Estratégia de Luís Castro não surte efeito, Botafogo tem pior atuação no Brasileirão e vê Z4 mais próximo

(Foto: Vitor Silva/Botafogo)


Cercado de expectativa, o trabalho do técnico Luís Castro passa pela primeira turbulência no Botafogo. O português já ressaltou que o projeto da SAF visa a reestruturação para obter sucesso a médio-longo prazo. Mas também sabe que futebol depende de resultados e que a pressão em um clube grande do Brasil é gigantesca.


ESTRATÉGIA E OPÇÕES TÁTICAS EQUIVOCADAS


Todo treinador deve ter suas convicções, mas compreender que determinados jogos necessitam de variações de acordo com o adversário. E foi justamente, nesta quinta, que o treinador teve o desafio de se adaptar diante do forte e já consolidado Palmeiras, no Allianz Parque.

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Com desfalques importantes no setor ofensivo, o quebra-cabeça foi montado com improvisações. A primeira delas foi colocar em campo três laterais de ofício e surpreender com Hugo atuando mais à frente, na ponta esquerda. Saravia ficou na direita, enquanto Daniel Borges permaneceu na esquerda.

O estilo de jogo, porém, permaneceu o mesmo das dez primeiras partidas do lusitano, que não compreendeu que o adversário era mais robusto. Com isso, a marcação adiantada concedeu os espaços que o Alviverde tanto procurava e o primeiro tempo foi de amplo domínio, e um Botafogo nas cordas e sem poder de reação.

PRESA FÁCIL E AMPLO DOMÍNIO DO ADVERSÁRIO

A goleada já se desenhava desde o primeiro minuto. O lado esquerdo tornou-se um verdadeiro latifúndio a ser explorado pelos pontas paulistas. A dupla de volantes Luís Oyama e Tchê Tchê não tiveram uma noite de destaque. O camisa 6 errou um passe bobo e gerou o escanteio. Na cobrança, Murilo subiu mais que Kanu e marcou, mas com o auxílio do VAR, Daronco anulou.

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Foi um cartão de visitas, que já mostrava a tônica do primeiro tempo. Com facilidade, Ronny e Dudu e Scarpa tiveram liberdade para iniciar uma triangulação, e o camisa 10 estufou a rede de Gatito. Sem tempo para respirar, o Glorioso viu Dudu avançar e acertar a trave, e minutos depois Scarpa aproveitou mais um cruzamento e ampliou o marcador com apenas 17 minutos.

O domínio era evidente e com ataques constantes, o Palmeiras percebeu a dificuldade da defesa alvinegra pelo alto e comemorou mais um. Rony teve liberdade para se projetar e, de cabeça, estufar a meta carioca. A incapacidade do sistema defensivo em forçar o erro de passe e pressionar o adversário era nítida.

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Com três gols em desvantagem, Luís Castro percebeu que o lado esquerdo era a mina de ouro alviverde e deslocou Hugo para o setor. O lateral que atuaria mais à frente naquele momento seria Saravia, pela direita. Mas já era tarde e faltava brio e qualidade para tentar uma reação.

MOMENTO DE RECALCULAR A ROTA ANTES DOS REFORÇOS

Na volta do intervalo, os meninos Del Piage e Kayque entraram e trouxeram mais dinâmica para o Botafogo poder, pelo menos, incomodar o gol de Weverton. Algo que aconteceu quando Daniel Borges tentou de falta, e mandou por cima, mas o arqueiro tocou para escanteio. A melhor chance dos visitantes foi com Saravia, que aproveitou uma falta, desviou, e a bola tocou no travessão.

Pelo lado alvinegro, Chay ainda teve a oportunidade de entrar em campo, mas já não tinha o que fazer. O Palmeiras ainda teve tempo de ampliar com um golaço de Wesley com direito a pedaladas e uma finalização certeira. Apático, desorganizado, o Botafogo foi uma presa fácil para um adversário mais forte. Luís Castro precisa reavaliar este início para recalcular a rota e tentar evoluir.

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Faltou competitividade e entender o estágio em que o time se encontra. Tentar atuar de forma aberta contra um time já formado e com uma proposta de jogo bem definida foi suicídio. Ainda é cedo, e o campeonato segue embolado, mas a diferença para o Z4 é de apenas um ponto. Muito além de não conseguir ser convincente, a equipe não vence há quatro jogos e precisa ser competitiva antes da chegada dos reforços, em julho.

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