Arenas que já receberam eventos importantes e hoje estão 'abandonadas'

Grandes instalações esportivas são, num primeiro momento, motivo de orgulho e alegria para a comunidade local. Geralmente lotadas, trazem mais “vida” à região, além de aquecer a economia por um momento. Entretanto, muitas construções foram abandonadas – na maioria das vezes, por descaso dos administradores. O Yahoo Esportes relembra alguns estádios de futebol e arenas esportivas que estão praticamente entregues às baratas.

Por Luiz Anversa (@luiz_anversa)

 

Arenas que já receberam eventos importantes e hoje estão “abandonados’

Silverdome – o estádio chegou a ser utilizado na Copa de 1994. Antiga casa do time de futebol americano Detroit Lions, hoje tem até plantas nascendo no gramado. Que abandono! Foto: AP.

Arenas que já receberam eventos importantes e hoje estão “abandonados’

Vila Olímpica de Sochi – os Jogos de Inverno no balneário russo, realizados em 2014, foram os mais caros feito até hoje. O investimento foi de R$ 121 bilhões, contra R$ 38,7 bi das Olimpíadas no Rio. Dois meses após a realização das disputas esportivas, as instalações foram completamente abandonadas. Prédios vazios e áreas da Vila Olímpica cobertas por lama tornam o local uma verdadeira cidade fantasma. Foto: AP

Arenas que já receberam eventos importantes e hoje estão “abandonados’

Arenas e estruturas olímpicas de Atenas – os Jogos de 2004 na capital grega foram uma alegria no momento da realização. O berço da democracia ocidental, porém, mostrou que não estava preparado para o “pós”. Os gastos foram exorbitantes. Alguns especialistas apontam que ali começou a crise econômica vivida até hoje pelo país. A arena de vôlei de praia, a Vila Olímpica e os espaços de canoagem e caiaque se transformaram em lixo e poeira. Foto: AP

Arenas que já receberam eventos importantes e hoje estão “abandonados’

Houston Astrodome – o estádio já foi a casa do Houston Astros, do beisebol, e do extinto Houston Oilers (atualmente Houston Texans). Uma parte foi demolida, mas sua estrutura não pode ser alterada, já que faz parte do Registro Nacional de Lugares Históricos. Parece uma casa de fantasmas! Foto: AP.

Arenas que já receberam eventos importantes e hoje estão “abandonados’

Vila Olímpica de Berlim – tudo bem que os Jogos da capital alemã aconteceram em 1936, quando o país ainda era governado por Adolf Hitler. Mas o descaso das instalações é de chorar. Estão em ruínas! Foto: AP

Arenas que já receberam eventos importantes e hoje estão “abandonados’

Arena Amazônia – aqui temos o significado da expressão “elefante branco”. O estádio tem capacidade para mais de 44 mil torcedores. A média de público do Campeonato Amazonense é a pior do País: 217 testemunhas por partida. A faraônica obra custou R$ 605 milhões. O estádio tenta se manter com eventos corporativos, shows e jogos de futebol…de times de outros Estados, claro. O maior público do estádio foi num clássico entre Vasco e Flamengo em abril do ano passado, com mais de 44 mil espectadores. Foto: Futura Press

Arenas que já receberam eventos importantes e hoje estão “abandonados’

Estádio Mané Garrincha – ao custo de R$ 1,8 bilhão, o estádio mais caro da Copa do Mundo tem manutenção anual estimada em R$ 13 milhões. Com 71 mil lugares nas arquibancadas, o estádio não foi planejado adequadamente para o local, que não tem um campeonato estadual forte de futebol. Para diminuir seu gasto com alugueis, o Governo do Distrito Federal já instalou três secretarias por lá. As autoridades apostam numa agenda robusta de jogos de futebol (de times de fora, claro) e shows para tentar viabilizar parte do estádio. Foto: Futura Press

Arenas que já receberam eventos importantes e hoje estão “abandonados’

Maracanã – o estádio mais famoso do mundo é o símbolo absoluto do descaso. Por dentro, bancos rasgados, cadeiras jogadas e muito entulho. O lendário espaço foi utilizado na Copa do Mundo e na Olimpíada, mas a um custo de R$ 1,3 bilhão aos cofres públicos. Em boletim de ocorrência, foram registrados o furto de duas televisões, um pino de mangueira de incêndio e dois bustos – sendo um deles do jornalista Mário Filho, que dá nome ao Maracanã. O estádio pertence ao governo do Estado do Rio. Em 2013, após uma licitação, a administração foi entregue por 35 anos ao consórcio Maracanã S/A (liderado pela Odebrecht). Em março de 2016, o consórcio cedeu o Maraca ao Comitê Organizador Rio-2016 para a Olimpíada e Paralimpíada. No momento da devolução, o consórcio não aceitou o estádio de volta, alegando que que o mesmo não estava em condições semelhantes de quando foi cedido. Hoje, o estádio símbolo do Brasil está sem dono e abandonado. Foto: Gazeta Press