10 maiores tenistas brasileiros

Por Luiz Anversa (@luiz_anversa)

O Brasil tem uma boa tradição em esportes individuais como automobilismo e natação. Além desses, o País teve nomes históricos no tênis. O Yahoo Esportes separou 10 nomes que se destacaram ao longo dos tempos:

 

Gustavo Kuerten

Guga foi o maior nome brasileiro da categoria. Líder do ranking e tricampeão de Roland Garros, o catarinense também venceu Andre Agassi na final da Masters Cup, torneio que reúne os oito melhores da temporada. Nessa competição, aliás, entrou para a história como o único (ao lado de Michael Chang) a vencer Pete Sampras e Agassi no mesmo campeonato. Por causa das lesões, infelizmente precisou encurtar a carreira. Foto: AP Photo/Lionel Cironneau

Maria Esther Bueno

Dona de um saque potente e um estilo para lá de elegante nas quadras, Bueno é um dos maiores nomes da história do esporte. A paulista ganhou nada menos que 19 torneios de Grand Slam (sendo oito em Wimbledon e oito no US Open) – é a 18ª atleta que mais faturou Majors em todos os tempos. Em seus 20 anos como tenista, ganhou 589 títulos e liderou o ranking entre 1959 e 1966. Foi incluída no Hall da Fama em 1978. Foto: AP

Thomaz Koch

O melhor nome masculino do tênis até o surgimento de Guga. Koch chegou à 24ª posição do ranking mundial em 1974. Seu melhor resultado em Grand Slam foi o título nas duplas mistas em Roland Garros em 1975. Entre suas principais conquistas estão o torneio de Barcelona (1966), contra Manolo Santana, Washington (1969), quando bateu o lendário Arthur Ashe, e a medalha de ouro no Pan-Americano de Winnipeg (1967) – tanto em simples como em duplas. Foto: Gazeta Press

Fernando Meligeni

Nascido na Argentina, “Fininho” mudou-se para o Brasil ainda criança. Seu estilo aguerrido nas quadras ficou marcado. Entre suas principais façanhas estão a semifinal de Roland Garros (1999), que o levou ao 25º lugar do ranking, e a medalha de ouro no Pan-Americano de Santo Domingo – sua última partida como profissional. Nas duplas, nas sete finais em que chegou à final, não perdeu nenhuma – cinco títulos vieram com Guga. Meligeni classifica sua vitória contra Pete Sampras, no saibro do Masters de Roma (1999), como a mais importante da sua carreira. Foto: Alex Jesus/O Tempo/Gazeta Press

Marcelo Melo

Foi o único brasileiro até agora a ocupar o topo do ranking de duplas, feito conseguido no final de 2015. Tem 22 títulos, incluindo Roland Garros (2015, ao lado do croata Ivan Dodig) e cinco Masters 1000 (a segunda classe de competição mais importante depois dos Grand Slams). Ganhou nove taças ao lado dos brasileiros Bruno Soares e André Sá. Foi o primeiro jogador desde 2012 a tirar os irmãos Bryan do primeiro lugar do ranking de duplas. Foto: Gazeta Press

Bruno Soares

Terminou o ano passado como a melhor dupla do mundo ao lado de Jamie Murray, irmão de Andy. Com 24 títulos no currículo, já ganhou cinco Grand Slams (US Open e Austrália, ambos ao lado de Jamie Murray, e outros três em duplas mistas) e dois Masters 1000. Foto: Gazeta Press

Thomaz Bellucci

Depois de Guga, foi o brasileiro com melhor ranking em simples. Chegou ao 21º posto em julho de 2010. Tem quatro títulos na carreira (todos no saibro), sendo três na Suíça. No ano passado, no Masters 1000 de Roma, tornou-se o primeiro atleta desde Federer em 2012 a aplicar um “pneu” (6/0) em Novak Djokovic. No entanto, levou a virada e perdeu por 0/6, 6/3 e 6/2. Foto: Gazeta Press

Carlos Kirmayr

Atingiu seu melhor ranking em duplas em 1983, quando chegou ao 5º lugar ao lado do compatriota Cássio Motta. Em simples, foi o 32º em 1981. Neste último ano, foi campeão do Aberto do Guarujá – durante a campanha, bateu a lenda Ilie Nastase. Ainda em 1981, ganhou de John McEnroe apenas dois meses antes do americano ganhar Wimbledon. Em duplas, ganhou 10 títulos (quatro ao lado de Motta e um ao lado de mítico Ivan Lendl). Em 1983, Kirmayr e Motta tornaram-se os primeiros brasileiros a participarem do Masters (que reúne os melhores da temporada). Após a aposentadoria, tornou-se técnico e ajudou a levar a argentina Gabriela Sabattini ao título do US Open em 1990 (o único da carreira da jogadora). Também treinou estrelas como Arantxa Sanchez e Conchita Martinez, somando 22 títulos de simples em cinco anos de trabalho no circuito feminino. Atualmente tem um centro de treinamento. Foto: Gazeta Press

Marcos Hocevar

No circuito de simples, foi duas vezes vice (perdendo em Kitzbuhel para Guillermo Villas, em 82, e em São Paulo, para Jose Luis Clerc, no mesmo ano). Atingiu seu melhor ranking em 1983, quando foi o 30º melhor do mundo. Registrou um título em duplas: em Buenos Aires, em 1981, ao lado do brasileiro João Soares. Hocevar, porém, tem uma marca que nenhum tenista gostaria de ter: foi a primeiro que levou um “Golden Set” no circuito profissional. Isso quer dizer que o adversário, no caso o americano Bill Scanlon, ganhou todos os 24 pontos contra o brasileiro. O fato raro aconteceu em Delray Beach em 1983. Foto: Rubens Lisboa/CBT/Divulgação

Luiz Mattar

O paulista começou a ganhar destaque em 1987, quando ganhou o torneio do Guarujá (batendo o amigo e parceiro de treinos Cássio Motta) e chegou à decisão de Itaparica, perdendo para um ainda desconhecido André Agassi. Ainda naquele ano, ganhou um jogo histórico contra Andrés Gomez (Equador) que levou o Brasil novamente à elite da Copa Davis. Em 1989, aos 26 anos, alcançou seu melhor ranking, 29º lugar. Em 1994, foi para a final em Scottsdale (novamente Agassi, agora bem mais conhecido, levou a melhor). Ganhou sete títulos em simples e cinco em duplas. Atualmente é presidente de uma empresa de serviços de tecnologia da informação. Foto: Gazeta Press