Inspiram Leicester: veja 10 zebras que foram mais longe na Champions moderna

Por William Correia

O Leicester já atraiu simpatia ao levar o último título inglês e é o candidato a zebra na atual Liga dos Campeões da Europa. Mas terá de ir mais longe para entrar em uma lista bem seleta de equipes que surpreenderam os favoritos desde 1992, quando a Uefa transformou a Copa dos Campeões Europeus na Champions League.

Inspiram Leicester: veja 10 zebras que foram mais longe na Champions moderna

Dínamo de Kiev (1998/1999)
Dominando o campeonato ucraniano na época, o Dínamo de Kiev atingiu seu nível mais alto no fim daquela década. Foi avançando desde as fases preliminares, liderou um grupo que tinha o Arsenal e, nas quartas de final, fez história ao eliminar o Real Madrid, que defendia o título da Champions naquela temporada: 1 a 1 na Espanha e 2 a 0 em Kiev. E o time por pouco não foi mais longe. Nas semifinais, empatou por 3 a 3 em casa com o Bayern de Munique e, na Alemanha, perdeu por 1 a 0. Astro daquela equipe, Schevchenko foi para o Milan na temporada seguinte. (Foto: Reprodução / Dynamo Kiev)

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La Coruña (2003/2004)
O time dos brasileiros Mauro Silva e Djalminha classificou-se por ter ficado em terceiro lugar no Espanhol, e mostrou força para derrubar gigantes. Na fase de grupos, levou 8 a 3 do Monaco, mas ficou só um ponto atrás dos franceses e eliminou o PSV no confronto direto, primeiro critério de desempate, já que ambos ficaram com dez pontos. Nas oitavas, pegou a Juventus, atual vice-campeã, e ganhou por 1 a 0 na Itália e na Espanha. Nas quartas, contra o Milan de Kaká, atual campeão europeu, o La Coruña surpreendeu a Europa de vez: levou 4 a 1 como visitante, mas impôs 4 a 0 em casa. Na semifinal, contra o Porto, 0 a 0 em Portugal, e, na Espanha, o brasileiro Derlei acabou com o sonho do La Coruña ao definir a vitória por 1 a 0, eliminando os bravos espanhóis. (Foto: AP)

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Leeds (2000/2001)
Terceiro colocado do Inglês anterior, o Leeds mostrou força já na primeira fase de grupo: venceu o Milan de Dida, Maldini e Schevchenko e ficou à frente do Barcelona de Rivaldo, Frank De Boer, Overmars, Cocu e Kluivert. Na segunda etapa de grupos, eliminou a Lazio e só somou menos pontos do que o Real Madrid. Passou pelo La Coruña nas quartas e, na semifinal, contra o Valencia, caiu ao empatar sem gols em casa e levar 3 a 0 na Espanha. (Foto: AP)

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Bayer Leverkusen (2001/2002)
A equipe do zagueiro brasileiro Lúcio e do meia alemão Ballack tinha sido a quarta colocada no Nacional anterior, mas não se intimidou no torneio europeu. Passou pela primeira fase de grupos com direito a vitória sobre o Barcelona, liderou a etapa seguinte em chave que dividia com Arsenal e Juventus e eliminou Liverpool, nas quartas de final, e Manchester United, nas semifinais. Apenas o galáctico Real Madrid parou os germânicos: Lúcio balançou as redes para o Bayer Leverkusen, mas Zidane definiu o 2 a 1 com voleio histórico, no ângulo, aproveitando cruzamento de Roberto Carlos. (Foto: AP)

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Lyon (2009/2010)
O time já não tinha Juninho Pernambucano e não era o mesmo que foi heptacampeão francês naquela década. Classificou-se à Champions só como terceiro colocado da liga nacional. Mas a equipe dos brasileiros Cris (zagueiro e capitão), Michel Bastos e Ederson provou força continental. Ficou à frente do Liverpool na fase de grupos e, nas oitavas de final, eliminou o Real Madrid de Cristiano Ronaldo, Kaká, Xabi Alonso e Sérgio Ramos, com vitória por 1 a 0 em Lyon e empate por 1 a 1 na Espanha. Os franceses ainda passaram pelo compatriota Bordeaux, nas quartas, antes de cair na semifinal com duas derrotas para o Bayern de Munique que tinha Robben “reforçando” a base da seleção alemã. (Foto: AP)

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Monaco (2003/2004)
O Monaco estava longe de ser um dos clubes mais ricos do mundo quando fez sua melhor campanha no torneio. Com um setor ofensivo de Morientes, com história na seleção espanhola e no Real Madrid, e no francês Giuly, que foi ao Barcelona na sequência, o então vice-campeão francês avançou como líder do grupo e mostrou força nas quartas de final, eliminando o Real Madrid pelos gols como visitante (perdeu de 4 a 2 na Espanha e venceu por 3 a 1 na França), passou pelo já bilionário Chelsea na semifinal com 3 a 1 em casa e 1 a 1 na Inglaterra. Só parou na final, perdendo por 3 a 0 para o Porto de José Mourinho e Deco. (Foto: AP)

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Panathinaikos (1995/1996)
Em uma Champions com formato mais enxuto, o campeão grego surpreendeu. Passou pelo croata Hajduk Split na fase preliminar só por ter feito gol como visitante (0 a 0 em casa e 1 a 1 fora), mas, na sequência, liderou um grupo que tinha o Porto. Eliminou o polonês Legia nas quartas de final e, na semifinal, contra o Ajax, atual campeão europeu e ainda com Van Der Sar, Frank e Ronald De Boer, Davids e Kluivert, chegou a sonhar em ir mais longe. Na Holanda, na ida, o Panathinaikos venceu por 1 a 0, definido aos 42 do segundo tempo em finalização do polonês Warzycha, eterno ídolo do clube. Bastava manter o empate na Grécia para ir à final. Só que o Ajax, com dois gols de Litmanen, aplicou 3 a 0 e avançou. (Foto: AP)

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Schalke 04 (2010/11)
Veterano e sem espaço em uma nova era galáctica no Real Madrid, o atacante Raul foi para o Schalke 04 e, com cinco gols ao longo da campanha, transformou o então vice-campeão alemão na sensação da Champions. A equipe liderou grupo que tinha Benfica e Lyon, passou pelo Valencia nas oitavas e humilhou a Inter de Milão, que defendia o título europeu, nas quartas: ganhou por 5 a 2 na Itália e confirmou a vaga impondo 2 a 1 na Alemanha. Só parou no Manchester United, perdendo os dois jogos na semifinal. (Foto: AP)

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Valencia (1999/2000)
O time chegou à Champions apenas como quarto colocado do Espanhol anterior, mas foi mostrando sua força. Liderou a primeira fase de grupos, mesmo com Bayern de Munique como oponente, ficou atrás apenas do Manchester United na segunda fase de grupos e passou por Lazio e Barcelona nas quartas e nas semifinais, respectivamente, impondo goleadas jogando em casa. Só parou na decisão, perdendo por 3 a 0 para o Real Madrid de Raúl e Roberto Carlos. E há um adendo: no ano seguinte, voltou à final europeia, caindo apenas nos pênaltis para o Bayern de Munique. (Foto: AP)

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Villarreal (2005/2006)
Terceiro colocado no Espanhol anterior, o Submarino Amarelo de Marcos Senna, Sorín, Riquelme e Diego Forlán, comandado pelo técnico chileno Manuel Pellegrini, surpreendeu a Europa. Liderou grupo que tinha Manchester United e Benfica e, na garra e na emoção, eliminou Rangers-ESC e Inter de Milão nas fases seguintes. Nas semifinais, contra o Arsenal, perdeu a ida por 1 a 0, na Inglaterra e, em casa, já nos acréscimos, não foi mais longe porque o goleiro Lehmann defendeu pênalti cobrado por Riquelme, mantendo o 0 a 0. Frustrante, mas digno de aplauso para o Villarreal. (Foto: AP)