Ecclestone defende Putin e diz que Hamilton deve ignorar racismo

Bernie Ecclestone esteve no Brasil em maio onde foi ao autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu, para acompanhar prova da Stock Car. Foto: Marcelo Machado de Melo/Getty Images
Bernie Ecclestone esteve no Brasil em maio onde foi ao autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu, para acompanhar prova da Stock Car. Foto: Marcelo Machado de Melo/Getty Images

O ex-chefe da Fórmula 1 Bernie Ecclestone defendeu Vladimir Putin sobre a guerra na Ucrânia, dizendo que ele "levaria um tiro" pelo presidente russo, ao mesmo tempo em que afirmou que Lewis Hamilton "deveria ficar feliz" por Nelson Piquet ter se desculpado por usar um insulto racial.

Em entrevista no Good Morning Britain da ITV na manhã desta quinta-feira, Ecclestone saiu em defesa de Putin, dizendo que "acreditava que estava fazendo a coisa certa para a Rússia" e culpou o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy por não ter dialogado com seu colega.

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A Fórmula 1 rapidamente se distanciou das observações em um comunicado que dizia: "Os comentários feitos por Bernie Ecclestone são suas opiniões pessoais e estão em contraste muito forte com a posição dos valores modernos do nosso esporte".

Ecclestone, 91, disse sobre Putin no programa matinal: "Infelizmente ele é como muitos empresários, certamente como eu, que cometemos erros de tempos em tempos e quando você comete o erro, você tem que fazer o melhor que pode para sair disso".

Quando foi apontado que a invasão da Ucrânia pela Rússia havia ceifado a vida de milhares de pessoas inocentes, Ecclestone simplesmente respondeu: "Não foi intencional".

Ecclestone também falou sobre outro assunto polêmico na entrevista. Quando perguntado sobre o uso de um insulto racial por Piquet em referência a Hamilton, Ecclestone afirmou que Hamilton deveria estar "feliz" por ter recebido um pedido de desculpas e deveria apenas "ignorar" a observação.

"Conheço Nelson há muito tempo. Estive com ele algumas semanas atrás. Não é o tipo de coisa que Nelson diria significando algo ruim", disse ele.

"Bem, provavelmente não é apropriado para nós. Mas provavelmente não é algo terrível que acontece se você disser isso no Brasil”, finalizou o ex-dirigente da categoria que recentemente foi preso no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, por porte ilegal de arma.

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