma na temporada seguinte. Foto: AP Photo/Dave Thompson

Djalminha x Renato Gaúcho

Integrantes do elenco campeão brasileiro de 1992, o então novato Djalminha e o já experiente Renato Gaúcho se desentenderam dentro de campo durante um jogo do Flamengo diante do rival Fluminense, pelo Torneio Rio-São Paulo de 1993. Na ocasião, após uma perda da posse de bola no campo de ataque, o atacante esbravejou com o meia e os dois trocaram fortes empurrões enquanto a bola rolava. A confusão só não foi maior porque Marcelinho Carioca chegou para apartar a briga. Dias depois, a diretoria divulgou a decisão. Renato Gaúcho, como já era ídolo da torcida, ficou no clube, enquanto Djalminha acabou dispensado e liberado para negociar com outro clube. Sorte do Guarani, que levou o camisa 10. Foto: Acervo/Gazeta Press

Fabrício x Maicon

A disputa pela mesma posição no time titular, somada à eliminação precoce no Campeonato Paulista para a Penapolense, acirraram os ânimos dos volantes Maicon e Fabrício durante um treino do São Paulo em março de 2014. Isso porque, após uma disputa de bola, o reserva atingiu um soco no então titular e os dois jogadores se desentenderam, se xingaram e tiveram de ser contidos pelos companheiros. Apesar das pazes feitas após o atrito, Fabrício acabou levando a pior com a diretoria do clube. O então camisa 25 são-paulino foi afastado do elenco profissional e, após reclamar publicamente da decisão da diretoria, foi emprestado ao Vasco da Gama três meses depois da briga. Depois disso, nem retornou mais ao São Paulo. Foto: Gazeta Press

Romário x Andrei

No Campeonato Brasileiro de 2002, durante a vexatória goleada do Fluminense para o São Paulo por 6 a 0, no Morumbi, o ex-atacante Romário foi até o campo de defesa e deu um soco no zagueiro Andrei após um dos gols da equipe paulista no jogo. Depois da agressão, o defensor não reagiu e, como o camisa 11 não foi expulso, ambos continuaram na partida normalmente. O lance foi para julgamento no tribunal e Romário acabou sendo suspenso pelo STJD por apenas um jogo, mas foi penalizado pela diretoria do clube carioca em 40% de seu salário. Já Andrei, apesar de não ter sofrido punições pelo fato, foi transferido para o modesto Marília para jogar a Série B do Nacional. Foto: Gazeta Press

Rodrigo x André Dias

Em 2003, novamente uma briga entre dois jogadores do mesmo time acabou rendendo punição a apenas um dos envolvidos. Durante a derrota de 2 a 1 para o Vasco, no Mangueirão, pela Série A do Campeonato Brasileiro, o lateral direito Rodrigo (foto) se envolveu numa briga com o zagueiro André Dias e foi dispensado pelo clube do Pará. Ambos atletas trocaram agressões no segundo tempo da partida, após discutirem sobre um erro de marcação. A decisão de punir apenas Rodrigo foi tomada pelo fato de o jogador ter discutido com o presidente do Paysandu, Arthur Tourinho, no vestiário, após o dirigente tomar satisfações sobre a briga. Foto: Carlos Oliveira/Gazeta Press