10 atletas brasileiros que treinaram fora do país para brilhar

No Brasil é bastante comum os atletas se mudarem para o exterior em busca de mais estrutura, condições de trabalho e estabilidade financeira para treinar, especialmente visando competições grandiosas como os Jogos Olímpicos e mundiais. Neste levantamento, indicamos os esportistas que obtiveram grandes resultados e que, coincidência ou não, dedicaram ao menos algum período de treinamentos fora do país.

Rodrigo Herrero (@rodrigoherrero)

10 atletas brasileiros que treinaram fora do país para brilhar

Hugo Calderano – O jovem mesatenista Hugo Calderano, uma das promessas da modalidade, também precisou treinar fora do Brasil para desenvolver as suas habilidades. Após um estágio na Alemanha, foi convidado para um intercâmbio e em 2014 se mudou para Ochsenhausen, para defender a equipe de mesmo nome, uma das mais tradicionais daquele país. Em 2015, Calderano conquistou duas medalhas de ouro no Pan de Toronto: na competição individual e por equipes. Na Olimpíada do Rio de Janeiro, a nona colocação obtida após derrota nas oitavas de final igualou o melhor resultado do Brasil, alcançado por Hugo Hoyama, em Atlanta-1996. Foto: Futura Press

10 atletas brasileiros que treinaram fora do país para brilhar

Yane Marques – A medalhista de bronze do pentatlo moderno dos Jogos de Londres-2012 teve uma preparação intensa fora do Brasil. Yane Marques dedicou os últimos meses antes da competição na Inglaterra em treinamentos em Portland, nos Estados Unidos, para aprimorar a esgrima. E antes do torneio olímpico, ela foi para a França disputar um campeonato local para se manter em nível competitivo. O resultado foi positivo e o pódio foi alcançado. Para a Rio-2016 ela também precisou intensificar sua preparação fora do país, mais precisamente na França. Porém, o resultado no Brasil ficou longe do pódio: ela terminou na 23ª posição. Foto: Futura Press

10 atletas brasileiros que treinaram fora do país para brilhar

Fernando Scherer – Assim como seus colegas de geração, Fernando Scherer, o Xuxa, também morou seis anos nos Estados Unidos para estar próximo dos melhores nadadores e ter melhor estrutura. Em 1998, Scherer se mudou para Miami e lá cumpria uma árdua rotina de treinos para se manter no topo. Ele detém duas medalhas de bronze olímpicas, conquistadas na prova dos 50m livre em Atenas-1996 e no 4x100m livre em Sydney-2000, ao lado de Gustavo Borges, Carlos Jayme e Eduardo Valério. Ele também possui sete ouros pan-americanos, sendo quatro deles conquistados em Winnipeg-1999, em meio à preparação em terras norte-americanas. Foto: Futura Press

10 atletas brasileiros que treinaram fora do país para brilhar

Thiago Pereira – O medalhista de prata dos 400m medley em Londres-2012 e maior recordista de medalhas em Jogos Pan-Americanos (com 23 no total), Thiago Pereira decidiu se mudar para Los Angeles em 2014 para se dedicar mais fortemente aos treinamentos e poder ter concentração total para conseguir ser o “Mister Pan” e obter um resultado expressivo na Rio-2016. A glória veio em Toronto-2015, mas no Brasil ele ficou apenas em sétimo na final dos 200m medley. Foto: Futura Press

10 atletas brasileiros que treinaram fora do país para brilhar

Gustavo Borges – Um dos maiores nomes da natação brasileira aprimorou suas qualidades em universidades norte-americanas. Gustavo Borges se mudou para Jasckonville em 1990, onde estudou e treinou na Bolles School. No ano seguinte, se mudou para Ann Arbor, onde passou a estudar e a treinar na Universidade de Michigan, onde se formou em economia em 1995. Borges é dono de duas medalhas de prata (200m livre em Barcelona-1992 e em Atlanta-1996) e duas de bronze (100m livre em Atlanta-1996 e no 4x100m livre em Sydney-2000). Foto: Gazeta Press

10 atletas brasileiros que treinaram fora do país para brilhar

Rodrigo Pessoa – O cavaleiro Rodrigo Pessoa nasceu na França, vive na Bélgica, mas conseguiu resultados expressivos pelo Brasil. O esportista detém uma medalha de ouro na competição de saltos individual (Atenas-2004) e dois bronzes por equipes (Atlanta-1996 e Sydney-2000). Filho de cariocas, ele fez toda a sua carreira na Europa, mas nunca deixou dúvidas de que desejava competir pelo Brasil. No entanto, sua preparação para os Jogos Olímpicos foram sempre feitas em seu centro de treinamento na Bélgica, onde dispõe de melhores cavalos e estrutura do que em terras brasileiras. Foto: Gazeta Press

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Joaquim Cruz – O brasileiro Joaquim Cruz, ouro em Los Angeles-1984 e prata em Seul-1988, ambos na prova dos 800m livre, fez toda sua preparação para a Olimpíada norte-americana no exterior. No final de 1981, ele e seu treinador, Luiz Alberto de Oliveira, foram para os Estados Unidos. Cruz passou a treinar e a estudar por uma universidade de Utah e a decisão se mostrou certeira em 1984, com a medalha dourada no peito. Foto: Gazeta Press

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Robert Scheidt – Com duas medalhas de ouro (Atlanta-1996 e Atenas-2004, ambas na classe Laser), duas pratas (Sydney-2000, na classe Laser, e Pequim-2008, com Bruno Prada na Star) e uma de bronze (em Londres-2012, pela Star), Robert Scheidt é um ícone nos esportes à vela. E durante boa parte da carreira precisou passar alguns tempos na Europa para realizar terinamentos, visandos competições. Mas foi logo após Pequim-2008 que ele decidiu fincar bases no exterior, mudando-se para Trento, na Itália, próximo a um lago e com a tranquilidade de uma cidade pequena, facilitando a sua organização e rotina de treinos. Além das medalhas olímpicas, Scheidt detém 12 títulos mundiais de vela, entre as classes laser e star. Foto: Futura Press

10 atletas brasileiros que treinaram fora do país para brilhar

Cesar Cielo – Os nadadores são os que mais têm o costume de rumar para os Estados Unidos para estudar e treinar por universidades locais. O caso de maior sucesso é o de Cesar Cielo, campeão olímpico dos 50m livre em Pequim-2008, também levou o bronze nos 100m livre naquela Olimpíada e, quatro anos mais tarde, em Londres-2012, faturou nova medalha de bronze nos 50m livre. O atleta se preparou em uma universidade em Auburn, no Alamaba, onde pode competir com promessas norte-americanas e com grandes nomes da natação mundial. Em outros momentos da carreira, o brasileiro recorreu aos EUA para se preparar para disputar mundiais, por exemplo. Foto: Futura Press

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Thiago Braz – O medalhista de ouro no salto com vara da Rio-2016 viveu um período importante de treinamentos na Europa, que ajudou a lhe dar uma base necessária para o sucesso na Olimpíada. Em 2014 ele se mudou para Formia, na Itália, onde passou a treinar e a se dedicar integralmente ao objetivo dourado, com a ajuda do ucraniano Vitali Petrov, técnico de estrelas como a russa Ielena Isinbaieva e o ucraniano Sergei Bubka. Apenas na reta final da preparação ele se isolou em Natal-RN para um trabalho específico, distante das cobranças após o mau desempenho no Pan de Toronto, em 2015, quando errou os três saltos e ficou distante do pódio. Foto: Futura Press
Cesar Cielo – Os nadadores são os que mais têm o costume de rumar para os Estados Unidos para estudar e treinar por universidades locais. O caso de maior sucesso é o de Cesar Cielo, campeão olímpico dos 50m livre em Pequim-2008, também levou o bronze nos 100m livre naquela Olimpíada e, quatro anos mais tarde, em Londres-2012, faturou nova medalha de bronze nos 50m livre. O atleta se preparou em uma universidade em Auburn, no Alamaba, onde pode competir com promessas norte-americanas e com grandes nomes da natação mundial. Em outros momentos da carreira, o brasileiro recorreu aos EUA para se preparar para disputar mundiais, por exemplo. Foto: Futura Press