Em carta aberta, Fred presta homenagem aos 120 anos do Fluminense: 'Forjou meu caráter'

Fred em seu jogo de despedida pelo Fluminense contra o Ceará, no Maracanã (Foto: Armando Paiva / Lancepress!)


Com uma linda história com a camisa verde, branca e grená, Fred entrou de vez no coração da torcida do Fluminense com momentos inesquecíveis, gols e conquistas. Em carta aberta ao 'The Players Tribune', o atacante, que deu adeus aos campos no dia 9, fez uma homenagem ao Tricolor, que completou 120 anos na última quarta.

- Essa é a parte mais difícil para mim: falar sobre o que eu sinto. Achei que já tinha dito tudo em minha despedida do futebol, mas resolvi escrever esta carta pra vocês em homenagem ao aniversário de 120 anos do Fluminense - disse Fred.

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De acordo com o ex-atacante, não há maneira de descrever e resumir o sentimento que nutre pelo Fluminense. Contudo, ele ressaltou que a palavra que lhe vem à cabeça é gratidão por tudo que fizeram por ele e sua família.

- O Fluminense forjou meu caráter. Saio como um ser humano muito melhor do que eu era antes de chegar às Laranjeiras. E isso só foi possível porque vocês, tricolores, tiveram paciência comigo. Souberam me acolher e me levantar nos momentos mais difíceis da minha carreira, algo que eu nunca vou esquecer - exaltou.

Na publicação, o ex-atacante fez confissões sobre uma quase ida ao Napoli logo após o feito de fugir do rebaixamento em 2009. Ele também citou a utilização de álcool no início de sua primeira passagem pelo clube carioca. Confira a publicação intitulada: "O Fred vai se lembrar".

- Cara, tomei um susto na hora (após Celso Barros pedir sua permanência para 2010). O Fluminense estava disposto a cobrir a proposta do Napoli. Liguei pro meu irmão e pedi para cancelar o negócio com os italianos imediatamente. “Olha o que esses caras fazem por mim. Vou ficar no Fluminense o resto da minha vida - citou

O atacante também revelou suas inseguranças no início da carreira, a fama de baladeiro ainda no América-MG e momentos turbulentos pós-Copa de 2014.

- Minha família estava no Mineirão. A Geovanna, minha filha mais velha, tinha oito anos. Ela ouviu as vaias e os xingamentos dos torcedores no estádio. Várias horas depois do jogo, essa imagem não saía da minha cabeça - revelou, e em seguida contou:

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- Nós encaramos aquela partida como se fosse Copa das Confederações, mas uma Copa do Mundo é completamente diferente - acrescentou.

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