Estudo aponta que 68% dos jogadores da Premier League sofreram assédio no Twitter

Cerca de 68% dos jogadores da Premier League foram vítimas de assédio na rede social Twitter durante a primeira metade da temporada passada, segundo a Ofcom, o órgão regulador da mídia britânica, em um relatório publicado nesta terça-feira.

O estudo indica que 418 dos 618 jogadores analisados receberam pelo menos um tuíte ofensivo, com 8% expressando discriminação com base em características como raça ou sexo.

O órgão britânico constatou que quase 60.000 dos mais de 2,3 milhões de tuítes enviados aos jogadores ingleses da primeira divisão durante os primeiros cinco meses da temporada foram insultuosos.

"Esses resultados jogam luz no lado sombrio do futebol", disse Kevin Bakhurst, diretor do grupo Ofcom para transmissão e conteúdo online. "Os abusos na internet não têm lugar no esporte ou na sociedade em geral, e a luta contra este flagelo exige um esforço coletivo", continuou.

Cerca de metade das mensagens ofensivas foram direcionadas a doze jogadores em particular, que receberam uma média de 15 tuítes injuriosos por dia.

Segundo o relatório, Cristiano Ronaldo e Harry Maguire (Manchester United) são os dois que mais receberam insultos no Twitter entre todos os jogadores da Premier League.

No United desde o dia 21 de agosto de 2021, o craque português foi mencionado em 90% de todas as mensagens dirigidas a todos os jogadores da Premier League e em 97% dos tuítes insultuosos. O volume de mensagens é explicado em grande parte pelos 98,4 milhões de seguidores de Ronaldo.

Harry Maguire, por sua vez, foi alvo de uma enxurrada de mensagens insultuosas em 7 de novembro, depois de se desculpar pela derrota por 2 a 0 no derby de Manchester para o City.

O Ofcom planeja regular o setor para trazer empresas de tecnologia no âmbito das novas leis sobre segurança na internet.

O Twitter alegou ter removido mais de 38.000 tuítes ofensivos. Um porta-voz da rede social disse à agência de imprensa britânica PA que eles estão "comprometidos" em combater os abusos e não tolerarão assédio com base em raça, etnia, gênero, identidade de gênero ou orientação sexual.

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