Em alta no Botafogo, Jeffinho vê assédio crescer e aguarda valorização

Solução inesperada no Botafogo, Jeffinho quer estar no mesmo nível dos reforços contratados na era John Textor. Titular pelo quarto jogo consecutivo diante do Ceará, hoje, às 16h30, pelo Brasileiro, o atacante de 22 anos, que precisou superar dificuldades na carreira e chegou ao alvinegro para o time sub-23, aguarda o clube procurá-lo para discutir uma valorização.

Jeffinho veio por empréstimo do Resende até novembro, e o Botafogo tem cláusula de prioridade para efetuar a compra por R$ 1,2 milhão. Apenas o Lyon, parceiro do clube do interior, teria preferência antes do alvinegro, mas com John Textor adquirindo 66% das ações do clube francês o negócio pelo jogador não deve correr risco.

A diretoria alvinegra já indicou que vai exercer a compra junto ao Resende, mas um projeto para tornar Jeffinho um ativo com atratividade junto ao mercado europeu corre em paralelo.

O estafe do jogador passou as últimas semanas avaliando projetos internacionais, sobretudo em Portugal, e já informou tanto ao Resende quanto ao Botafogo que quer trabalhar o atleta na prateleira mais alta do futebol.

Com um salário muito defasado, e por consequência uma multa rescisória baixa, Jeffinho aguarda o Botafogo exercer a compra para ter a situação contratual com o clube ajustada. Hoje, ele mesmo detém 25% de seus direitos, que lhe foram repassados como uma espécie de luva, no contrato vigente até junho de 2024.

Ao fim do empréstimo, o Botafogo compraria 60% junto ao Resende e poderia adquirir também a parte de Jeffinho, que tem a carreira gerida pela MSB Sports há três anos. A partir daí, assinaria com o jogador um novo vínculo, sob novas bases. Há boa vontade do clube na permanência e nesta valorização, mas o técnico Luís Castro trata a evolução do atacante com cautela, e pretende trabalho de forma gradual — em entrevistas, o treinador já disse que a um jogador tão jovem não se pode dar a condição de titularidade absoluta o tempo todo.

Superação

Do lado de fora do campo, Jeffinho tem uma história de superação comum a muitos jogadores, mas com um detalhe: foi pai cedo, e precisou deixar o passado de dificuldade para trás para ascender no futebol.

Jeffinho recebeu metas e teve que assumir responsabilidades antes mesmo das que o Botafogo apresentou. Após deixar a base por falta de dinheiro para passagem, ele jogou futsal até os 18 anos, e em seguida foi para o sub-20 do Volta Redonda. Com a parceria do Lyon, da França, o Resende observou o atacante, e ele se destacou no Estadual com gols contra Botafogo e Flamengo.

No alvinegro, as chances vieram na lacuna das lesões de outros reforços. Mas foi o golaço diante do Athletico-PR, com direito a homenagem à filha Maria Eduarda, que fez Jeffinho alcançar outro status.

— À minha filha Maria Eduarda. Só eu, Deus e a mãe dela sabemos o que a gente passou para eu chegar aqui — disse.

Em campo

Com Jeffinho no ataque, o Botafogo tentará, contra o Ceará, começar o segundo turno com tudo em casa depois de aproveitamento ruim na primeira parte do campeonato. Em nove partidas, foram cinco derrotas, um empate e apenas três vitórias — aproveitamento de 37%.

Para isso, o alvinegro deve ter a volta do zagueiro Víctor Cuesta, recuperado de fratura nos ossos da face, e do meia Carlos Eduardo, que ficou fora da partida o Corinthians por mal-estar e febres decorrentes de surto de virose gastrointestinal que infectou jogadores e profissionais da comissão técnica. Por outro lado, o lateral-esquerdo Fernando Marçal, que se destacou nos primeiros jogos com a camisa do clube, não deve jogar por problema médico.

Com 24 pontos, o Botafogo precisa vencer para se afastar da zona de rebaixamento. Caso contrário, o alvinegro pode ficar a um ponto de distância do Z4.

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