Atletas que enfrentaram obstáculos e preconceito por questões de gênero

A questão de gênero é muito mais complexa do que se dizer se um atleta é homem ou mulher. Ao longo da história, distúrbios, doenças e até fraudes foram cometidas por atletas que sofreram preconceito e em alguns casos tentaram até o suicídio.

Caster Semenya

A sul-africana Caster Semenya é campeã olímpica dos 800 metros e pode ser obrigada a parar de competir por ser vítima de hiperandrogenismo, um mal que faz com que seu corpo produza mais do que o normal testosterona, hormônio masculino. E, sendo assim, ocorre uma espécie de doping involuntário. Foto: AP

Dutee Chand

O mesmo mal de Caster atinge a indiana Dutee Chand, que está longe da elite dos 100 metros rasos, mas procurou a Corte Arbitral do Esporte para que fosse liberada para competir. A CAS suspendeu por dois anos as regra proibitiva da federação de atletismo, que a barrava e impedia também Caster de correr. Ainda é incerto o que ocorrerá ao fim do período. Foto: AP

Santhi Soundarajan

A também indiana Santhi Soundarajan (2103 na foto) perdeu sua medalha de prata dos 800 metros nos Jogos Asiáticos de 2006 depois de ter sido reprovada no teste de feminilidade. Sem poder mais competir, a atleta voltou para sua cidade natal e sofreu com depressão, o que a levou até a uma tentativa de suicídio ingerindo remédios veterinários. Foto: Getty Images

Edinanci Silva

Bicampeã pan-americana e primeira brasileira a disputar cinco Olimpíadas, a paraibana Edinanci Silva teve de passar por uma cirurgia pouco antes dos Jogos de Atlanta, em 1996, quando foi reprovada no constrangedor teste de feminilidade exigido pelo Comitê Olímpico Internacional. Ainda assim, terminou em sétimo lugar. Foto: AP

Érika Coimbra

A jogadora de vôlei Érika Coimbra teve de passar por cirurgia e tratamento hormonal a partir e 1997, quando durante o Campeonato Mundial juvenil não foi aprovada no teste de feminilidade. Sua presença foi questionada inclusive por times que disputavam a Superliga. De volta à seleção e aprovada no teste, foi bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000. Foto: Divulgação

Bruce Jenner

O americano Bruce Jenner foi campeão olímpico e bateu o recorde mundial do decatlo nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976. Quase 40 anos depois, posou para a capa da revista Vanity Fair, mostrando o fim de sua transição para mudança de gênero: agora o nome da ex-atleta, que durante décadas precisou esconder sua sexualidade, é Caitlyn. Foto: Getty Images

Dora Ratjen

A alemã Dora Ratjen foi quarta colocada no salto em altura na Olimpíada de Berlim, em 1936, e dois anos depois quebrou o recorde mundial da prova no Campeonato Europeu. Pouco depois, porém, descobriu-se que a atleta era na verdade um homem. Seus resultados foram cassados, mas Dora, que morreu em 2008, alegou que foi criada e sempre se sentiu uma mulher. Foto: Reprodução