Atletas usaram o esporte para protestar contra a política

Por Arthur Moreno (@Arthurmorenoo)

“Eu gosto de um político por causa do meu mestre: Lula na cadeia e Bolsonaro presidente 2018”. A frase acima foi dita pelo lutador de MMA, Darren Till, após vencer uma luta no UFC de Roterdã. Porém, não é só o lutador que usa o esporte como um caminho para protestar contra a política. Conheça outros seis casos de atletas indignados com a política.

Atletas usaram o esporte para criticar a política

SÓCRATES – JOGADOR DE FUTEBOL – Um dos maiores ídolos da história do Corinthians, Sócrates sempre foi um atleta e cidadão muito politizado. O jogador foi um dos responsáveis pelo início da histórica ‘Democracia Corintiana’. Mas não foi só no futebol que o jogador tomou a frente na briga política. Sócrates era um dos principais nomes na luta pelas ‘Diretas Já’. Em 1984, em comício no Vale do Anhangabaú, para mais de 1,7 milhões de pessoas, o jogador disse: “Se a eleição direta para presidente passar, eu não deixo o Brasil para jogar na Itália”. A multidão foi à loucura. (Foto: Gazeta Press)

Atletas usaram o esporte para criticar a política

JOGADORES DO CATAR – Em partida válida pelas Eliminatórias asiáticas para a Copa de 2018, Os jogadores do Catar surgiram em campo vestidos com camisas brancas com o retrato de Emir Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani, cuja imagem se tornou um símbolo de desafio e resistência do Catar ao boicote dos seis vizinhos que precipitou uma crise diplomática e política na região. Os vizinhos acusam o país de apoio ao terrorismo. A FIFA proíbe expressamente qualquer mensagem política e religiosa nos uniformes dos jogadores. (Foto: Getty Images)

Atletas usaram o esporte para criticar a política

ATLETAS NEGROS MÉXICO 1968 – ATLETISMO – Durante o pódio dos 200m rasos, Tommie Smith, medalha de ouro, e John Carlos, de bronze, baixaram ligeiramente a cabeça e ergueram desafiadoramente um braço com luva preta, na saudação consagrada pelos Panteras Negras, grupo que fez história no combate à discriminação nos Estados Unidos. A imagem se tornou uma das mais célebres da história dos jogos olímpicos. (Foto: Getty Images)

Atletas usaram o esporte para criticar a política

COLIN KAEPERNICK – FUTEBOL AMERICANA – O quarterback do São Francisco 49ers se recusou a ficar de pé durante o hino nacional americano em 2016, em protesto contra os atos de racismo no país e falta de políticas à favor da minoria. No mesmo momento, o atleta, principal responsável pela ida da franquia de São Francisco ao Super Bowl de 2013, ouviu vaias. Até hoje, Kaepernick colhe os frutos daquele protesto: ele está sem time para jogar. (Foto: Getty Images)

Atletas usaram o esporte para criticar a política

JOGADORES LEI PELÉ – Na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, jogadores de alguns times do futebol brasileiro protestaram contra as mudanças previstas na Lei Pelé. Os atletas utilizaram uma faixa preta no braço em repúdio as alterações, principalmente contra a remoção do chamado ‘direito de arena’, pagamento feito aos jogadores que têm seus jogos transmitidos na televisão. (Foto: Gazeta Press)

Atletas usaram o esporte para criticar a política

FEYISA LILESA – MARATONISTA – O maratonista etíope conquistou a prata nos jogos olímpicos do Rio. Após cruzar a linha de chegada, Feyisa cruzou os braços, sinal de repúdio ao governo do presidente Malatu Tshome. Dezenas de pessoas do grupo étnico Oromos, grupo do qual Feyisa pertence, morreram por conta de protesto contra o governo. Feyisa chegou a ficar no Brasil um tempo com medo de represálias quando voltasse ao seu país. (Foto: Getty Images)