Estreia de Vítor Pereira pelo Corinthians foi em um Majestoso; relembre o que aconteceu depois


Com menos de um minuto, o São Paulo definiu o clássico contra o Corinthians, pela primeira fase do Campeonato Paulista, jogado no dia 5 de março de 2022. O confronto marcou a estreia do técnico Vítor Pereira no Timão. Agora, mais de seis meses depois, as equipes voltam a se enfrentar, em uma realidade muito diferente do que o treinador encontrou na equipe alvinegra.

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O Majestoso deste domingo (10) será o quarto da ‘Era VP’ no clube alvinegro, sendo o terceiro no estádio do Morumbi, como foi naquela estreia.

É bem verdade que o português não tem tido muita sorte ao se tratar de clássicos no comando corintiano. Em nove jogos contra rivais diretos, até aqui, foi somente uma vitória. Contra o Tricolor, nenhuma. São duas derrotas, uma delas que culminou na eliminação corintiana no Campeonato Paulista, cerca de um mês após a chegada de Vítor Pereira ao Corinthians, e um empate.

Por outro lado, o Timão que o treinador português pegou na estreia, realizada no início de março, passou por muita coisa até setembro.

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Então incógnita, a equipe alvinegra nunca foi tecnicamente aquilo que até mesmo o treinador esperava. O próprio Vítor já admitiu algumas vezes. Mas conseguiu ir além do que se imaginava em algumas ocasiões.

Na mão de VP, o Corinthians foi líder do Campeonato Brasileiro seis das 25 rodadas, sendo quatro consecutivas. Além disso, o Time do Povo nunca deixou o G4, desde a primeira partida da competição.

Vítor Pereira - Corinthians
Vítor Pereira - Corinthians

Vítor Pereira dirigindo o Timão pela primeira vez no banco de reservas (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)

Nos torneios mata-mata, o Timão foi além das expectativas, até mesmo de projeção financeira, tanto na Libertadores, onde chegou até às quartas de final, quanto na Copa do Brasil, onde está na semifinal, podendo até mesmo ser campeão - está a três jogos para isso.

ESCALAÇÃO

Cássio; Fagner, João Victor, Gil e Lucas Piton; Du Queiroz, Paulinho, Renato Augusto, Giuliano e Willian; Róger Guedes.

Esse foi o primeiro time titular que Vítor Pereira levou a campo pelo Corinthians.

A ideia, naquela ocasião, é que esse também fosse o time-base durante a temporada.

Vítor vivia na ilusão de conseguir manter uma projeção de equipe para o decorrer do ano. Menos de um mês depois, justamente em uma derrota para o São Paulo, mas essa pela semifinal do Campeonato Paulista, o técnico entendeu que não conseguiria fazer isso, pois exporia fisicamente os atletas e não extrairia o melhor deles. A partir daí começou o sistema de rodízio.

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Mais de seis meses depois, seis atletas permanecem no que seria o ‘Timão ideal’: Cássio, Fagner, Gil, Du Queiroz, Renato Augusto e Róger Guedes.

Porém, alguns desses atletas vivem conjunturas completamente diferentes.

O principal deles é Róger Guedes, que demorou para se adaptar ao VP, o que, inclusive, se tornou rixa pública, por meio de declarações de insatisfação de ambas as partes.

Vítor, até pela carência inicial do elenco, via Róger como centroavante. O jogador, por sua vez, deixou claro que gostaria de jogar pelo lado esquerdo do ataque. Além disso, a ausência do atleta em jogos importantes, principalmente da Libertadores, o fez se irritar com o técnico.

Quando Yuri Alberto foi contratado para fechar o miolo de área, esperava que, finalmente, Róger Guedes passasse a render, pois jogaria na sua posição. Porém, Vítor disse, a princípio, que a dupla não poderia atuar junta, pois comprometeria o sistema de marcação.

Passado algum tempo, Vítor pôde ver a evolução em Guedes, até mesmo na aplicação tática, e ganhou um ‘reforço’ dentro do próprio elenco. Esse movimento fez até mesmo com que a relação deles melhorasse.

Vítor Pereira e Róger Guedes - Corinthians
Vítor Pereira e Róger Guedes - Corinthians

Róger e Vítor em conversa durante o treinamento (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Por outro lado, Giuliano, que era um atleta que Pereira colocava bastante fé, nunca rendeu o que era esperado. De então titular absoluto, o camisa 11 foi se tornando reserva de luxa e atualmente nem isso é mais, pois é uma das peças mais contestadas pela torcida, por conta da falta de participação efetiva quando está em campo.

Paulinho rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo há quatro meses e só joga no ano que vem.

João Victor foi negociado com o Benfica, de Portugal. Enquanto Willian pediu para deixar o Timão, alegando falta de segurança dele e da família após sofrer uma série de ameaças. O meia-atacante acertou o seu retorno ao futebol inglês, acertando com o Fulham, posteriormente.

Neste ínterim, também saiu Jô. Tratado como ‘aposentado em atividade’ quando Vítor chegou ao Timão, faltou em treinos pouco tempo após a chegada do treinador ao clube. Teve uma conversa esclarecedora, foi desafiado a emagrecer e voltou a render. No entanto, quando estava em seu melhor momento na passagem atual, voltou a se envolver em polêmica, sendo flagrado em um pagode durante uma derrota corintiana, na qual ele estava afastado por lesão.

Lucas Piton mantém revezamento na lateral-esquerda com Fábio Santos. Mas o segundo é quem tem atuado como titular nos jogos mais importantes. E se havia interrogação se o camisa 26 renovaria o contrato, que se encerra no fim deste ano, o crescimento com o VP tem o credenciado a ficar, pelo menos, mais uma temporada.

No processo, chegaram nomes como Balbuena, Fausto Vera e Yuri Alberto, que, com o pé na porta, ganharam total espaço no ‘time ideal’ de Vítor Pereira.