6 dicas para não cair em armadilhas na Black Friday

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Ainda que consolidada no Brasil e com consumidores cada vez mais atentos, a Black Friday brasileira não está livre do apelido “Black Fraude”. As expectativas são altas, mas as decepções podem ser maiores.

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Segundo o professor de Direito do Consumidor da LFG Fabrício Bolzan de Almeida, entre os direitos do consumidor mais violados na Black Friday estão falta de informação adequada e de proteção contra práticas abusivas e de transparência contratual.

"O número de publicidades enganosas veiculadas ao longo do mês de novembro, assim como o registro de condutas comerciais abusivas, superam os limites do razoável", diz.

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Para evitar esses desgastes, o Procon de São Paulo e o professor Fabrício Bolzan de Almeida listaram algumas dicas importantes.


O consumidor deve evitar clicar em links e ofertas recebidas por e-mail ou redes sociais, fazendo sempre a consulta da página oficial da loja, de preferência digitando o endereço do site. A dica é do Procon. (Foto: Getty Images)
Evite links suspeitos
O consumidor deve evitar clicar em links e ofertas recebidas por e-mail ou redes sociais, fazendo sempre a consulta da página oficial da loja, de preferência digitando o endereço do site. A dica é do Procon. (Foto: Getty Images)
Fuja de sites ou fornecedores que recebem somente por boleto, pois "é uma prática comum que esse tipo de empresa acabe encerrando suas atividades sem dar explicações sobre o seu paradeiro, gerando prejuízo enorme ao consumidor, que quase nunca consegue recuperar o valor pago", explica o especialista em Direito do Consumidor. Pagamento no cartão de crédito facilita o estorno em caso de pagamento indevido. (Foto: Valery Matytsin/Getty Images)
Pagamento só por boleto? Evite!
Fuja de sites ou fornecedores que recebem somente por boleto, pois "é uma prática comum que esse tipo de empresa acabe encerrando suas atividades sem dar explicações sobre o seu paradeiro, gerando prejuízo enorme ao consumidor, que quase nunca consegue recuperar o valor pago", explica o especialista em Direito do Consumidor. Pagamento no cartão de crédito facilita o estorno em caso de pagamento indevido. (Foto: Valery Matytsin/Getty Images)
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, em compras feitas fora do estabelecimento, o cliente tem sete dias para “se arrepender”, cancelar a compra, devolver o produto e pedir o dinheiro de volta - o prazo passa a contar da data da compra ou da entrega do produto. (Foto: Getty Images)
Devolução em até 7 dias
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, em compras feitas fora do estabelecimento, o cliente tem sete dias para “se arrepender”, cancelar a compra, devolver o produto e pedir o dinheiro de volta - o prazo passa a contar da data da compra ou da entrega do produto. (Foto: Getty Images)
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A recomendação do especialista é fazer uma captura de tela no celular (o popular "print" ou "screenshot") do anúncio para não ser surpreendido com mudanças indevidas de preços no momento do pagamento. "É o melhor meio de prova para exigir, ainda que perante o Poder Judiciário, o pagamento pelo valor correto ou o estorno da diferença em caso de cobrança indevida. Aliás, o Código do Consumidor autoriza o comprador a reaver em dobro a quantia paga a partir de uma cobrança imprópria. Desta forma, se a cobrança indevida foi de R$ 100, o consumidor terá o direito de recuperar R$ 200." (Foto: Robert F. Bukaty/AP)
'Print' na tela
A recomendação do especialista é fazer uma captura de tela no celular (o popular "print" ou "screenshot") do anúncio para não ser surpreendido com mudanças indevidas de preços no momento do pagamento. "É o melhor meio de prova para exigir, ainda que perante o Poder Judiciário, o pagamento pelo valor correto ou o estorno da diferença em caso de cobrança indevida. Aliás, o Código do Consumidor autoriza o comprador a reaver em dobro a quantia paga a partir de uma cobrança imprópria. Desta forma, se a cobrança indevida foi de R$ 100, o consumidor terá o direito de recuperar R$ 200." (Foto: Robert F. Bukaty/AP)
"Infelizmente, é muito comum o fornecedor aumentar o preço do produto ou do serviço dias antes da Black Friday e reduzi-lo na última sexta-feira do mês de novembro. Por isso, é importante que o consumidor tenha acompanhado a variação do preço do bem desejado nos últimos meses", orienta Bolzan de Almeida (Foto: Brendan McDermid/Reuters)
Fique de olho na maquiagem do preço
"Infelizmente, é muito comum o fornecedor aumentar o preço do produto ou do serviço dias antes da Black Friday e reduzi-lo na última sexta-feira do mês de novembro. Por isso, é importante que o consumidor tenha acompanhado a variação do preço do bem desejado nos últimos meses", orienta Bolzan de Almeida (Foto: Brendan McDermid/Reuters)
Muitas vezes, a oferta anuncia um determinado preço, mas o valor aumenta sem qualquer motivo no momento do pagamento. "O Código de Defesa do Consumidor prevê em seu artigo 30 que a oferta (anúncio) vincula o fornecedor a vender pelo preço anunciado. Logo, ele estará obrigado a vender pelo valor inicial", esclarece o especialista. (Foto: Stephanie Keith/Reuters)
Atente-se ao valor no fechamento da compra
Muitas vezes, a oferta anuncia um determinado preço, mas o valor aumenta sem qualquer motivo no momento do pagamento. "O Código de Defesa do Consumidor prevê em seu artigo 30 que a oferta (anúncio) vincula o fornecedor a vender pelo preço anunciado. Logo, ele estará obrigado a vender pelo valor inicial", esclarece o especialista. (Foto: Stephanie Keith/Reuters)

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