Ex-chefe da Fórmula 1 Bernie Ecclestone é criticado após defender Putin na guerra e minimizar racismo contra Hamilton

O ex-chefe da Fórmula 1 Bernie Ecclestone , de 91 anos, causou polêmica e foi criticado após uma entrevista nesta quinta-feira na qual defendeu a atuação do presidente da Rússia Vladimir Putin durante a guerra na Ucrânia e minimizou a polêmica envolvendo o ex-piloto brasileiro Nelson Piquet e o heptacampeão Lewis Hamilton, dizendo que o inglês deveria ter "desconsiderado" o fato de ter sido chamado de "neguinho".

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Em comunicado, a F1 criticou a postura do bilionário: "os comentários feitos por Bernie Ecclestone são suas opiniões pessoais e contrastam fortemente com a posição dos valores modernos do nosso esporte”.

Ecclestone disse durante participação no programa "Good Morning Britain" que "levaria um tiro" de Putin. Acrescentou ainda que a invasão do Exército russo e os bombardeios e as mortes no conflito "não foram intencionais" e que Putin "está fazendo algo que ele acredita ser o correto para o país".

— Infelizmente, como várias pessoas de negócios, certamente como eu, todos erramos de vez em quando, e quando erramos fazemos o melhor para sair do erro — justificou.

O bilionário também criticou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, dizendo que ele poderia ter impedido a guerra negociando com Putin.

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Ao comentar o caso envolvendo Piquet e Hamilton, Ecclestone disse que estava "surpreso por Lewis não ter apenas deixado de lado".

— Não é apropriado para nós, mas provavelmente não é algo terrível que acontece se você disser isso no Brasil. As pessoas dizem coisas, e falam sobre as outras se estão um pouco acima do peso, ou um pouco abaixo do tamanho como eu. Tenho certeza de que as pessoas fizeram comentários sobre isso. Se eu tivesse ouvido, seria capaz de lidar com isso sozinho sem muitos problemas— disse.

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Na quarta-feira, Piquet pediu desculpas a Hamilton e "todos que foram afetados" pelo caso. Ele negou que tenha usado o termo "neguinho" com intenção de ofender, e afirma que a palavra é comum no Brasil. O piloto negro já havia se manifestado, dizendo que era hora de "focar em mudar mentalidade".

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