10 técnicos renomados que não tiveram o mesmo sucesso como jogadores

Por Vítor Dalseno

Exemplos de grandes jogadores que se transformaram em técnicos vitoriosos não faltam: Zinedine Zidane, Pep Guardiola, Johan Cruyff, Muricy Ramalho, Emerson Leão. Porém, há outros tantos cuja trajetória como atleta em nada lembra o sucesso obtido na função de treinador.

Tite

As seguidas lesões representaram o principal empecilho para que o então meio-campista se firmasse nos times por que passou – entre os quais Portuguesa e Guarani. Aos 27 anos, após diversos problemas nos joelhos e sete cirurgias, decidiu pendurar as chuteiras. Como treinador, compensou as adversidades dos tempos de jogador, vencendo Campeonato Brasileiro, Libertadores e Mundial de Clubes. Foto: Gazeta Press

José Mourinho

Durou cerca de cinco anos a carreira profissional do português como jogador de futebol, e entre as equipes de maior destaque que defendeu como meia estão os inexpressivos Rio Ave e Belenenses. Antes dos 30 anos, decidiu que seria treinador, e a escolha se mostrou acertada: entre outros títulos, ostenta o bicampeonato da Liga dos Campeões. Foto: Divulgação/Belenenses

Vanderlei Luxemburgo

Mesmo tendo feito parte do elenco do Flamengo em três títulos cariocas na década de 1970, Luxemburgo ficou conhecido como o reserva de Júnior, um dos maiores ídolos da história rubro-negra. O jogador comum se transformou no técnico com mais conquistas do Campeonato Brasileiro em todos os tempos: cinco canecos, o mesmo número de Lula, treinador do Santos na era Pelé. Foto: Gazeta Press

Alex Ferguson

Apesar de artilheiro (fez 186 gols em 344 partidas), teve a carreira como atacante restrita a clubes escoceses e marcada por fracassos – como na final da Copa da Escócia de 1969, quando defendia o Rangers e foi considerado culpado pelo primeiro gol da derrota de 4 a 0 na final, para o rival Celtic. Em quase 30 anos como técnico do Manchester United, venceu 13 vezes o Campeonato Inglês e duas a Liga dos Campeões. Foto: Divulgação/Rangers

Felipão

Zagueiro cuja garra se sobrepunha à técnica, passou a maior parte da carreira no Rio Grande do Sul, onde defendeu Juventude e Caxias. O único título, do Campeonato Alagoano, veio em sua última temporada como profissional, aos 33 anos, pelo CSA. Na função de treinador, além de ter comandado o Brasil no penta mundial, em 2002, foi bicampeão da Libertadores. Foto: Gazeta Press

Jorge Sampaoli

Quando atuava nas categorias de base do Newell`s Old Boys, aos 19 anos, uma lesão grave na fíbula interrompeu de maneira precoce a carreira do argentino. Logo passou a se dedicar à função de treinador, e foi no Chile que se consagrou. Conduziu a seleção local à conquista do primeiro título de expressão em sua história: a Copa América de 2015. Foto: Reprodução

Jurgen Klopp

Um lateral-direito que defendeu clubes modestos da Alemanha, como Mainz e Frankfurt, e jamais conquistou um título enquanto jogador. No comando do Borussia Dortmund, recolocou o time no caminho dos títulos, ao conquistar o bicampeonato alemão, e se notabilizou como um dos técnicos mais prestigiados da atualidade. Foto: Getty Images

Marcelo Bielsa

Controverso mas considerado por muitos um revolucionário, virou nome de estádio graças às façanhas conquistadas pelo Newell`s Old Boys, clube que comandou no tricampeonato argentino alcançado no início dos anos de 1990. A carreira como zagueiro durou apenas cinco anos, contou com somente um gol marcado e nenhum troféu. Foto: Divulgação/Newell’s

Arrigo Sacchi

Quando era criticado por nunca ter jogado futebol profissionalmente, respondia: “Não sabia que para se tornar jóquei era preciso ter sido cavalo”. A paixão pelas táticas e o comando técnico surgiu por volta dos 25 anos, quando jogava em times amadores. Cerca de duas décadas mais tarde, atingiu o ápice no comando do Milan, com o título italiano e o bicampeonato da Liga dos Campeões. Foto: Getty Images

Rubens Minelli

Tricampeão brasileiro como treinador, o paulista também teve a trajetória como jogador encurtada por causa de uma lesão séria. Em 1956, aos 27 anos, quando atuava na ponta esquerda do São Bento de Sorocaba, decidiu se aposentar após fraturar a perna esquerda. Duas temporadas antes, conquistara pelo Taubaté a segunda divisão do Campeonato Paulista, seu único título como atleta. Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press