10 mulheres que mostraram que o esporte não é apenas coisa de homem

Que muitos esportes têm amplo domínio masculino, isso não é novidade para ninguém. Porém, no decorrer da história, muitas mulheres mostraram que poderiam dividir, e até mesmo serem protagonistas, diante do sexo oposto. Entretanto, algumas delas tiveram que se provar durante muito anos – algumas até se disfarçar de homem – para fazer o que mais amavam. Conheça dez histórias de mulheres que provaram que muitos esportes podem – e devem – ser também lugar de mulher.

Por Arthur Moreno @Arthurmorenoo

10 mulheres que mostraram que o esporte não é apenas coisa de homem

10 – KATIE HNIDA – Futebol Americano Universitário – Nascida em 1981, Katie foi a primeira mulher a marcar pontos na NCAA, principal liga universitária do futebol americano nos Estados Unidos. Atuando como Kicker, ela fez os seus primeiros pontos pela Universidade Novo México, em 2003, chutando um extra point contra a Universidade do Texas. Hoje, Katie dá palestrar sobre o combate ao machismo no esporte. Foto: AP

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9 – EMILLY LIMA – Futebol – Pode até parecer estranho, mas apenas em 2016 uma mulher assumiu o comando da seleção brasileira feminina de futebol. Ex-técnica das categorias de base, Emily Lima assumiu o cargo após a demissão de Vadão. Sua estreia foi com goleada contra a Bolívia. Vitória por 6 a 0, em abril deste ano, na Arena da Amazônia. Foto: Reprodução/Instagram/@emilylima_oficial

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8 – CORINNE DIACRE – Futebol – Em agosto de 2014, Corinne Diacre estreou no comando do Clermont, clube da segunda divisão francesa, e se tornou a primeira mulher que se tem registro a comandar um time de futebol masculino. A estreia não foi das melhores, derrota por 2 a 1 para o Brest. Corinne ainda segue no comando do Clermont. Desde a estreia, são 119 jogos com 42 vitórias. Foto: AP

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7 – MARIA TERESA DE FILIPPIS – Fórmula 1 – A italiana Maria Teresa de Filippis foi a primeira mulher a participar de uma corrida da Fórmula 1, entre os anos de 1958 e 1959. Correndo com uma Maserati, seu melhor resultado foi um décimo lugar no grande prêmio da Bélgica, em 1958. Foto: AP

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6- BIA FIGUEIREDO – Fórmula Indy – Representando o Brasil, Bia foi a primeira piloto a vencer uma prova na Indy Lights, categoria abaixo da Indy, em 2008, no Iowa. Também foi a primeira brasileira a correr por uma categoria do automobilismo norte-americano. Foto: AP

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5 – DANICA PATRICK – Fórmula Indy – Considerada uma das mais talentosas na Fórmula Indy, Danica combateu o preconceito da categoria ao vencer, em 2008, a Indy 300 no Japão. Foi a primeira vitória de uma mulher na categoria. Também foi a primeira mulher a subir ao pódio nas 500 milhas de Indianápolis, em 2009. Foto: AP

10 mulheres que mostraram que o esporte não é apenas coisa de homem

4 – MARIA TOORPAKAI WAZIR – Squash – A paquistanesa teve que se passar por homem durante 16 anos para poder competir em seu país. Nascida em um povoado extremamente conservador no Paquistão, Maria teve que virar Genghis Khan, homônimo do líder mongol, para conseguir competir. Após começar no levantamento de peso, aos 12 anos, e já no primeiro campeonato vencer os meninos da mesma idade, Maria se viu encantada pelo Squash. Após um período de treinos em uma academia, seu pai foi obrigado a fazer a matrícula. Para isso, teve que mostrar a certidão de nascimento. Assim, Maria foi descoberta mulher e acabou perdeu parceiros de treino e patrocinadores. Em 2006, já como Maria Toorpakai, ela virou profissional. No ano seguinte foi ameaçada de morte pelo Talibã “por desonrar as tradições do país”, já que ela jogava sem véu e de shorts. A federação de squash paquistanesa ofereceu segurança armada para Maria. Em 2012, foi eleita a melhor jogadora de squash do Paquistão. Foto: AP

10 mulheres que mostraram que o esporte não é apenas coisa de homem

3 – MARIA LENK – Natação – A brasileira Maria Lenk foi a primeira mulher Sul-Americana a participar de uma edição de Jogos Olímpicos, em 1932, na Olimpíada de Los Angeles. Maria Lenk não se classificou para a final nos 200m peito. Quatro anos mais tarde, em Berlim, ela nadou dez segundos mais rápido do que seu tempo em Los Angeles. Novamente a classificação não veio. Mas o que chamou a atenção foi o estilo ‘diferente’ do nado. Maria Lenk mostrava ao mundo, pela primeira vez em uma competição oficial, o estilo “borboleta”, recém-criado nos EUA. O nado “borboleta” entraria no programa olímpico apenas 20 anos depois. Maria Lenk também conquistou a façanha de ser a primeira brasileira a quebrar um recorde mundial, com 2min56s nos 200m peito, em novembro de 1939. Foto: Gazeta Press

10 mulheres que mostraram que o esporte não é apenas coisa de homem

2 – BILLIE JEAN KING – Tênis – Em 1973, Billie Jean King foi desafiada pelo tenista Bobby Riggs a um duelo de tênis. A partida ficou conhecida como a “Batalha dos sexos”. Billie estava chateada com Riggs, após o tenista, com 55 anos, ter vencido com extrema facilidade uma partida amistosa contra Margaret Court, que na época tinha apenas 30. O evento entre Billie e Bobby ganhou proporção e foi transmitido ao vivo para todo os EUA. Estima-se que mais de 40 milhões de pessoas assistiram ao jogo. No fim, 3 sets a zero para Billie Jean. A vitória foi tida como um grande triunfo contra o machismo no esporte. Foto: AP

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1 – KATHRINE SWITZER – Maratona – Em 1967, as mulheres ainda eram proibidas de correr a maratona de Boston ou qualquer outra corrida de rua nos EUA. Kathrine Switzer, aos 20 anos, decidiu, então, desafiar os organizadores da principal maratona dos EUA e se registrar como K. V. Switzer, sem revelar o sexo. A ideia funcionou e Katherine conseguiu o número 261. Porém, ainda no início da prova, Kathrine foi surpreendida por um fiscal, que tentou agarrá-la exigindo o número de registro de volta. Por sorte, seu namorado conseguiu afastar o fiscal. A imagem do momento (ao lado) ficou famosa e correu o mundo. Kathrine virou um dos símbolos na luta pelos direitos iguais no esporte. Em 1972, enfim, as mulheres receberam autorização para participarem de corridas de ruas pelos EUA. Foto: AP