Gringos que saíram em baixa do Brasil e voltaram a brilhar no exterior

Ricardo Centúrion chegou ao Morumbi em 2015 após um bom Campeonato Argentino no ano anterior e parecia ser uma boa promessa para o São Paulo. Mas o que se viu nos 18 meses que ele vestiu a camisa do Tricolor não agradou em nada a torcida, que pegava bastante no pé do argentino. Em agosto de 2016, o clube paulista emprestou o meia ao Boca Juniors e ele tem sido um dos principais jogadores da equipe, que até estuda a possibilidade de pagar 6 milhões de dólares para contar com o atleta em definitivo. Mas Centurión não foi o único gringo que não deixou saudades no Brasil e fez ótimas atuações em seus clubes seguintes. Confira uma lista com 10 jogadores que fizeram o mesmo.

Por Matheus Ribeiro (@_ribeirom)

Gringos que saíram em baixa do Brasil e voltaram a brilhar no exterior

Hugo Colace – Colace chegou ao Flamengo em 2007 indicado por Mancuso, que fez ótima carreira no Brasil, e já fez exigências, querendo até a faixa de capitão. Jogou apenas cinco vezes pelo Fla e o momento mais marcante foi sua expulsão contra o Vasco aos 22 minutos de jogo, 15 após entrar em campo. Se não deixou saudade na Gávea, o argentino foi amado no Barnsley, da segunda divisão inglesa, fazendo mais de 100 jogos em quatro temporadas e sendo eleito o jogador do ano em 2009/10. Foto: AP

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Maxi Biancucchi – Ah, o primo do Messi… Ele até começou bem sua passagem pelo Flamengo em 2007 sendo decisivo em um Fla-Flu, mas não rendeu o esperado e acabou virando reserva por muito tempo. Ele também não deixou muitas saudades no Cruz Azul logo em sequência, mas contribuiu bastante com o Olímpia sendo um talismã saindo do banco em 2011, marcando em vários jogos importantes. E curiosamente, sua melhor fase da carreira veio em dois times brasileiros, mas com menos badalação. Ele atuou por Vitória e Bahia agradando as duas torcidas enquanto estava do seu lado, principalmente aos rubro-negros por sempre se destacar em clássicos. Foto: AP

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Neicer Reasco – Após se destacar quando a LDU ainda começava a aparecer para o cenário sul-americano, Neicer Reasco foi contratado pelo São Paulo em 2006. Em sua estreia, ele sofreu uma lesão na fíbula que o afastou de todo o ano. Na temporada seguinte, ele foi ganhando mais espaço, mas assim que teve a confiança da torcida, ele fraturou a tíbia após uma entrada forte. Em 2008, ele voltou ao time de Quito para suprir a ausência de Jofre Guerrón e voltou a seus bons tempos, acumulando mais de 200 partidas, quatro títulos e três aparições na seleção da América até deixar o clube em 2016. Foto: AP

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Ruben Sambueza – O argentino chegou ao Flamengo em 2008 com duas grandes responsabilidades: Usar a 10 que era de Zico e substituir Renato Augusto. Foram apenas sete jogos e uma decepção imensa com a camisa rubro-negra. Ele achou seu melhor futebol no México, começando pelo Estudiantes Tecos e chegando ao maior clube do país, o América, onde foi um dos principais jogadores e capitão durante parte de sua passagem que durou quatro anos. Foto: AP

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Patricio Urrutia – Vindo da algoz LDU, Patricio Urrutia foi uma contratação de peso do Fluminense em 2009 e jogou apenas cinco partidas, o suficiente para irritar torcedores e para que a diretoria rescindisse seu contrato. Ele voltou para a equipe de Quito e foi peça importante na conquista de duas Recopas Sul-americanas e um Campeonato Equatoriano logo nos dois anos seguintes após não deixar nenhuma saudade nas Laranjeiras. Foto: AP

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Alejandro Chumacero – O “Schweinsteiger boliviano” teve uma breve passagem pelo Sport em 2013 e atuou em apenas oito partidas. No ano seguinte, ele voltou ao The Strongest, onde começou sua carreira, e voltou a jogar bem. Desde então, ele é titular indiscutível do Tigre e é presença certa nas convocações da seleção local. Foto: Gazeta Press

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José Luis Sierra – O chileno chegou ao São Paulo de helicóptero em 1995 com toda a pompa de que seria um imenso reforço para o Tricolor, mas pouco fez na equipe paulista e foi negociado com o Colo-Colo na temporada seguinte. No Cacique, ele ganhou três títulos nacionais seguidos e ajudou a equipe a chegar à semifinal da Libertadores de 1997. Foto: AP

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Sebá Dominguez – Esforçado e só. É assim que alguns torcedores corinthianos resumiriam a passagem de Sebá pelo clube. O zagueiro chegou em 2005 no pacotão argentino junto com Mascherano e Tevez, mas atuou apenas 38 vezes em dois anos e colecionou vários gols contra. Em 2007 e 2008, Dominguez teve boas passagens por Estudiantes de La Plata e América do México, respectivamente, mas onde ele se firmou de verdade foi no Vélez Sársfield, ganhando três títulos nacionais. Foto: Gazeta Press

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Johnny Herrera – O torcedor corinthiano tem péssimas lembranças de Johnny Herrera, que foi contratado na época da MSI e não contribuiu muito para a equipe. Em 2007, ele voltou ao Chile para jogar no Everton e logo assumiu a faixa de capitão, levantando a taça do Apertura de 2008. Mas o grande sucesso de Herrera veio quando voltou ao time em que foi formado, a Universidad de Chile. São quatro títulos chilenos, duas copas locais, uma Sul-americana e vaga cativa na reserva da seleção, levando duas Copas Américas. Foto: AP

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Juan Salgueiro – Parecia que Salgueiro iria se firmar no Botafogo em 2016, principalmente após cair nas graças da torcida ao marcar o gol de um empate emocionante contra o Flamengo. Mas sua produção caiu e ele foi preterido pelo técnico Jair Ventura, não sendo nem relacionado para o banco nos últimos três meses. Em 2017, ele é titular absoluto do Nacional do Paraguai, tendo participado de 16 dos 17 jogos no ano e marcado quatro gols. Foto: Gazeta Press

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