Em dia de homenagens, Cássio evita falar sobre aposentadoria e diz que planeja carreira 'ano a ano'


Aos 35 anos e com contrato com o Corinthians até o fim da próxima temporada, o goleiro Cássio ainda não pensa em aposentadoria, nem se planejou para quando ‘pendurar as luvas’.

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- Não sei o que vou fazer quando parar de jogar futebol. A gente tem que se preparar. Não posso parar sem saber o que vou fazer, mas é um processo. Alguns jogadores não se preparar e se atrapalham um pouco, porque muda a rotina. Agora me dedicar ao trabalho e mais pra frente pensar no que fazer - disse o goleiro durante entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (29).

O atleta completou 603 partidas com a camisa corintiana na última quarta-feira (27), se tornando o arqueiro com mais jogos pelo clube, além do terceiro que mais vestiu a camisa alvinegra entre todos os atletas que defenderam o Timão.

Em entrevistas recentes, o Gigante, como é chamado pela Fiel Torcida, já disse em oportunidades recentes que deseja atuar profissionalmente até os 40 anos de idade. Ainda assim, o atleta destacou que o seu pensamento esta a cada temporada.

- Pensar ano a ano. Como falo, essa é a minha 11ª temporada. As vezes a gente perde o foco do momento. É fazer o melhor hoje. Hoje comemoramos o 603 jogos. Se olhar atrás, jogadores atuavam até 35 anos, hoje jogam mais, mudou muito. Somos mais profissionais - destacou o goleiro.

Cássio não descartou a possibilidade de se tornar treinador após encerrar a sua carreira como atleta, mas destacou que para isso acontecer ele precisará se preparar e ter pessoas de confiança ao lado dele.

- Sobre ser treinador, pode ser que aconteça. Quando eu parar tem que ter um estudo. Tive o privilégio de trabalhar com grandes treinadores, aqui (no Corinthians) e na seleção, de repente fazer estágio. Tenho muito a aprender. Ser treinador é outra situação. Para um treinador é importante ter pessoas de confiança. Se no futuro for trabalhar preciso ter essas pessoas. Mas, honestamente, não sei o que fazer, tenho alguns anos pra jogar e o foco é esse ano, terminar a temporada bem. Estamos fazendo uma temporada boa, chances de títulos e conquistas - salientou Cássio.

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AUGE?

No Timão desde 2012 e tendo conquistado nove títulos no período, entre eles a Libertadores e Mundial de Clubes há 10 anos, como protagonista, Cássio evita falar sobre auge, mas sabe que caso termine 2022 conquistando os três títulos que o Corinthians disputa, poderá considerar o topo da sua carreira.

- Me sinto em um momento bom. Quando você fica mais experiente tem mais sabedoria, tanto do lado positivo, quanto negativo. Difícil falar sobre auge. Eu nunca ganhei três títulos em um ano, se ganhar pode ser que aconteça. Me sinto muito bem, fisicamente e tecnicamente. Cabeça aberta, mesmo com 35 anos, em ambição pra melhorar. Difícil falar em auge. Teve anos que consegui Copa do Mundo e não ganhei nada, anos que ninguém dava nada e ganhamos títulos. Me cuido para bater recorde, metas e ser melhor que o ano anterior. Ambição de ser melhor a cada ano - destacou o ídolo corintiano.

Em 2022, Cássio esteve em 39 partidas. Segundo a plataforma Footstats, o atleta fez 94 defesas na temporada, sendo 35 considerada difíceis.

Cássio - Homenagem 603 jogos
Cássio - Homenagem 603 jogos

Cássio ganhou uma luva de ouro, obra do artísta plástico Fábio Nakano (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)

SUCESSORES

Cássio deixou claro que dá todo o suporte necessário para os goleiros reservas do Corinthians. Ainda assim, o atleta entende que a gestão de carreira dos mais jovens corresponde somente a eles.

- Nós temos uma safra muito boa de jogadores. Assim como o Alessandro (gerente de futebol), que está aqui, estava lá no Grêmio quando subi, nós estamos aqui para dar suporte, ajudar, orientar para, de repente, eles não cometerem os mesmos erros que a gente comete. Mas o responsável pela carreira é eles. A gente dá suporte, mas o responsável por treinar, dedicar-se e ser melhor é o atleta. Assim como aconteceu comigo, quando era mais novo, acontece com todos. Tentamos sempre ajudar, mostrar - disse o camisa 12.

Cássio avaliou Carlos Miguel e Matheus Donelli, goleiros que tiveram chances recentes, contra Atlético-MG e Ceará, respectivamente. O primeiro foi contratado no ano passado, após fazer a base no Internacional, já o segundo é cria corintiana.

- O (Carlos) Miguel chegou há pouco tempo, o Donelli já está há mais tempo, é um menino que tem 20 anos e pulou etapas. Se pegar outros meninos que jogaram, demorarm dois anos para entrar no processo e no nível que têm hoje. Tenho certeza que é um menino que vai evoluir muito, crescer. O (Carlos) Miguel fez um grande jogo contra o Atlético-MG. No que eu puder ajudar, até com outros goleiros da base que vêm treinar com a gente, eu faço. Foi o que muitas pessoas fizeram comigo lá atrás - salientou o Gigante.

No início da temporada, o Timão contratou o goleiro Ivan, promessa da Ponte Preta, com passagem, inclusive, pela Seleção Brasileira. A ideia era ter o atleta como um sucessor de Cássio. No entanto, o jovem, de 25 anos, foi emprestado ao Zenit, da Rússia, no processo que trouxe o centroavante Yuri Alberto ao Timão.

A cessão de Ivan ao clube russo é válida até junho do ano que vem. Caso o Zenit queira permanecer com o atleta, terá que desembolsar 5 milhões de euros (R$ 26,4 mi, na cotação atual).

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