Jogadores brasileiros que ficaram muito tempo no banco na Europa

Por Vinicius Andreoli

Muitos brasileiros conseguem alcançar o grande sonho de jogar na Europa, mas é preciso também conseguir se manter lá. Dificuldades de adaptação, choque de culturas, problemas físicos, estilos de jogo diferentes são só alguns dos desafios que os boleiros precisam superar, mas nem sempre isso acontece, até mesmo para os mais experientes. Veja a seguir oito exemplos de jogadores brasileiros que estão ou estiveram muito tempo no banco de times europeus.

Douglas

O lateral direito Douglas ex-Goiás e São Paulo é mais um brasileiro que vem encontrando dificuldades para jogar na Europa. Muito criticado na época do São Paulo, ele foi vendido ao Barcelona por 4 milhões de euros para a surpresa de todos. Na Catalunha, Douglas teve pouquíssimas oportunidades e logo foi emprestado, primeiro para o Sporting Gijón e desde o meio do ano está no Benfica. Em Lisboa, o brasileiro jogou apenas três partidas e logo se lesionou, mas se depender da torcida que já o criticou duramente Douglas não sai do banco de reservas. (Getty Images)

Paulo Henrique ‘Ganso’

Em quase um ano e meio de Europa, Paulo Henrique Ganso não deslanchou com a camisa do Sevilla. Problemas de adaptação, contusões e até desentendimentos com o ex-treinador da equipe, o argentino Jorge Sampaoli, são alguns dos motivos para o meia ficar no banco. Com a chegada de um novo técnico, pensava-se que Ganso teria mais oportunidades de jogar, mas o panorama continua o mesmo, poucos jogos como titular e atuações discretas do camisa 19. (Getty Images)

Lucas Moura

Quando Lucas Moura apareceu no São Paulo, em meados de 2010, esperava-se que o meia rápido e habilidoso se tornasse um dos principais jogadores do futebol mundial em um futuro próximo. O alto investimento do Paris Saint-Germain, mais de 100 milhões de reais, as boas atuações na França e as frequentes convocações para a Seleção confirmavam a expectativa, mas Lucas foi perdendo espaço no PSG nos últimos anos. As contratações de Neymar e Mbappé em 2017 só complicaram ainda mais a situação do camisa 7, que desapareceu do time titular e algumas vezes até do banco de reservas. Nesta temporada, Lucas Moura jogou cinco partidas e marcou apenas um gol. (Getty Images)

Lucas Leiva

O volante Lucas Leiva é um dos jogadores brasileiros que passaram mais tempo em um único clube na Europa, foram 10 anos vestindo a camisa do Liverpool. Apesar da longevidade, Lucas esteve mais tempo fora, seja por opção técnica ou pelas inúmeras lesões que sofreu, do que atuando em campo. Foram 346 jogos pelos Reds, o que dá uma média de apenas 34 partidas por temporada. Desde julho deste ano, o brasileiro trocou a Inglaterra pela Itália, é jogador da Lazio. (Getty Images)

Leandro Cástan

Na Europa desde 2012, Leandro Cástan já viveu dias melhores na carreira e hoje é umas das últimas opções para a zaga na Roma. O zagueiro de 31 anos ficou quase um ano afastado dos gramados em 2014 para a retirada de um tumor na cabeça. Recuperado, Cástan foi emprestado a Sampdoria e Torino, mas não se firmou desde então. Com contrato até 2019, a Roma pensa em negociar o defensor que não vem sendo utilizado para fazer caixa e algum clube brasileiro pode repatriar o jogador, que chegou a negociar com o Corinthians no meio do ano, mas não deu certo. (Getty Images)

Rafael Cabral

O goleiro campeão da Libertadores com o Santos em 2011 surgiu como um dos nomes mais badalados da posição no Brasil. Rafael Cabral foi vendido ao Napoli em 2013 depois de três boas temporadas no Peixe e parecia que iria ter sucesso na Europa com um começo promissor, mas não conseguiu manter o ritmo e foi para o banco onde permanece até hoje. A chegada de Pepe Reina, goleiro campeão mundial pela Espanha, dificultou ainda mais a situação do brasileiro, que nos últimos dois anos disputou apenas um jogo. Aos 27 anos, Rafael deve deixar o clube italiano para poder jogar e já tem conversas com alguns clubes brasileiros.
(Getty Images)

Júlio César

O experiente Júlio César defende o Benfica desde 2014, mas nunca foi unanimidade na equipe portuguesa, foi reserva de Ederson no período em que o atual goleiro do Manchester City atuava em Lisboa. Com a venda do brasileiro para os Citizens, imaginava-se que o titular da Seleção Brasileira nas duas últimas Copas do Mundo assumisse o gol dos Encarnados, mas não foi o que aconteceu. Depois de algumas atuações irregulares, Júlio César perdeu a posição para o jovem belga Mile Svilar, de apenas 18 anos, que vem se firmando cada vez mais como titular do Benfica. (Getty Images)

Gabriel Barbosa ‘Gabigol’

O atacante Gabigol é apontado como uma das maiores revelações do futebol brasileiro nos últimos anos, mas não consegue repetir o bom futebol apresentado no Santos nos gramados europeus. Vendido para a Inter de Milão por 27,5 milhões de euros, o jovem de 21 anos disputou 10 jogos e marcou apenas um gol em um ano de Itália. Em agosto deste ano, foi emprestado ao Benfica, mas em algumas partidas não fica nem sequer no banco. Em baixa na Europa, o destino de Gabigol pode ser voltar ao futebol brasileiro onde já teve seu nome especulado em clubes como o Santos, Flamengo e Cruzeiro. (Getty Images)