10 jogadores com dupla nacionalidade que atuam no Brasil

Por William Correia

Nascer em um país e defender a seleção de outro já não é mais uma grande novidade no futebol. Atualmente, no Brasil, há diversos jogadores que tem duas nacionalidades, e alguns atuam em grandes clubes. Conheça 10 desses casos.

 

HAMILTON

HAMILTON – O volante de 36 anos, nascido em Murici (AL), teve destaque no futebol pernambucano, principalmente no Sport, pelo qual jogou a Libertadores de 2009. E já com cidadania de Togo. Em 2003, Hamílton foi um dos grandes nomes da conquista estadual do Sergipe e Toninho Dumas, técnico brasileiro que comandava a seleção africana, o convidou a se naturalizar. Ele atuou poucas vezes pelo novo país e recusou uma convocação para a Copa Africana de Nações de 2010, edição em que a delegação de Togo sofreu um atentado terrorista e três pessoas morreram. Hoje, aos 36 anos, está no Estanciano, de Sergipe. Foto: Gazeta Press. Texto por William Correia

ROGER GUERREIRO

ROGER GUERREIRO – Lateral esquerdo contestado em Corinthians e Flamengo no início da década passada, o paulistano foi para a Polônia, em 2006, para virar astro. Passou a jogar no meio-campo, naturalizou-se e marcou o primeiro gol da história da seleção em uma Eurocopa, em 2008. Mas não foi mais chamado desde 2011 e deixou o futebol europeu em 2013, quando saiu do grego AEK Atenas. Desde então, vem passando por clubes menores do Brasil. Atualmente, aos 34 anos, disputa o Campeonato Goiano pelo Rio Verde. Foto: Gazeta Press

EDUARDO DA SILVA

EDUARDO DA SILVA – O recém-contratado atacante do Atlético-PR foi jogar na Croácia aos 16 anos de idade e, dois anos depois, conseguiu a naturalização. Nascido no Rio de Janeiro, Eduardo da Silva defendeu a equipe do país com regularidade entre 2004 e 2014, anunciando sua aposentadoria da seleção após a Copa do Mundo de 2014. Foto: Gazeta Press

LYANCO

LYANCO – O avô paterno do zagueiro do São Paulo nasceu na antiga Iugoslávia, na região onde hoje é a Sérvia, e o jogador, nascido em Vitória (ES), usou sua dupla nacionalidade para defender a seleção sub-20 do país europeu no início do ano passado. Lyanco, porém, jogou pelo Brasil sub-20 logo na sequência. Enquanto não atuar em jogos oficiais por alguma das seleções principais, tem aval da Fifa para se dividir entre as nações. Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

RAFAEL MARQUES

RAFAEL MARQUES – O atacante do Palmeiras, nascido em Araraquara (SP), naturalizou-se turco no fim da década passada por ter ouvido do técnico da seleção do país que poderia ser convocado. Rafael Marques, contudo, teria que atuar por cinco temporadas por lá para conseguir o passaporte e defender a seleção turca. E, em 2009, ele preferiu ir para o futebol japonês, quando faltava apenas um ano para cumprir o prazo. Foto: Futura Press

NENE

NENÊ – Astro do Vasco, Nenê, nascido em Jundiaí (SP), atuou na Espanha por quatro temporadas e, em 2007, tirou cidadania do país para não ocupar mais vaga de extracomunitário em clubes europeus – e ele conta que a seleção de lá o observava. E o atacante ainda recusou uma terceira nacionalidade. Em 2012, quando estava no Paris Saint-Germain, ouviu pedido da seleção francesa para se naturalizar e disputar a Copa do Mundo de 2014, mas recusou por dois motivos: ainda sonhava em defender o Brasil e, erroneamente, pensou que pagava menos impostos como estrangeiro. Foto: Dhavid Normando/Futura Press

BARRIOS

BARRIOS – Nascido em San Fernando, na região metropolitana de Buenos Aires, na Argentina, o recém-contratado jogador do Grêmio sabia de suas poucas possibilidades de atuar na seleção de Messi e se aproveitou do fato de sua mãe ser paraguaia para se naturalizar. Conseguiu a cidadania do Paraguai em 2010 e, no mesmo ano, disputou a Copa do Mundo pela nova nação, costumeiramente carente de atacantes. Ainda é uma opção da seleção, mesmo sem nunca ter atuado em qualquer clube paraguaio. Foto: Futura Press

EMERSON SHEIK

EMERSON SHEIK – O atacante de 38 anos, ex-Corinthians, Fluminense e Flamengo e que hoje procura um novo clube, é naturalizado no Qatar desde 2008, quando atuava por lá, e chegou a defender a seleção do país, causando polêmica. Jogou dois amistosos e, pouco depois, como camisa 10, comandou vitória por 2 a 0 sobre o Iraque pelas Eliminatórias para a Copa de 2010. Os iraquianos protestaram na Fifa, alegando que Emerson Sheik já tinha atuado pelas categorias de base do Brasil e era acusado de falsidade ideológica. A entidade manteve a vitória do Qatar, mas o atacante nunca mais foi convocado para evitar novas confusões. Foto: Sérgio Ramoz/Futura Press

JUCILEI

JUCILEI – Nascido em São Gonçalo (RJ), o recém-contratado volante do São Paulo chegou a defender a Seleção Brasileira em amistosos, em 2010, enquanto atuava no Corinthians. Mas, em 2014, tirou passaporte da Palestina a pedido de seu então clube, o Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos, para driblar o limite de jogadores não-asiáticos no elenco exigidos no continente. “Para falar a verdade, não acompanho muito os conflitos lá. O passaporte palestino foi por acaso. O clube me ofereceu para eu entrar como asiático e topei. É bom para mim e para o clube”, disse Jucilei ao Globoesporte.com, na época. Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

KAZIM

KAZIM – Colin Kâzım-Richards, que vem ganhando admiração da torcida do Corinthians por sua disposição, gosta de ser chamado de “gringo da favela”. E não lhe faltam nacionalidades para se sentir estrangeiro. Ele é inglês de Leytonstone, mesma área de Londres onde nasceu David Beckham, mas se naturalizou turco e até defendeu a seleção do país após fazer sucesso no Fenerbahce, entre 2007 e 2011. O atacante ainda é casado com uma brasileira, nascida em Guarulhos, na Grande São Paulo. Foto: Futura Press. Texto por William Correia