10 polêmicas intermináveis do futebol

Separar dez polêmicas intermináveis do futebol é algo muito fácil, pois controvérsia é o que não falta em se tratando do esporte bretão. A paixão clubística do torcedor estende estas discussões por anos e décadas e não deixa com que elas terminem. Confira aqui dez polêmicas sem fim envolvendo o futebol brasileiro.

Por Caio Calazans (@cabrito13)

10 polêmicas intermináveis do futebol

Mundial de Clubes da Fifa x Copa Intercontinental – Disputada entre 1960 e 2004, a Copa Intercontinental colocava frente a frente o campeão da Copa Libertadores contra o vencedor da Copa dos Campeões da Europa. Em 2000, a FIFA criou a Copa do Mundo de Clubes e reuniu os melhores times das seis Copas Continentais do mundo mais o campeão do país-sede. Flamengo (1981), Grêmio (1983), Santos (1962 e 1963) e São Paulo (1992 e 1993) venceram a primeira. Corinthians (2000 e 2012), Internacional (2006) e São Paulo (2005) venceram o segundo. Foto: AP

10 polêmicas intermináveis do futebol

Flamengo x Atlético Mineiro – Libertadores de 1981 – Mengão e Galo caíram no mesmo grupo na primeira fase, junto a Olímpia e Cerro Porteño do Paraguai. Pelo regulamento daquela época, somente o melhor se classificava. Flamengo e Atlético chegaram ao fim iguais na ponta do grupo. Foi marcado um jogo de desempate no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Naquela partida, o árbitro José Roberto Wright expulsou cinco jogadores do Atlético Mineiro, causando uma grande confusão que levou o Flamengo a vencer por WO e se classificar para a fase final. Foto: Gazeta Press

10 polêmicas intermináveis do futebol

Viradas de Mesa do Fluminense – Rebaixado no Campeonato Brasileiro de 1996, o Tricolor foi beneficiado com uma virada de mesa da CBF e permaneceu na primeira divisão. No ano seguinte, voltou a cair para a segundona e, em 1998, foi rebaixado para a Série C do Brasileirão. Em 2000, a CBF repassou a organização do campeonato ao Clube dos 13, que criou a Copa João Havelange. O Fluminense havia sido o campeão da terceira divisão de 1999 e foi alçado direto para a elite. Foto: AP

10 polêmicas intermináveis do futebol

Copa Rio – Por iniciativa da Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF), a Copa Rio foi criada com o objetivo de ser o primeiro mundial de clubes, com a referência da Copa do Mundo. A final foi disputada no Estádio do Maracanã em 22 de julho, com 100 mil pessoas nas arquibancadas. O Palmeiras foi o campeão com empate por dois gols com a Juventus-ITA após ter vencido a primeira partida por um a zero. Tanto o Verdão (campeão em 1951) quanto o Fluminense (vencedor em 1952) se consideram os primeiros campeões mundiais dentre os times brasileiros. Foto: Gazeta Press

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Campeonato Brasileiro de 1987 – A Copa João Havelange não foi a única “lambança” organizada pelo Clube dos 13. Em 1987 a CBF e Clube dos 13 criaram a Copa União, um Brasileirão da primeira divisão dividido em dois módulos de 16 times cada. Um quadrangular final com os dois melhores de cada módulo, decidiria quem seria o campeão brasileiro daquele ano. Apoiados pelo Clube dos 13, Flamengo e Internacional recusaram-se a participar do quadrangular final e perderam as partidas por WO. Sport Recife e Guarani jogaram a final e o clube pernambucano foi o campeão de 1987. Foto: AP

10 polêmicas intermináveis do futebol

Taça das Bolinhas – Criada pela CBF em 1975, o trofeu Copa Brasil foi criado para premiar o primeiro clube campeão três vezes seguidas ou cinco alternadas a partir daquele ano. Auto-declarado campeão de 1987, o Flamengo brigou por anos com a CBF pela posse da tal “Taça das Bolinhas”. Quando o São Paulo venceu o Brasileirão de 2007, atingiu a quinta conquista e a CBF chegou a entregar a taça ao clube paulista em 2010, mas recebeu de volta em 2012 por conta de uma liminar do Flamengo. Foto: Gazeta Press

10 polêmicas intermináveis do futebol

Água Batizada em 1990 – Na primeira fase da Copa do Mundo da Itália, o Brasil se classificou com três vitórias por placares mínimos, sem empolgar. A Argentina passou raspando, em terceiro lugar no próprio grupo. No dia 24 de junho, ambos se enfrentaram pelas oitavas de final. Caniggia marcou o gol da vitória albiceleste após receber lançamento de Maradona. Anos depois da partida, o craque camisa 10 da Argentina revelou que naquele do jogo, o lateral brasileiro Branco pediu água ao massagista da seleção argentina, que teria dado um frasco com e sonífero ao camisa 6 brasileiro. Foto: AP

10 polêmicas intermináveis do futebol

Esquema Parmalat – No início da década de 1990, a multinacional italiana Parmalat deciciu investir pesado no futebol nacional assumindo uma co-gestão no Palmeiras. A empresa despejou quantias vultosas e trouxe um esquadrão de craques ao alviverde, entre eles Edmundo, Roberto Carlos, Cafu, Rivaldo e Edílson. Além do clube paulista, a companhia também investiu no Juventude-RS. Endinheirado, o Palmeiras conquistou muitos títulos, às vezes com reclamações de favorecimentos nos bastidores. Também houve negociações suspeitas como as que tiraram os jogadores Cafu e Antônio Carlos do São Paulo. Foto: Gazeta Press

10 polêmicas intermináveis do futebol

Campeonato Brasileiro de 2005 – Em 24 de setembro de 2005, o árbitro Edílson Pereira de Carvalho foi preso pela Polícia Federal acusado de participação de esquema de apostas que envolvia manipulação de resultados. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu anular as 11 partidas que Edílson havia apitado. O Campeonato Brasileiro já estava em andamento. No final o Corinthians sagrou-se campeão brasileiro pela quarta vez, mas ficou quatro pontos à frente do Internacional. Pontos que recuperou nas partidas remarcadas que havia perdido. Clássicos contra Santos (vitória) e São Paulo (empate). Foto: AP

10 polêmicas intermináveis do futebol

Rebaixamento do São Paulo no Paulistão 1990 – O Campeonato Paulista de 1990 contava com 24 clubes e o regulamento dizia que apenas os 14 primeiros continuariam na primeira divisão no ano seguinte. Terminando a disputa na inacreditável 15ª colocação, o São Paulo foi beneficiado pela confusão do regulamento da Federação Paulista, que acabou permitindo que o São Paulo entrasse novamente na divisão de elite no ano seguinte sem disputar a segunda divisão. Foto: Gazeta Press